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27 maio, 2016

Eleições PREVI 2016: resultado prévio aponta Chapa 3 como vencedora

Confira os números da votação, que foi encerrada às 18h desta sexta-feira, 27/5

 
O resultado prévio das Eleições PREVI 2016, que ainda será homologado, aponta que a Chapa 3 foi a vencedora do pleito, que se encerrou às 18h desta sexta-feira, 27/5. Confira os votos por chapa:
 
CHAPA VOTOS %
Chapa 1 – Hora da mudança na PREVI 23.542 21,22%
Chapa 2 – PREVI plural e independente 17.892 16,13%
Chapa 3 – PREVI compromisso com associados 27.201 24,52%
Chapa 4 – Autonomia e independência 4.575 4,12%
Chapa 5 – Semente da união na PREVI 16.300 14,69%
Brancos 7.685 6,93%
Nulos 13.745 12,39%
Votantes 110.940 100%

Estavam aptos a votar 203.429 eleitores. O total de abstenções foi de 92.489.
Desde às 9h de 13/5 os associados da PREVI puderam votar para escolher os representantes nos cargos de Administração e Fiscalização e nos Conselhos Consultivos dos Planos 1 e PREVI Futuro e na Diretoria de Seguridade.
Visite a página especial das Eleições PREVI 2016 para acessar a área exclusiva com informações como documentos sobre o pleito, propostas de todas as cinco chapas concorrentes, parciais com a quantidade de votantes divulgada pela Comissão Eleitoral e a lista de todas as matérias publicadas.


25 janeiro, 2015

E-mail de prefeitura petista foi usado para atacar Aécio

 
Um e-mail utilizado para manter contato com jovens inscritos em um programa de assistência social do governo federal em Garulhos (Grande São Paulo) foi usado para abastecer um dos perfis falsos do Facebook que vinculava o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a drogas e álcool. 

O caso está sob inquérito que corre em segredo de Justiça no Ministério Público. O PT comanda a prefeitura de Guarulhos há 14 anos. No ano passado, a cidade ganhou destaque no noticiário eleitoral após a Folha revelar que equipamentos e servidores da instituição foram usados para criar perfis com ofensas a Aécio na internet. 

O tucano concorreu à Presidência contra Dilma Rousseff (PT), que se reelegeu. Antes do início oficial da campanha, Aécio entrou com uma série de processos na Justiça para descobrir a origem dos ataques e conseguiu obrigar provedores de e-mail e redes sociais a quebrar o sigilo das contas usadas para criar e abastecer perfis falsos. 

Foi assim que veio à tona "guarulhosprojovem@gmail.com". Ele aparece em um site usado para facilitar o contato entre os colaboradores do programa social e jovens atendidos por ele. O sítio indica a prefeitura como uma das parceiras do canal. 

O responsável pelo site e pelo endereço de e-mail é Tiago Albuquerque, jovem que coordenou a campanha do atual prefeito de Guarulhos, em 2012, nas redes sociais.
Ele é filho de um vereador do PT na cidade e prestava serviços para a administração por meio de uma ONG. 

A mulher de Tiago, Nataly Diniz, foi demitida do órgão em maio do ano passado após a Folha revelar que ela havia manipulado as páginas contra Aécio do próprio celular.
Na ocasião, a rede da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura foi usada 81 vezes em 20 dias para acessar e abastecer os perfis falsos. 

O Projovem Adolescente é um programa do governo federal desenvolvido em parceria com as prefeituras para atender prioritariamente pessoas entre 15 e 17 anos em situação de vulnerabilidade social. Segundo o site, Tiago era "orientador" do projeto. 

O e-mail usado por ele para abastecer as páginas contra o então presidenciável do PSDB aparece no site "Projovem Guarulhos" na parte de "contatos". Há ainda um telefone com o mesmo prefixo do da prefeitura no local. 

Procurada, a assessoria de imprensa de Guarulhos diz que Tiago prestava serviços, mas que nunca teve "vínculo" com a prefeitura e que hoje não atua mais no governo. 

O órgão sustenta ainda que o e-mail não era "oficial", assim como a página em que ele era divulgado. Mas diz não ter como garantir que a conta não foi usada para contatos entre colaboradores e beneficiários do ProJovem. 

Apesar de não ser "oficial", o e-mail utilizado por Tiago segue o mesmo padrão de outros endereços divulgados pela própria prefeitura para programas sociais e projetos. 

