16 março, 2015

Prisão de Renato Duque é vista como uma notícia ruim depois da outra


A prisão de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras ligado ao PT, nesta segunda-feira (16), foi classificada dentro do governo como uma "notícia ruim depois da outra" para os petistas, numa alusão ao fato de que a detenção vem um dia depois das manifestações em todo o país contra a presidente Dilma e contra seu partido. 



O temor entre petistas é que Duque seja levado a tomar o mesmo caminho do ex-diretor Paulo Roberto Costa, que, preso pela segunda vez, acabou fechando um acordo de delação premiada e revelando como funcionava o esquema de corrupção em sua diretoria. 



Tão logo foi divulgada a prisão de Renato Duque, petistas reclamavam não compreender a nova detenção do ex-diretor, já que ele havia sido liberado por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Mais uma vez o juiz Sérgio Moro, que comanda o inquérito da Lava Jato, foi alvo de críticas da parte de petistas. 


Segundo a Polícia Federal, a prisão foi decretada porque o ex-diretor estaria movimentando dinheiro depositado em contas no exterior. A PF afirmou que Duque transferiu 20 milhões de euros (cerca de R$ 68 milhões) de contas na Suíça para contas no principado de Mônaco. 

O dinheiro foi bloqueado por autoridades de Mônaco, segundo decisão do juiz Sergio Moro, que decretou a prisão de Duque. 


Além de Duque, já foram presos nesta manhã do empresário Adir Assad -investigado sob suspeita de manter empresas laranjas e usá-las para lavar dinheiro- e Lucélio Roberto von Lehsten Góes, filho de Mario Góes, que já está preso em Curitiba e é apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras. 


Os outros alvos dos mandados de prisão temporária são Sonia Mariza Branco, Dario Teixeira Alves Junior e Sueli Maria Branco. Eles são investigados por terem ligações com empresas que teriam sido usadas no esquema de lavagem de dinheiro, como Rockstar, Legend e Power. 


O advogado de Duque,Alexandre Lopes, nega que seu cliente tenha feito a transferência do dinheiro. "A história dessas contas é muito estranha, eu não tenho conhecimento disso, acho que não aconteceu", afirmou. 


PROTESTOS
 

As manifestações de rua realizadas neste domingo (15) contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o PT alcançaram todos os Estados do país, com protestos reunindo milhares de pessoas mesmo em redutos petistas. 


Os atos ocorreram em pelo menos 152 municípios brasileiros -incluindo todas as capitais exceto Palmas (TO)- e, em geral, tiveram um perfil pacífico, sem confrontos violentos entre opositores e partidários do governo. 
 

O maior ato ocorreu em São Paulo, onde 210 mil pessoas passaram pela avenida Paulista ao longo do dia, segundo o Datafolha, apesar da chuva intermitente. 

Pelo país, quase 1 milhão de pessoas foram às ruas.

É assim, contestando prisão de corruptos, que  os petistas querem que acreditemos que  vão combater a corrupção

 FOLHA


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