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18 dezembro, 2018

Previ avalia reduzir fatia na Vale em 2019


17 Dez (Reuters) 

A Previ, fundo de pensão dos funcionáriosdo Banco do Brasil , avalia reduzir sua participação acionária na mineradora brasileira Vale em 2019,disse ao Valor Econômico o diretor de  investimento da fundação, Marcus Moreira, segundo publicação do jornal nesta segunda-feira.

O investimento da Previ na Vale é avaliado em 45,5 bilhões de reais e representa 25 por cento do patrimônio do Plano I dofundo de pensão, de  benefício definido, ainda de acordo com a
reportagem. "A única motivação para venda é a alta concentração.

Confiamos muito no futuro da empresa", acrescentou Moreira aoValor.

Ele disse ainda que a Previ pode adotar uma estratégia
individual para negociação de parte de sua fatia na companhia,"sem prejuízo de estruturarmos alguma operação maior de forma conjunta" com outros fundos que detém participação na mineradora por meio do veículo de investimentos Litel.

Fonte: https://www.valor.com.br/financas/6029227/previ-deve-reduzir-fatia-na-vale-com-plano-de-investimento-para-2019

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Observação: A Reuters não verificou esta reportagem e não atesta
sua precisão.

((Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS LC AAJ

16 dezembro, 2017

Neoenergia cancela IPO


Investidores exigiram desconto de 30% e empresa decidiu cancelar a oferta


A empresa de energia elétrica Neoenergia cancelou sua oferta inicial de ações (IPO). A precificação dos papéis estava marcada para esta quinta-feira. Segundo um executivo a par do assunto, os investidores exigiram um corte de 30% no piso da faixa estipulada pela empresa, que ia de 15,02 reais a 18,52 reais. Os investidores teriam pedido o desconto após perceber uma divisão entre os sócios da empresa, que, segundo eles, poderia acarretar em problemas de governança. A operação previa a oferta de 68,9 milhões de ações primárias (que iriam para o caixa da companhia) e 101,4 milhões de ações secundárias, vendidas pelo fundo de pensão Previ e pelo BB Investimentos, braço de investimentos do Banco do Brasil.
Segundo um executivo que acompanhou as negociações, a espanhola Iberdrola, que detém 52,45% do capital da Neoenergia, não era a favor do IPO e deixou sua posição clara aos investidores. “A Iberdrola não queria que o IPO saísse porque tem uma visão diferente para o negócio. Os investidores ficaram inseguros por conta dessa briga interna e exigiram um desconto grande. A Neoenergia, então, cancelou a oferta”, afirma o executivo. Procurada, a Neoenergia respondeu que não comentaria sobre o IPO. A abertura de capital, no preço mínimo, levantaria 2,5 bilhões de reais. Ainda não está decidido se o tema será retomado em 2018.

10 novembro, 2017

Resposta da FAABB

Caro Paim

         A Resolução do CNPC 11/2013, permite que qualquer patrocinador retire patrocínio. Mesmo que o BB não seja privatizado. Se a direção do BB assim decidir, ele tem cobertura dessa Resolução que em seu artigo 6° diz:
DA EFETIVAÇÃO DA RETIRADA DE PATROCÍNIO
Art. 6º A retirada de patrocínio ocorrerá por iniciativa:
I - do patrocinador, o qual deverá notificar a entidade fechada, na pessoa de seu representante legal, apresentando a correspondente exposição de motivos; e

II - da entidade fechada, mediante pedido de rescisão de convênio de adesão, hipótese em que deverá ser apresentada a motivação e a documentação comprobatória do descumprimento, pelo patrocinador, de obrigações previstas no convênio de adesão em relação ao plano de benefícios.

Art. 7º O representante legal da entidade fechada, ao receber a notificação da decisão do patrocinador que se retira, deverá, em até dez dias úteis:
I - dar ciência da decisão aos órgãos estatutários da entidade fechada;
II – comunicar a decisão aos participantes e assistidos vinculados ao patrocinador que solicitou a retirada.

         Essa Resolução, Caro Paim, é mais uma baita sacanagem perpetrada pelos anos de PT no Governo. A exemplo da CGPC 26, também essa Resolução n° 11 é da lavra dos representantes petistas no antigo CGPC, hoje, CNPC. Como você sabe, esse órgão é uma piada. Colocam lá um representante de participantes e assistidos, os demais 7 são oriundos do Governo que estiver de plantão no país. O Governo monta o CNPC sob a presidência do Ministro da Fazenda, um representante da Secretaria de Previdência(1), um representante do Ministério da Fazenda (2)  um representante  da Superintendência Nacional de Previdência Complementar(3), um representante da Casa Civil(4), um representante do Ministério do Planejamento(5), um representante da ABRAPP(6), um Representante dos Patrocinadores e Instituidores de Planos de Benefícios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar(7) e... SOMENTE um Representante dos Participantes e Assistidos de Planos de Benefícios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar.

Então.... é assim – Nunca esse Conselho fará qualquer coisa a favor de participantes e assistidos.


Isa Musa



Cara Isa,

Acho que somente com a privatização do BB haveria a retirada do patrocínio que você está imaginando.

Por essa sua linha de pensamento acredito que tudo é possível. 

Lembro, porém, que, de acordo com Lei 9491,  de 09.09.1997, a privatização do BB (e da CEF)  tem que passar pelo Congresso Nacional. E certamente não será o atual Congresso que tratará de assunto tão importante. 



Caro Paim,
Passariam a ser abertas. Não se trata de efeito retroativo, mas sim, da possibilidade do BB retirar patrocínio da PREVI e assim um banco (ou seguradora) assumir. A propósito, isso está previsto na RESOLUÇÃO CNPC Nº 11, DE 13 DE MAIO DE 2013 que dispõe sobre retirada de patrocínio no âmbito do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas.