Para informações sobre cursos de capacitação, por exemplo, o site da administração indica que e-mails devem ser enviados para "modernizacaoadmguarulhos@gmail.com". A Folha não conseguiu falar com Tiago. 

Colaborou ALEXANDRE ARAGÃO, de São Paulo 

 

14 novembro, 2014

Gilmar Mendes vai relatar contas de campanha de Dilma


O ministro Gilmar Mendes durante entrevista em seu gabinete (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

O ministro Gilmar Mendes será o novo relator, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), das contas da campanha da presidente Dilma Rousseff.

O processo, que estava com o ministro Henrique Neves, cujo mandato expirou nesta quinta-feira (13), foi redistribuído na sexta-feira e caiu com Mendes.

Nos últimos anos, o ministro, que também é do STF (Supremo Tribunal Federal), colecionou casos de controvérsia com o PT e de críticas aos métodos do partido e do governo Dilma.

Neves, que tinha sido indicado para o TSE pela classe dos juristas, teria de ter sido reconduzido ao tribunal pela própria presidente, que está em viagem para a Austrália, onde participa da reunião do G20.

Nas últimas semanas, emissários do tribunal alertaram o Palácio do Planalto de que o mandato do relator estava para vencer e da necessidade da recondução para evitar que ele fosse redistribuído.

O presidente do TSE, José Dias Toffoli, não esperou 24 horas depois de expirar o mandato para proceder a redistribuição do processo. O Planalto recebeu a notícia da designação de Mendes com alarme.

A expectativa no Executivo é que o ministro pode reprovar as contas de campanha da presidente.

O regimento interno do TSE diz, em seu artigo 16, que, em caso de vacância de uma cadeira de ministro, seus processos devem ser redistribuídos para outro da mesma “classe” –no caso de Neves, teria de ser um jurista.

Mendes, que integra o tribunal como oriundo do STF, não poderia, segundo essa regra, ser relator do caso. Advogados do PT e da campanha de Dilma pretendem usar esse artigo para questionar a redistribuição das contas de campanha da presidente.


31 outubro, 2014

Villa: "O PT precisa sair do armário"

Publicado em 31/10/2014


O PT é o partido do grande capital especulativo, das empreiteiras, dos apadrinhados. O comandante é o Lula que é "uma mistura de Mussum com Stalin". A avaliação é do colunista de VEJA, Marco Antônio Villa, que conversou com Joice Hasselmann no Aqui entre Nós. Para Villa, o PT criou uma fórmula de congelar a miséria e impedir o desenvolvimento.

28 outubro, 2014

Nós contra nós

BRASÍLIA - Em campanha, Dilma falava em "nós contra eles", comparando os governos do PT aos de FHC, encerrados há 12 anos. De volta à realidade, Dilma vai ter de enfrentar o "nós contra nós", com o PT confrontando os seus quatro anos aos oito de Lula. Ela perde feio.
Dilma venceu a eleição por menos de quatro pontos (51,64%) e já tem três frentes de batalha antes mesmo do segundo mandato: o buraco na economia, os escândalos da Petrobras e uma negociação política difícil não só com sua gulosa base aliada, mas sobretudo com o próprio PT. Onde encaixar os derrotados? São "só" 39 ministérios. E o Sesi é uma mãe, mas não tem vaga para todos.
É quando Lula entra em cena. Dilma é o presente, mas Lula não é só o passado, é o guardião do futuro do PT. Não porque ele seja obrigatoriamente o candidato do partido em 2018, como muitos creem, mas porque há uma simbiose indissolúvel entre Lula e o partido.
Nos dois governos Lula, sobretudo no segundo, os ventos internacionais eram favoráveis, os ministros e o presidente do BC eram fortes, o Brasil era a grande vedete do momento e a economia era considerada um sucesso por pobres e ricos, sindicatos e bancos. O clima mudou, todos esses ativos perderam valor no primeiro mandato de Dilma e até ameaçaram o projeto continuísta do PT.
Na sua segunda chance, Dilma tem duas opções: ouvir Lula, reconhecer os erros e resgatar os pilares da economia e a confiança dos investidores ou, ao contrário, dobrar a aposta. Aí mora o perigo.
Por isso, as Bolsas despencam, o dólar dispara. Mas engana-se quem pensa que é só um chilique do mercado, como o das mocinhas do Leblon, sem consequências. Com a economia e a indústria vacilando, quem mais vai sofrer é o pobre, a classe C.
Os tucanos perdem por não superar a imagem cristalizada de que o PT cuida dos pobres, e o PSDB, dos ricos. Mas, neste momento, como sempre, os pobres é que estão sob risco.


FOLHA>UOL

27 outubro, 2014

As eleições e a intolerância

Não foram meses fáceis, acirrados por discussões e brigas que pareciam se encerrar neste domingo, 26, com o término do segundo turno das eleições presidenciais, mas não, elas ainda espirram ódios e intolerâncias, mesmo passada a chamada tal “festa da democracia”. Para as minorias, a palavra-chave chama-se tolerância, é esta a razão de todas as lutas travadas por negros, mulheres, LGBTs, pessoas com deficiência,… O que se leu e se ouviu foi o seu oposto, principalmente quando a disputa ficou entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). A intolerância ganhou corpo de forma que ainda é extremamente preocupante, mesmo passada a eleição.
Os primeiros passos foram dados na rede social e um sinal que a coisa não estava indo bem foi quando uma amiga feminista postou algo criticando Marina Silva (PSB) por ela ser religiosa. Depois de criticada, ela usou o termo da liberdade de expressão para justificar os seus atos, a mesma desculpa usada pelos humoristas machistas que ela mesma critica. Algo muito errado estava começando a se desenhar.
Depois vieram o ódio e a eliminação do diferente também nas redes sociais. Tudo bem dar  “block” no Twitter ou no Facebook para quem está fazendo bullying ou mesmo em quem você está achando um chato de galocha, mas é muito estranho anunciar isto como foi feito em centenas de post. “Agora sim, minha timeline está limpa, tirei todos que discordavam de mim”, muita gente escrevia com orgulho e como prova de poder.  O exibicionismo egoico só prova uma coisa: a dificuldade com a alteridade, com a diferença, e isto é um traço, mesmo que distante, usado em sua radicalidade pelas ideologias fascistas.
Ao ver amigos brigando por ter opiniões divergentes, cheguei a escrever no Facebook: “Em 1989, eu era petista desses de vender estrelinha e estava apaixonado pelo sonho de um Brasil possível desenhado pelo PT (não nego que tenho saudades daqueles tempos utópicos). Fiz campanha, boca de urna pro Lula contra o Collor e vi estarrecido o debate na Globo, o sequestro de Abílio Diniz e a derrota. Quando soube que um amigo querido tinha votado no Collor, virei a cara pra ele. Simplesmente o odiei, e isso foi por anos, não dirigia a palavra a ele e fazia questão de virar o rosto. Bom, o tempo passou e numa época que estava na pior, uma das pessoas que me deu a mão foi ele, aquele que escrotizei pela opinião ‘política’ (fanatismo pior que o do futebol, eu diria). Elegante, e muito distante da imagem que tinha de quem votasse no Collor, nunca comentou nada de minha indiferença a ele durante anos. Aliás, demorei pra voltar a falar com ele muito mais tempo do que o Lula demorou para fazer aliança com Collor. [...] Hoje acredito em áreas cinzas e na complexidade do ser humano, não consigo acreditar que alguém é mau ou bom porque vota em tal candidato, acho isto balela das grossas”.
Além das brigas sinalizando a intolerância, outro dado muito semelhante aos estados totalitários foi a vigilância. Vigiar e punir (no mínimo com um “block”) toda a diferença virou lei e orgulho nas redes sociais. Os eleitores que preferiram não preferir, isto é, anulando o voto ou se abstendo das eleições foram constantemente bombardeados. Muito menos pela minha colega colunista da Folha, Mariliz Pereira Jorge, que declarou que “nulo e branco é para os fracos” e muito mais por acusações como “irresponsáveis e alienados” vociferados com constância nas redes contra aqueles que se declaravam nesta posição.
Assim, o autoritarismo que gritava nas redes sociais se esparramou para a vida. “Eu observei uma leviandade das lideranças políticas neste momento que contribuíram para este fomento de um clima de guerra ou a eclosão de um padrão fascista na internet. Eu acredito que as lideranças têm muita responsabilidade nisto também. Pelo nosso próprio fascismo latente individual, mas as lideranças potencializam e favorecem a eclosão disto de uma forma mais evidente”, declarou, para o site “Uol”, Rodrigo Leite, o psiquiatra da Hospital das Clínicas da USP, analisando as eleições. Sua declaração foi completada pelo blogueiro Leonardo Sakamoto: “O PT, para agregar o sentimento antitucano, e o PSDB, para agregar o sentimento antipetista, trouxeram para perto de si o que há de pior nos extremismos. Trouxe todo o lixo para perto”. Acredito que o termo lixo para Sakamoto é sinônimo de intolerância e autoritarismo.
Independente de quem venceu as eleições, existe um sentimento de perda como Gregório Duvivier escreveu na Folha. Fomos derrotados pela intransigência e o fanatismo. Foi a eleição que o pensamento político perdeu de lavada para a publicidade e o marketing. O emocional na política, importante ingrediente para o fascismo, mostrou sua cara e suas unhas. E elas não foram aparadas depois do voto.
Já era, infelizmente, esperado o discurso de ódio contra os nordestinos (será que querem fazer deles os novos judeus?). Entretanto, diferente de 2010, quando uma estudante de direito de São Paulo atacou os nordestinos, teve uma resposta firme e acabou até perdendo emprego por causa de seu preconceito, desta vez, ele vem embalado de vozes mais oficiais, como do vereador que se elegeu deputado estadual paulista que sugere uma separação em Norte e Sul do país e de um comentarista de televisão que referiu aos nordestinos como “bovinos”. O grande problema é o discurso se sedimentar cada vez mais e se tornar uma “verdade” para uma grande parcela da população. Contra isto, deve-se acontecer respostas rápidas desautorizando a intolerância e o preconceito ( e não incitando ainda mais o separatismo como muitos que dizem se opor contra o ódio dos nordestinos e devolvendo insultos ao Sul do país como se tudo fosse uma grande massa que pensasse de uma mesma forma = repetição de grande parte dos discursos de ambos os eleitores dos dois candidatos na rede).
Em contrapartida, uma jovem fez um vídeo declarando que com a vitória de Dilma Rousseff, ela queria mudar de país, acabou tendo seu Twitter e Facebook divulgado por dilmistas para receber bullying e ofensas.  O radicalismo e o autoritarismo foram alimentados como nunca nestas eleições e agora estão em todas as instâncias, em menor ou maior grau. E isto é extremamente nocivo para as minorias que veem o espírito intolerante do brasileiro se aflorar com bastante ferocidade.
Que imagens tolerantes (raras, diga-se) como estas sejam mais cultivadas como antídoto a algo muito perigoso que se aflorou nestas eleições.