Isa Musa



ALERTA GERAL por Isa Musa de Noronha

Isa Musa de Noronha para Previ Para Todos
23 h · em  08/11/2017

Conclamo a todos que escrevam aos Deputados de seus Estados alertando para o que observamos no texto da Reforma da Previdência:

PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA COLOCA EM RISCO A PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA, sem fins lucrativos e abre espaço para a sanha dos planps comerciais de seguradoras e bancos.

Coloca em risco o FUNPRESP e todos os Planos fechados e sem fins lucrativos
Uma leitura atenta mostra a diferença entre o texto original, constante da Constituição de 1988, – Artigo 40 e a proposta em curso PEC 287/2016.

No texto original da Constituição consta:

§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida.

Na proposta em Tramitação

PEC 287/2016 - Artigo 40

§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo e oferecerá aos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida, observado o disposto no art. 202. 

Percebam que a diferença é que no texto original a Previdência para servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, quando é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, segundo o § 15, é necessariamente por intermédio de ENTIDADES FECHADA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. E, na PEC 287/2016, É RETIRADA a expressão “ENTIDADE FECHADA”.


Na visita à Câmara, alertamos aos parlamentares sobre a impropriedade dessa retirada. Será o fim da Previdência Complementar sem fins lucrativos e abertura da oportunidade de exploração para bancos e seguradoras.

Fonte: Facebook


31 outubro, 2017

Aos colegas do Banco do Brasil - por Lago Neto


    Espero que minha avaliação esteja equivocada, mas me parece que a grande maioria só julga importantes mensagens que falem diretamente no Banco do Brasil, na PREVI, na CASSI e, em menor escala, em Sindicatos e Associações. 
 Julgo que é uma atitude equivocada, pois acontecimentos vários estranhos às entidades supramencionadas podem produzir efeitos sérios, ao longo do tempo, nas mesmas  ou, até mesmo, sinalizar medidas futuras que nos afetarão diretamente.  O alheamento em causa é visível, principalmente,  na repercussão (quase nula) de certas mensagens em grupos do FACEBOOK e do YAHOO.
    Desde 1997, os aposentados do BB passaram a não mais ter seus benefícios de aposentadoria atrelados aos salários do pessoal em atividade, motivo por que para estes o bom funcionamento das Associações é de capital importância, na defesa de nossos legítimos interesses. No entanto, julgo que grande parcela dos aposentados não enxerga a necessidade de um mínimo de participação, até para que as Associações sejam mais efetivas em nossas lutas.
    Portanto, julgo que as Associações do Universo-BB precisam conscientizar seus associados da necessidade de que eles fiquem mais ligados ao noticiário em sua integralidade e não apenas àqueles fatos que falem diretamente de nossas Caixas e do BB e que muitos, principalmente entre os aposentados,  deixem de enxergar o cenário do Universo-BB como se estivessem vivendo há muitos anos.  O cenário mudou muito e para pior.
OPINIÃO DE LAGO NETO
em 31/10/2017

28 julho, 2017

Bendine deverá esclarecer injeção de dinheiro da Previ em obra da Odebrecht




Prisão nesta quinta-feira (27), no entanto, está relacionada a pedido de recursos para facilitar situação da empreiteira na Petrobras

MURILO RAMOS

27/07/2017 - 09h56 - Atualizado 27/07/2017 17h12


A prisão do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine nesta quinta-feira (27) pela Operação Lava Jato está relacionada a depoimentos de delatores da Odebrecht sobre o pedido de propina feito por ele para facilitar a situação da empreiteira na estatal. A Odebrecht, enrolada na Lava Jato, estava sem receber da Petrobras. Mas há outro capítulo da ligação de Bendine com a Odebrecht que precisa ser mais bem esclarecido: a injeção de recursos, mais de R$ 800 milhões, da Previ – fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil –, em um empreendimento imobiliário da Odebrecht em São Paulo em 2012. No período, Bendine era presidente do Banco do Brasil. O fundo de pensão – que havia tomado um prejuízo gigantesco com a Odebrecht após investir recursos no complexo turístico da Costa do Sauípe – voltou a aportar recursos num projeto da empreiteira.



A participação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no episódio, conforme antecipou EXPRESSO em setembro do ano passado, também precisa ser mais bem apurada.


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11 julho, 2017

Trabalhador cobre rombo de fundos de pensão



Até o fim do ano, 220 mil terão descontos em salário para arcar com prejuízo por má gestão


Luciana Dyniewicz, O Estado de São Paulo

10 Julho 2017 | 05h00

Era 1953, quando, aos 23 anos, Maria Augusta dos Santos começou a trabalhar na área administrativa da Caixa Econômica. Trinta anos depois, ela deixou o banco com uma aposentadoria de R$3.564, em valores atualizados. Agora, aos 86 anos, teve uma redução no seu salário: o contracheque vem com um desconto de R$ 99,90 – valor que, a partir deste mês, aumentará para R$ 379,20. Maria Augusta é uma das centenas de milhares de aposentados que estão pagando a conta por casos de má gestão e desvios em fundos de previdência complementar. 

Assim como ela, cerca de 142 mil funcionários e aposentados da Caixa e dos Correios sofrem descontos mensais para cobrir rombos dos fundos Funcef e Postalis, respectivamente. O número dos que terão de arcar com o prejuízo de fundos de pensão ficará ainda maior, já que cerca de 77 mil trabalhadores da Petrobrás foram notificados de que, até o fim do ano, também passarão a contribuir para a redução do déficit de R$ 26,8 bilhões de um dos planos da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros). O porcentual dos descontos será definido nos próximos meses.  

Como os funcionários, as patrocinadoras (Correios, Caixa, Banco do Brasil e Petrobrás) também aportam recursos para cobrir os rombos – 50% é pago por elas e 50% pelos trabalhadores.