O casal  Ian Felipe Barbosa e Camila Isabela Ramos (Reprodução)
O casal Ian Felipe Barbosa e Camila Isabela Ramos (Reprodução)


A MENTIRA VENCEU, MAS CPI DA PETROBRAS TEM VIDA PRÓPRIA


Por mais baixo que seja o golpe, havemos de erguer nossas cabeças e continuar nossa luta pela causa do Brasil. 

Eu fiz e vou continuar fazendo a minha parte. Vou continuar acreditando na parceria de Marina Silva e Aécio Neves.

A CPI da PETROBRAS é conduzida por pessoas sérias na Polícia Federal, um órgão que não se aliou ao aparelhamento do Estado, portanto, não sofre a interferência de Lula e Dilma que hão de se explicar sobre o mar de lama que envolveram a PETROBRAS.

Meu sentimento é de indignação, mas também, de muita fé e forte senso de justiça.

Leopoldina Corrêa


26 outubro, 2014

Quatro anos num domingo



Fernando Gabeira - 
O Estado de S.Paulo
24 Outubro 2014 | 02h 05
A campanha chega ao fim com o grande debate de hoje. Alguns temas ficaram de fora. Do Rio Piracicaba à nascente do São Francisco, na Serra da Canastra, encontrei vestígios da grande seca, talvez a maior dos últimos 50 anos no Sudeste. Ignoro o que os candidatos pretendem fazer a respeito. Não falam em recuperação de rios, fortalecimento dos comitês de bacia, nada que lembre uma política de recursos hídricos. Apenas se culpam.
Não sei se todos têm a sensação de que há uma distância entre o País dos debates e o da vida real. Creio que a distância às vezes é ampliada pelo próprio debate, que deveria encurtá-la.
Jean Piaget escreveu muito sobre inteligência infantil. Ele descrevia um tipo de linguagem que prevalece numa faixa de idade: a linguagem egocêntrica. Nela não importa necessariamente fazer sentido, muito menos comunicar-se com o outro.
Apesar dos debates sem mediação, foi impossível estabelecer um fio da meada. Dilma comportou-se como se fosse uma candidata da oposição em Minas Gerais. Após o debate no SBT sua memória falhou em alguns momentos. Depois de tropeçar na palavra inequívoca, ela capitulou em mobilidade urbana, pediu um pouco de água, sentou-se para descansar. O que se passa no cérebro de Dilma, como se articulam nela uma camada do córtex com uma região do hipocampo, criando ou embotando a memória, é uma análise que farei depois de pesquisar o tema.
Dilma está se transformando numa equilibrista que entra em cena mesmo sem ter completado o período de formação. No caso da Petrobrás, a opção do governo era negar as denúncias: são apenas vazamentos clandestinos. No campo do feminismo, Dilma projetou imagem dura ao ironizar o choro de Marina Silva, bombardeada pelas mentiras do PT: o cargo de presidente não é para coitadinhas, afirmou.
Quando soube que um ex-dirigente do PSDB, Sérgio Guerra, também foi acusado de receber propinas no escândalo da Petrobrás, Dilma passou a acreditar nas denúncias. E afirmou: houve desvios. O fluxo de denúncias não acabara. Depois de Sérgio Guerra, aparecia em cena o nome de Gleisi Hoffman, ex-chefe da Casa Civil no governo Dilma. Nesse caso, a presidente voltou a duvidar e pedir precauções. Ficou evidente que as denúncias valem quando envolvem o adversário, mas são levianas e perigosas quando envolvem o governo.
Depois do piripaco de Dilma, Lula e outros insinuaram que Aécio agride mulheres e isso pode ter influenciado a performance dela. Marina tinha de apanhar sem choro, pois a "Presidência não é para coitadinhos".
O escândalo da Petrobrás, embora possa ter envolvido gente da oposição, é de principal responsabilidade do governo. A empresa está sendo investigada nos EUA. Lá, por exemplo, a lei é clara e responsabiliza também os dirigentes da empresa, mesmo que não tenham tocado no dinheiro.
O choro da Marina massacrada é fraqueza; a crise de Dilma, uma consequência do machismo. Eles reinventam o mundo à sua maneira. Passada a eleição, em vez de ficar remexendo a essência macunaímica do PT, talvez fosse necessária uma avaliação mais profunda de como uma experiência histórica termina na porta da delegacia.
Análises sobre a trajetória da esquerda no século passado ocuparam grandes historiadores. Tony Judt dedicou parte de seu trabalho aos intelectuais franceses e seus equívocos. No caso europeu, as hesitações diante do stalinismo conduzem um dos fios da meada. Aqui, no Brasil, não creio que o stalinismo tenha o mesmo peso. O fio da meada é a relação com a ditadura cubana, a admiração por um regime falido e o silêncio inquietante sobre seus crimes.
A trajetória da esquerda brasileira no governo mudou. Goulart foi derrubado pelos militares que alegavam combater a subversão e a corrupção. A corrupção era algo mais simbólico no seu discurso. Envoltos na guerra fria, os militares queriam, principalmente, derrotar o comunismo. Essa passagem de uma resistência à ditadura militar, o trânsito das páginas políticas para as policiais, essa mudança de ala nas penitenciárias é uma guinada na história da esquerda.
Tanto se falou em Goebbels, o homem da comunicação de Hitler, que a tática de repetir a mentira passou a ser até elogiada por alguns. O encontro da tática do PT com Goebbels não é acidental. Assim como o encontro das Farc com o tráfico de drogas também não o foi.
Quando desaparecem os objetivos estratégicos, quando o único alento é ganhar o poder, desaparece também a fronteira entre política e crime. Não te prendem mais em quartéis, mas na delegacia da esquina; já não se ergue o punho cerrado pelo futuro da humanidade, mas para garantir o banho de sol; não se comemoram grandes viradas históricas, mas o ingresso no regime de prisão albergue.
A transformação de uma força política num compacto muro de cinismo, o trânsito de ideias, aparentemente, generosas para a delinquência intelectual - tudo isso configura uma fascinante matéria de estudo.
Não sei se teria a isenção para cumprir a tarefa: ela mexe comigo, com a história pessoal, com as ilusões que me moveram no século passado. Mas alguém escreverá a história do nosso passado imperfeito, como Tony Judt fez com a intelectualidade francesa do pós-guerra.
No continente já estamos no socialismo do século 21. Em Caracas não se racionam mais os produtos básicos com cadernetas, mas com as impressões digitais. De Cuba para a Venezuela houve um salto tecnológico no interior do mesmo atraso.
Mas a sedução do modelo ainda não foi abalada na esquerda brasileira. O verdadeiro século 21, de certa forma, não chegou. Quem sabe, domingo?
Um exame profundo dessa longa trajetória histórica pode começar, se o PT perder. Se vencer, será preciso concentrar a energia na vigilância cotidiana e preservar alguma esperança no Brasil.
Vitoriosos depois do assalto à Petrobrás, os petistas logo estariam sonhando com o assalto aos céus.
*Fernando Gabeira é jornalista