Embora também esteja sob investigação, a administração da Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, é considerada mais responsável por especialistas. No entanto, há um plano no fundo do BB cujo déficit alcança R$ 13,1 bilhões e que reúne contribuições de 103,1 mil profissionais. Por enquanto, esses funcionários não sofrem com descontos, já que os investimentos feitos pela Previ renderam, nos últimos anos, o suficiente para equacionar parte do rombo. Essa tendência, porém, pode mudar se os investimentos não remunerarem, neste ano, o suficiente para cobrir o resultado negativo de R$ 1,44 bilhão de 2016.  

CPI. Os déficits bilionários dos fundos começaram a ser motivo de preocupação para os trabalhadores quando surgiu a CPI dos Fundos de Pensão, em 2015. As apreensões ganharam força no ano passado, com a Operação Greenfield, da Polícia Federal. Tanto as investigações da CPI como as da operação apontam desvios bilionários nos fundos. Um dos casos mais polêmicos é o de um investimento feito pela Funcef na Sete Brasil, empresa de sondas para a exploração de petróleo que se mostrou foco de corrupção na Lava Jato. O aporte de R$ 1 bilhão na companhia é apontado como uma das fontes de prejuízo na Funcef. 

“Não tenho culpa que houve roubo (no fundo)”, diz Maria Augusta. “Agora, estão descontando de mim. Tenho 86 anos, estou bastante doente e há mês em que gasto mais de R$ 1 mil com remédios”, afirma a aposentada, que também recebe benefício do INSS. 



Comparação. Sobrinha de Maria Augusta, Selma de Medeiros, 64 anos, também é aposentada da Caixa. É ela quem leva as informações sobre os cortes nos salários para a tia. “Pode ser que parte desse déficit seja conjuntural, sabemos que o mercado passou por uma situação atípica. Mas, quando se vê que fundos privados não tiveram prejuízos como o nosso, percebe-se que há algo errado”, diz. 

O receio dos trabalhadores é que os descontos têm crescido. Até junho, a Funcef descontava 2,78% dos participantes do plano com prejuízo. A parcela cobria o déficit de 2014. Agora, para equacionar o déficit de 2015, esse número subirá para 10,64%. Até dezembro, o fundo deverá apresentar uma proposta para o prejuízo de R$ 6 bilhões de 2016. “Imagina aonde devem chegar esses descontos, que estão programados para serem feitos por 17 anos”, indaga Selma. 

Procurada, a Funcef afirmou que trabalha com o Ministério Público e a Polícia Federal para obter indenizações pelos prejuízos sofridos, além de ter adotado medidas para aumentar a transparência. A Petros informou que reforçou os critérios de decisão de investimentos e que comissões internas estão apurando eventuais irregularidades.

Procurada, a Previ destacou que seu déficit é conjuntural e não decorre de casos de corrupção ou má gestão. O fundo ressaltou que seus dirigentes não foram indiciados pela CPI dos Fundos de Pensão.

Cade aprova venda de ações da Kepler Weber ao AGCO> Companhia estadunidense adquiriu quase 35% de ações que pertenciam ao Banco do Brasil e ao Previ




 

Companhia estadunidense adquiriu quase 35% de ações que pertenciam ao Banco do Brasil e ao Previ

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda da fatia conjunta de 34,93% da fabricante Kepler Weber, pertencente ao Banco do Brasil e ao fundo de pensão Previ, para o grupo AGCO.
O contrato de transação havia sido assinado entre as partes em fevereiro. Na ocasião, a AGCO afirmou que pretendia lançar uma oferta pelas demais ações da Kepler, com o objetivo de cancelar seu registro de companhia aberta. Com a conclusão do negócio, a companhia norte-americana passa a deter o controle da fabricante de máquinas e implementos agrícolas.
Conforme parecer divulgado no site do Cade, as empresas condicionaram o fechamento da operação à garantia de que “a Agco do Brasil efetive a aquisição, por meio de oferta pública subsequente de ações que representem – em conjunto com as ações adquiridas de titularidade de Previ e BBI – não menos do que 65% do capital votante da Kepler Weber”.

GiroBusiness 

 

08 maio, 2017

Previ tem superávit de R$ 1,093 bilhão no 1º trimestre no 'plano 1'

GERAL -   

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, informou nesta terça-feira que o Plano 1, de benefício definido, teve rentabilidade de 3,45% no primeiro trimestre de 2017, ante meta atuarial de 2,22% para o período. Com o resultado, registrou um superávit de R$ 1,093 bilhão entre janeiro e março.

O plano é o mais maduro e abriga maior parte dos investimentos da entidade, em um total de R$ 132,8 bilhões em ativos líquidos. Nele, a valorização do segmento de renda variável foi de 3,74%, enquanto na renda fixa subiu 3,29%.

No Previ Futuro, mais jovem e de contribuição definida, o resultado nos primeiros três meses do ano foi de 4,65%, mais que o dobro da meta atuarial para o trimestre, também de 2,22%. O plano fechou o primeiro trimestre com R$ 9,92 bilhões em ativos líquidos. Os maiores ganhos vieram da renda variável, que subiu 7,84%. Na renda fixa, a alta foi de 3,77%.


Afinal, qual é o objetivo do Banco do Brasil? Ser mais um banco comercial ou um agente do Desenvolvimento Nacional?

Recentemente, foi divulgado o excepcional lucro obtido pelo Banco do Brasil (BB) no último exercício. Porém, é indispensável que o povo brasileiro conheça o preço deste resultado. Durante muitos anos o Banco do Brasil foi considerado como uma instituição exemplar, em todos os sentidos. Era respeitado por todos. Possuir uma conta no banco funcionava como uma espécie de credencial.


Os funcionários, selecionados em concurso nacional rigoroso, só conseguiam ingresso quando detentores de real mérito. A remuneração, digna. Uma carreira garantida aos bons funcionários. Havia uma assistência médica de qualidade e a garantia da aposentadoria e pensão, graças a sólidas contribuições.


A administração geral composta de quadros técnicos de excelente categoria. Até os políticos eventualmente designados para a diretoria tinham que ser do ramo. Além de honestidade, competência. Arthur Santos, Léo de Almeida Neves, Luiz de Paula Figueira, de orientações ideológicas diferentes, sempre foram e são exemplos de cidadãos sem mácula. De fato, apesar de o presidente, algumas vezes, ser nomeado por indicação política, o quadro técnico não deixava que fossem cometidas irregularidades.


Funcionou até 1964 como um verdadeiro Banco Central, em conjunto com a Sumoc. Detinha o controle da fiscalização bancária e a condução do comércio exterior. Ser presidente do banco era mais importante do que ser ministro de muitas pastas.


Com o decorrer do tempo, foi perdendo terreno. Com a Lei 4.595, de 31/12/64, foi criado o Banco Central (Bacen), com o núcleo da Sumoc, mas com a retirada do Banco do Brasil de inúmeros órgãos e centenas de funcionários altamente qualificados. Depois, perdeu a Cacex (Carteira de Comércio Exterior). Mais recentemente, a denominada conta-movimento.


Até no período das administrações militares, os cargos de direção, com raras exceções, estavam nas mãos de funcionários de carreira. Com o advento da Nova República, pouco a pouco, foi sendo infiltrado por muitos políticos profissionais, que foram assumindo cada vez mais poder. Até o concurso, antes respeitado nacionalmente, foi conspurcado na era Collor.

 
Várias alterações foram feitas sempre em prejuízo do funcionário. Os escândalos começaram a surgir, a cada dia mais intensos. O funcionário de carreira foi sendo desestimulado, com a progressiva perda de salário real. A remuneração fixa passou a decrescer, tornando-o escravo de um cargo comissionado. O salário de ingresso baixou para cerca de R$ 1,2 mil.


Nos dias de hoje, a situação é bem pior. De fato, desde 1997 o Banco do Brasil e a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) têm negociado os sucessivos superávits do fundo de pensão, sempre transferindo recursos vultosos para o Banco.


Várias entidades representativas dos funcionários, como a União Nacional dos Acionistas Minoritários do Banco do Brasil (Unamibb) e a Faabb denunciam que estas transferências são ilegais e colocam em risco a Previ.


Citam como exemplo que, em 1997, o Patrimônio Líquido (PL) do banco era de cerca de R$ 5,5 bilhões, tendo havido um desconto ilegalmente concedido a ele pela Previ de R$ 5,075 bilhões (92,38% do PL). Em 31/12/2006, o PL do banco foi de R$ 20,58 bilhões, ao passo que o abatimento concedido em 97 (5,075 bilhões), corrigido pelo IGP-DI e depois INPC + juros de 6% a.a., totalizava R$ 20,56 bilhões ou 97,14% do PL.


Entre 97 e 2006, o banco beneficiou-se com a implantação da paridade contributiva, a qual custou R$ 3,080 bilhões à Previ, apropriando-se, em 2006, com o acordo da redução da parcela Previ, de mais R$ 2,3 bilhões, o qual reduziu-se a R$ 1 bilhão, após o pagamento de impostos.


A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) deixou de receber durante muitos anos o aporte necessário de recursos, pois o banco não reajustava os salários de seus funcionários, dando-lhes abonos, sobre os quais não incidiu a contribuição do funcionário ou do Banco.


Também foi alterada a relação entre a contribuição do empregador e a do empregado, em detrimento do associado. Aliada a uma má gestão, o plano original da Cassi tornou-se altamente deficitário, causando intranquilidade.


Recente proposta dos administradores da Cassi, de aporte de R$ 300 milhões pelo banco, metade de imediato e a outra metade durante três anos, em contrapartida da participação dos associados nos exames fora do hospital e da instituição da contribuição sobre o 13° salário, não foi aprovada por 2/3 dos associados, inicialmente, mas foi depois imposta.


Em complementação, o banco baixou, tempos atrás, para seus funcionários, um “pacote de maldades”, constituído por demissão voluntária, aposentadoria antecipada e terceirização de serviços. Em épocas anteriores, os denominados PDVs (planos de demissão voluntária), aparentemente benéficos individualmente, trouxeram desilusões. A qualidade do atendimento cai.


A continuidade de atos, iniciada em 1967, com a renúncia do banco ao compromisso com os aposentados, parece sinalizar no sentido de que o banco está seguindo fielmente diretrizes impostas pelo sistema financeiro internacional, com a finalidade de privatizar o Banco do Brasil, como mais uma etapa da destruição do Estado Nacional Soberano.
   
Dos seus vice-presidentes, 75% são nomeados por indicação política.


Grande parte dos terminais de atendimento não funciona adequadamente. Outro dia, estivemos em uma das principais agências do BB da Zona Sul do RJ e havia apenas um terminal de depósitos funcionando. O outro estava fora do ar há cerca de um mês. Reclamamos à Ouvidoria e recebemos por escrito a justificativa de que o serviço era terceirizado e uma peça estava sendo providenciada para conserto, mas estava em falta.


Na Região dos Lagos, as poucas agências existentes vivem lotadas, com vários terminais fora do ar (ora não imprimem comprovantes, ora não possuem recursos para saques etc.), com filas intermináveis. Seus concorrentes privados chegam a abrir duas novas agências, enquanto o BB continua com apenas uma, em diversas localidades importantes. O BB chega a cobrar R$ 20 por uma simples transferência de pontos do saldo existente na conversão para pontos de programas de fidelidade.


Afinal, qual é o objetivo do Banco do Brasil? Ser mais um banco comercial ou um agente do Desenvolvimento Nacional?
* Por Marcos Coimbra – Conselheiro-diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (Cebres), professor de Economia e autor do livro Brasil Soberano

OBSERVAÇÃO: ARTIGO ACIMA FOI PUBLICADO NO BOLETIM DA AFABB-SC, DE SETEMBRO A DEZEMBRO DE 2009 E, TAMBÉM, NO INFORMATIVO DA AAFBB.




 

19 abril, 2017

Investigações fecham o cerco a fraudes nos fundos de pensão


 

Conselheiros apadrinhados pelo PT e PMDB na Previ, Funcef, Petros e Postalis estão na mira.



Rombo$
O TCU auditou o montante de R$ 2,73 bilhões da Postalis e identificou R$ 1,1 bilhão de prejuízo - 35% do total fiscalizado. O ministro Vital do Rêgo foi o relator do processo.

Queima-língua
A Coluna cantou a bola: pressionado pelos partidos da base que desejam manter seus ministros, o presidente Michel Temer recuou no afastamento dos oito denunciados.

Fatura
O recuo é estratégico. Temer mandou os ministros palacianos darem o recado para as bancadas dos enrolados: quer fidelidade nas aprovações das reformas.

Brasil x Equador
Grandes vendedores de camarão se unem contra a importação da iguaria do Equador. Itamar Rocha, presidente da associação brasileira de produtores, diz que há riscos sanitários com a entrada do crustáceo produzido no país vizinho; doenças, por exemplo, que podem afetar a produção nacional.

Maré mansa
O Ministério da Agricultura minimiza a polêmica: “animais aquáticos cuja importação venha a ser autorizada somente são internalizados no Brasil mediante a comprovação de atendimento dos requisitos zoossanitários”, seguindo regras internacionais.

À deriva
Assim como a CPI do Carf na Câmara, que naufragou, a investigação na PF sumiu do mapa. A operação pega em cheio os maiores empresários do País e um filho de Lula.

Papéis triturados
Com a onda de vazamentos de nomes, a Polícia Federal terá dificuldades para coletar provas contra os investigados no STF, STJ e na Justiça comum.

Laços de família
Um irmão de Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), obteve nos últimos anos contratos de R$ 50 milhões pela Pool Elétrica, para instalações de postes do programa Luz para Todos. Vanessa e o marido estão no rolo delator da Odebrecht. O irmão dele segue ganhando a vida com bons contratos – e contatos.

Linha$
Aliás, o MPF e a PF estão de olho nas obras de linhas de transmissão da usina de Tucuruvi e do gasoduto de Urucu, ambas para Manaus. O Governo prometia redução nas contas de luz no Amazonas e.. nada. Foram gastos quase R$ 4 bilhões. Em cada obra. 

In Memoriam
Esses escândalos da Odebrecht trouxeram à tona, nas rodas do Poder, o misterioso assassinato do então governador do Acre em 1992, Edmundo Pinto, aos 38, no Hotel Della Volpe em São Paulo. Ele deporia no dia seguinte a uma CPI que investigava obras da empreiteira baiana em seu Estado, com fortes indícios de superfaturamentos.

Mundo gira
O rol de personagens próximos a Edmundo à época é curioso: O ex-deputado Luiz Pitiman (DF) era seu chefe de gabinete; o agora deputado federal Celso Russomanno era assessor do hotel; o então ministro Antonio Magri era citado nas suspeitas; e no andar do hotel onde ocorreu o crime estavam hospedados três diretores da Odebrecht.

Apocalipse 2
O juiz Márlon Reis afirma que o “establishment” está abalado. “Pessoas dos grandes partidos que exerceram poder direto no Brasil nos últimos anos estão sendo igualmente afetadas. Isso deve servir como um divisor de águas”, conclama o magistrado.

 Ponto Final
“Já, já começam a escrever: ‘mas o PSDB fez igual’. Bem, se fez talvez isso explique a complacência com a bandalheira petista”
Da advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido que resultou no afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.


 http://ndonline.com.br/florianopolis/blog/esplanada/investigacoes-fecham-o-cerco-a-fraudes-nos-fundos-de-pensao


17 abril, 2017

Líder do PT ofereceu ajuda à Odebrecht em troca de recursos para campanha, dizem delatores. Delações envolvem a PREVI



BRASÍLIA— Líder do PT na Câmara, o deputado Carlos Zarattini (SP) é acusado por três delatores de oferecer ajuda para destravar negócio da Odebrecht Realizações Imobiliárias, a OR, em São Paulo, em troca de “colaboração” para campanha eleitoral. Segundo o empresário Marcelo Odebrecht, ele e o ex-deputado pelo PT Cândido Vaccarezza (hoje no PTB) receberam “R$ 4 milhões ou R$ 5 milhões” pela ajuda na venda do Parque da Cidade, na Zona Sul da capital paulista, à Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil. 

O diretor-superintendente da OR em São Paulo, Paulo Melo, também delator, relata que a iniciativa partiu dos políticos. Ele diz que foi abordado pelos dois parlamentares e pelo deputado João Bacelar (PR-BA), também alvo de inquérito, que, ao saberem das negociações entre a empresa e a Previ, disseram que podiam ajudar. Melo diz que a OR não lidava com políticos e que o pedido de contribuição foi repassado à construtora Odebrecht. Além dele, Marcelo e o presidente da OR, Paul Altit, falam sobre a atuação de Zarattini e Vaccarezza em suas delações.

Marcelo diz aos procuradores que os recursos para os deputados foram descontados de um “crédito” de R$ 27 milhões do PT com a empresa. Esse montante refere-se, na planilha do empresário, a pagamento pela influência de Guido Mantega, então ministro da Fazenda, no destravamento do mesmo negócio: a venda do Parque da Cidade à Previ, tratado pela OR como o maior empreendimento imobiliário da história da empresa.


Paulo Melo, o delator que dá mais detalhes sobre o negócio, relata, inclusive, que técnicos da Previ haviam dito que não seria necessária “ingerência política” para o fechamento do negócio, cujas tratativas duraram dois anos. Mas, nesse período, o presidente da Previ mudou e as articulações começaram a travar. Só desenrolaram, segundo ele, depois de uma conversa de Marcelo Odebrecht com Mantega. O delator coloca em xeque o poder de influência dos políticos


“Nós tínhamos muita dúvida se eles (os deputados) podiam ajudar ou não. Até pela forma da governança da Previ. A Previ tem uma diretoria que metade dos membros é indicada pelo banco e metade é indicada pelos contribuintes da Previ. E tem um conselho que também é composto assim. Então, a gente achava que eles estavam vendendo uma coisa que eles não poderiam entregar no futuro”, diz Melo.


O negócio foi fechado por pouco mais de R$ 800 milhões. O complexo fica às margens do Rio Pinheiros e ainda não foi inaugurado. Os três delatores não deixam claro de que forma o pagamento foi feito.


Zarattini também é acusado de receber R$ 50 mil da Odebrecht para campanhas eleitorais, entre agosto e setembro de 2010, em troca de atuação a favor de medidas provisórias. O líder do PT diz que a divulgação dos inquéritos é “irresponsável, midiática e colocou como culpados todos aqueles que tiveram seus nomes citados”. Diz ainda que suas doações de campanha foram legais, declaradas nos órgãos competentes e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral e que é “absolutamente inocente dessas acusações" e vai "provar isso no processo judicial”.


O caso de Vacarezza, por não ter mais foro privilegiado, foi encaminhado para a Justiça Federal em São Paulo e ao Tribunal de Justiça do estado. Ele diz que “todas as doações da Odebrecht para as minhas campanhas foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral”. Bacelar afirma que todas as doações recebidas são legais. 




Dá para ficar tranquilo com uma gangue que dispõe dos bens de associados APOSENTADOS como se fossem deles? Que corja é essa? 

Cada dia sabemos de mais e mais absurdos na gestão do nosso Fundo de Pensão. Tudo isso coberto pelo manto da impunidade e da PREVIC.  As  informações são negadas aos associados sob a alegação de serem  sigilosas, confidenciais e estratégicas.

Haja vista os conselheiros eleitos que abriram mão do mandato por não poderem ser transparente com quem os elegeu e alguns ainda respondem a processos administrativos. 



Veja também


13 abril, 2017

Previ é implicada na delação da Odebrecht


Fundo teria sido usado pelo ex-ministro Guido Mantega e deputados para obter R$ 27 milhões em propinas
Josette Goulart ,

O Estado de S.Paulo

12 Abril 2017 | 18h22

A Previ, maior fundo de pensão do País, está sob investigação. O fundo foi citado na delação da Odebrecht como instrumento para negociação de propinas. De acordo com um dos inquéritos que está hoje no Supremo Tribunal Federal contra dois deputados federais e o ex-ministro Guido Mantega, os políticos teriam solicitado vantagens indevidas à Odebrecht Realizações Imobiliárias dando como contrapartida a garantia de aprovação na Previ da compra de uma torre comercial e shopping center em São Paulo. O empreendimento chamado de Parque da Cidade foi de fato adquirido em 2012 pela Previ por R$ 817 milhões. 

Os delatores da Odebrecht  dizem que o acordo foi feito com a participação do então ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os pedidos de propina no entanto teriam sido feito por três deputados federais: Carlos Zarattini (PT), Candido Vaccarezza (ex-PT) e João Carlos Bacelar Filho (PR). O acerto era de que ao aprovar o negócio, o PT receberia R$ 27 milhões, sendo R$ 5 milhões destinados diretamente para o deputado federal Carlos Zarattini e o então deputado Cândido Vaccarezza. A procuradoria informa no inquérito que houve a efetivação do negócio.

“O ex-ministro Guido Mantega nega, enfaticamente, qualquer participação, direta ou indireta, nesse suposto fato. Nenhuma ingerência ou influência teve na PREVI cujo corpo diretivo é autônomo e independente”, disse o advogado do ex- ministro José Roberto Batochio. Os outros citados não deram ainda retorno à reportagem. 

O fundo Previ administra R$ 170 bilhões em ativos para cobrir a aposentadoria dos funcionários e aposentados do Banco do Brasil. A fundação passou até agora praticamente incólume por dezenas de investigações, até mesmo na Operação Greenfield que investiga os fundos de pensão e que implicou todas as outras grandes fundações. Segundo informações de pessoas ligadas à Previ, há uma investigação para apurar o investimento no shopping mas os antigos gestores do fundo têm se mostrado tranquilos em relação ao negócio. Alguns chegam a dizer que os políticos teriam blefado com a Odebrecht porque a Previ faria o negócio de qualquer maneira. 

Em nota, a Previ disse que todos os seus investimentos são aprovados por diferentes diretores e comitês e que adotará providências de apoio às investigações para acompanhar o processo. "Caso fique comprovado que o nome da Previ foi utilizado para vantagens indevidas serão adotadas todas as medidas para reparação de danos", diz a nota.


Dá para confiar nessa corja que cuida da gestão do nosso Fundo de Pensão? Dá para ficar tranquilo com tudo que estamos vendo? Claro que não!!! 

Isso posto, não podemos ficar mudos e nem tampouco de braços cruzados vendo as negociatas corruptas, covardes contra uma classe que deu sua juventude trabalhando pelo país, que merece DIGNIDADE, e só recebido em troca desvios na gestão do Fundo que alimenta suas aposentadorias. Aposentadorias estas bastante defasadas, enquanto seus algozes são premiados com "BÓNUS" criminosos à custa da decadência financeira dos associados do nosso  Fundo de Pensão PREVI. 

12 abril, 2017

Odebrecht: Mantega pediu propina por negócio em fundo de pensão

Para que a Previ comprasse dois prédios da Odebrecht, a empresa repassou R$ 27 milhões ao PT; além do ex-ministro, dois deputados participaram do esquema 
 

Um dos inquéritos abertos pelo Supremo a partir da delação da Odebrecht vai investigar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e dois deputados por receber propinas em troca do compromisso de ajudar o braço imobiliário da empreiteira a obter recursos da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

De acordo com os depoimentos de três delatores da companhia, entre eles Marcelo Odebrecht, os deputados federais Carlos Zarattini (PT-SP) e João Carlos Bacelar (PR-BA), em parceria com o ex-deputado Cândido Vaccarezza e Guido Mantega, solicitaram “vantagem indevida” para ajudar a Odebrecht Realizações Imobiliárias a vender para a Previ um shopping e uma torre comercial localizados no condomínio Parque da Cidade, na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Com o aval de Mantega, dizem os depoentes, ficou definido que, caso fosse concretizada transação, a empreiteira liberaria em favor do Partido dos Trabalhadores um crédito de 27 milhões de reais. Desse valor, 5 milhões seriam destinados, especificamente, aos então deputados Zarattini e Vaccarezza. O despacho do ministro Edson Fachin que autoriza o inquérito contra os envolvidos na transação não menciona como o deputado Bacelar foi beneficiado. Ao relatar a negociata, os delatores entregaram documentos para comprovar o acerto.

A Previ anunciou a compra dos dois prédios em 2012. O negócio superou a casa dos 800 milhões de reais.

Mantega ainda aparece em outro pedido de inquérito enviado ao Supremo. Conforme os delatores da Odebrecht, o ex-ministro da Fazenda recebeu pagamentos ilícitos em troca de solucionar problemas do grupo junto à Petrobras.

A petição faz menção a planilhas da Odebrecht envolvendo o ex-ministro Guido Mantega, citando pagamentos ao publicitário João Santana e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, “tanto por meio de doações oficiais quanto por contabilidade oculta”. O ministro Edson Fachin determinou o levantamento do sigilo dos autos e remeteu a documentação para a Justiça Federal do Paraná e para a Procuradoria da República no Estado. Mantega está nas mãos do juiz Sérgio Moro novamente.

Confira as acusações feitas pelos delatores nos inquéritos abertos pelo STF e clique em leia mais para saber o que pesa cada um (a lista está sendo atualizada):
GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DE SÃO PAULO (PSDB) – governador usava cunhado para receber propina (leia mais)
AÉCIO NEVES, SENADOR (PSDB-MG) – senador teria recebido mesada de até 2 milhões de reais (leia mais)
DILMA ROUSSEFF, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA (PT) – ex-presidente teria recebido 150 milhões para campanhas (leia mais)
ROMERO JUCÁ, SENADOR (PMDB-RR) – senador recebeu propina para defender interesses da Odebrecht (leia mais)
RENAN CALHEIROS, SENADOR (PMDB-AL) – com Jucá, recebeu R$ 5 milhões para aprovar MP (leia mais)
EDISON LOBÃO, SENADOR (PMDB-MA) – senador levou R$ 5,5 milhões de reais da empreiteira (leia mais)
FERNANDO COLLOR, SENADOR (PTC-AL) – recebeu 800 mil reais na campanha eleitoral de 2010 (leia mais)
LINDBERGH FARIAS, SENADOR (PT-RJ) – recebeu 4,5 milhões de reais em propinas nas eleições de 2008 e 2010 (leia mais)
CIRO NOGUEIRA, SENADOR (PP-PI) – recebeu 1,6 milhão de reais nas eleições de 2010 e 2014 (leia mais)
EDUARDO CUNHA, EX-DEPUTADO (PMDB-RJ) – ex-deputado teria arquitetado plano para sepultar a Lava Jato (leia mais)
BLAIRO MAGGI, MINISTRO DA AGRICULTURA (PP-MT) – ministro recebeu R$ 12 mi para ajudar a liberar crédito da empresa (leia mais)
VICENTE CÂNDIDO, DEPUTADO (PT-SP) – deputado federal recebeu 50 mil reais para viabilizar Itaquerão (leia mais)
JORGE PICCIANI, DEPUTADO ESTADUAL (PMDB-RJ) – recebeu caixa dois da Odebrecht nos anos de 2010 e 2012 (leia mais)
PAULO HARTUNG, GOVERNADOR DO ESPÍRITO SANTO (PMDB) – recebeu 1 milhão de reais nas eleições de 2010 e 2012 (leia mais)
HÉLDER BARBALHO, MINISTRO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL (PMDB-PA) – recebeu 1,5 milhão  de reais  em três parcelas (leia mais)
RICARDO FERRAÇO, SENADOR (PSDB-ES)  executivos dizem que repassaram a ele 400.000 reais via caixa dois (leia mais)
ALDEMIR BENDINE, EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS – ex-presidente do BB e da Petrobras, recebeu dinheiro para ajudar a Odebrecht (leia mais)
ALFREDO NASCIMENTO, DEPUTADO (PR-AM) – ex-ministro de Lula e Dilma, recebeu 200 mil reais via caixa 2 (leia mais)
JOÃO BACELAR FILHO, DEPUTADO (PR-BA) – recebeu 250 mil reais da Odebrecht para ajudar em MP (leia mais)
CELSO RUSSOMANNO, DEPUTADO (PRB-SP) – deputado federal recebeu 50 mil reais na campanha de 2010 (leia mais)
ZECA DIRCEU, DEPUTADO (PT-PR) – filho de José Dirceu teria recebido 250 mil reais para campanha (leia mais)
CARLOS ZARATTINI, DEPUTADO (PT-SP) – líder do partido recebeu propina para atuar em favor de MPs (leia mais)
PAULINHO DA FORÇA, DEPUTADO (SD-SP) – presidente da Força Sindical recebeu 200 mil para campanha de 2010 (leia mais)
ANTÔNIO ANASTASIA, SENADOR (PSDB-MG)
MILTON MONTI, DEPUTADO (PR-SP)
ALOYSIO NUNES, SENADOR (PSDB-SP)
ARLINDO CHINAGLIA, DEPUTADO (PT-SP)
ARTHUR MAIA, DEPUTADO (PPS-BA)
BRUNO ARAÚJO, MINISTRO DAS CIDADES (PSDB-PE)
CÂNDIDO VACCAREZZA, DEPUTADO (EX-PT-SP)
GUIDO MANTEGA, EX-MINISTRO DA FAZENDA (PT)
EDUARDO BRAGA, SENADOR (PMDB-AM)
OMAR AZIZ, SENADOR (PSD-AM)
CACÁ LEÃO, DEPUTADO (PP-BA)
CÁSSIO CUNHA LIMA, SENADOR (PSDB-PB)
DALÍRIO BEBER, SENADOR (PSDB-SC)
NAPOLEÃO BERNARDES, PREFEITO DE BLUMENAU (PSDB-SC)
DANIEL VILELA, DEPUTADO (PMDB-GO)
MAGUITO VILELA, EX-GOVERNADOR DE GOIÁS (PMDB)
DANIEL ALMEIDA, DEPUTADO (PCDOB-BA)
DÉCIO LIMA, DEPUTADO (PT-SC)
ANA PAULA LIMA, DEPUTADA ESTADUAL (PT-SC)
ELISEU PADILHA, MINISTRO-CHEFE DA CASA CIVIL (PMDB-RS)
MOREIRA FRANCO, SECRETÁRIO-GERAL DA PRESIDÊNCIA (PMDB-RJ)
FÁBIO FARIA, DEPUTADO (PSD-RN)
ROBINSON FARIA, GOVERNADOR DO RIO GRANDE DO NORTE (PSD)
ROSALBA CIARLINI, PREFEITA DE MOSSORÓ (PP-RN)
FERNANDO BEZERRA, SENADOR (PSB-PE)
GILBERTO KASSAB, MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES (PSD-SP)
BETINHO GOMES, DEPUTADO (PSDB-PE)
JOSÉ FELICIANO, ADVOGADO
VADO DA FARMÁCIA, EX-PREFEITO DE CABO DO SANTO AGOSTINHO (PTB-PE)
PAULO ROCHA, SENADOR (PT-PA)
HERÁCLITO FORTES, DEPUTADO (PSB-PI)
HUMBERTO COSTA, SENADOR (PT-PE)
IVO CASSOL, SENADOR (PP-RO)
JOÃO CARLOS RIBEIRO, EX-SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DE RONDÔNIA
JOÃO CARLOS BACELAR, DEPUTADO (PR-BA)
JORGE VIANA, SENADOR (PT-AC)
TIÃO VIANA, GOVERNADOR DO ACRE (PT)
JOSÉ CARLOS ALELUIA, DEPUTADO (DEM-BA)
ZECA DIRCEU, DEPUTADO (PT-PR)
JOSÉ DIRCEU, EX-MINISTRO-CHEFE DA CASA CIVIL
ZECA DO PT, DEPUTADO (PT-MS)
JOSÉ REINALDO TAVARES, DEPUTADO (PSB-MA)
ULISSES CÉSAR MARTINS, EX-PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
RENAN FILHO, GOVERNADOR DO ALAGOAS (PMDB)
JÚLIO LOPES, DEPUTADO (PP-RJ)
JUTAHY MAGALHÃES JÚNIOR, DEPUTADO (PSDB-BA)
KÁTIA ABREU, SENADORA (PMDB-TO)
MOISÉS PINTO GOMES, MARIDO DA SENADORA KÁTIA ABREU
LÍDICE DA MATA, SENADORA (PSB-PE)
MARCO MAIA, DEPUTADO (PT-RS)
HUMBERTO KASPER, EX-PRESIDENTE DA TRENSURB
MARCO PRATES DA CUNHA, EX-PRESIDENTE DA TRENSURB
PAULO BERNARDO, EX-MINISTRO DO PLANEJAMENTO (PT)
MARCOS PEREIRA, MINISTRO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS (PRB-ES)
MARIA DO ROSÁRIO, DEPUTADA (PT-RS)
MÁRIO NEGROMONTE JÚNIOR, DEPUTADO (PP-BA)
VALDEMAR DA COSTA NETO, EX-DEPUTADO (PR-SP)
NELSON PELLEGRINO, DEPUTADO (PT-BA)
ÔNIX LORENZONI , DEPUTADO (DEM-BA)
PAULO HENRIQUE LUSTOSTA, DEPUTADO (PP-CE)
PEDRO PAULO, DEPUTADO (PMDB-RJ)
EDUARDO PAES, EX-PREFEITO DO RIO DE JANEIRO (PMDB)
RICARDO FERRAÇO, SENADOR (PSDB-ES)
RODRIGO MAIA, DEPUTADO (DEM-RJ)
CÉSAR MAIA, EX-PREFEITO DO RIO DE JANEIRO (DEM)
RODRIGO GARCIA, DEPUTADO (DEM-SP)
ROMERO JUCÁ, SENADOR (PMDB-RR)
EUNICIO OLIVEIRA, SENADOR (PMDB-CE)
LÚCIO VIEIRA LIMA, DEPUTADO (PMDB-BA)
RODRIGO JUCÁ, ADVOGADO E FILHO DE ROMERO JUCÁ (PSD-RR)
VALDIR RAUPP, SENADOR (PMDB-RO)
VANDER LOUBET, DEPUTADO (PT-MS)
VANESSA GRAZZIOTIN, SENADORA (PCDOB-AM)
ERON BEZERRA, MARIDO DA SENADORA VANESSA GRAZZIOTIN
VICENTINHO, DEPUTADO (PT-SP)
VITAL DO RÊGO FILHO, MINISTRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU)
YEDA CRUSIUS, DEPUTADA (PSDB-RS)

Fora do STF

Dezenas de outros inquéritos foram enviados por Fachin a outros tribunais porque os envolvidos não têm direito a foro no Supremo Tribunal Federal, como os governadores de estado, que têm de ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça.

Nesta lista estão, entre outros, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Na lista também está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que precisam ser julgados na primeira instância, ou seja, pela Justiça Federal de São Paulo.