JOAQUIM BARBOSA DESABAFA E DENUNCIA ESQUEMA DE DILMA PARA DOMINAR STF E ABSOLVER MENSALEIROS - STF


O ministro passou a ser alvo de críticas cada vez mais abertas de advogados e de movimentos ligados ao PT e ao governo, principalmente após impedir que os condenados do mensalão em regime semiaberto tivessem direito ao trabalho externo entre eles, o petista Dirceu.

No dia 29 de maio, Barbosa antecipou sua aposentaria e anunciou que deixará o tribunal no final de junho. Barbosa deixa o cargo após 11 anos no tribunal e antes de completar o mandato de dois anos como presidente, que iria até novembro. Ele poderia continuar ministro até a aposentadoria compulsória, prevista para 2024, quando completará 70 anos de idade.

Aécio Neves: Por que quero ser presidente

 
Chego ao final desta longa caminhada honrado pela livre vontade dos brasileiros de representar o sonho da mudança que move o país. Em cada pedaço de chão por onde caminhei, tive o privilégio de me encontrar com o Brasil de verdade e de ver transmudadas frustrações e desalento em indignação e novas esperanças, que alimentaram meu espírito e tornaram ainda mais vivas as nossas grandes causas.
Obstinadamente, procuramos cumprir o nosso dever. Mergulhamos na realidade nacional e em problemas gigantescos, que se eternizaram pela incúria do atual ciclo de poder. Repete-se hoje o que já vimos: uma década perdida e sonhos de futuro adiados pelas circunstâncias ou pela conveniência.
Ao final, a constatação é a de que há quase tudo a ser feito e resta intocada uma grandiosa dívida social para com os brasileiros que querem melhorar de vida. Um novo e definitivo salto de desenvolvimento acabou engolfado pela má gestão, pelo desapreço ao planejamento, pelo aparelhamento do Estado, nenhum compromisso com o resultado e um projeto de país.
O nosso povo cobra uma nova e corajosa condução da economia nacional, capaz de reverter a posição do mais promissor entre os países emergentes, agora adernado na lanterna do crescimento, sem credibilidade e confiança, em plena recessão.
A estabilidade duramente conquistada fraqueja, atingida pela inflação. A balança comercial no vermelho e a desindustrialização em curso destroem a nossa indústria e nos roubam os melhores empregos.
Quase nenhum passo foi dado para resgatar da precariedade a nossa infraestrutura. Nesse campo, a paisagem é desoladora: obras pela metade, com orçamentos decuplicados, abandonadas pelo caminho.
No campo social, crises desrespeitam os cidadãos que mais precisam: hospitais públicos afundados em insuficiências, repletos de doentes sem atendimento digno! Persistem as filas para consultas, exames, cirurgias e remédios.
No campo da segurança, prevalece a omissão. O governismo abdicou da responsabilidade de coordenar uma efetiva política nacional e assiste, impassível, à tragédia de 56 mil assassinatos por ano, terceirizando responsabilidades a Estados e municípios endividados. Estamos perdendo uma geração inteira de jovens brasileiros, vítimas ou aliciados pelo crime.
Dos gabinetes em Brasília anunciou-se o fim da miséria, atropelando a realidade de um país ainda desigual. Essas, entre outras, são realidades do Brasil que hoje define seu futuro. Contentaram-se com a gestão diária da pobreza para instrumentalizá-la, como fazem agora, chantageando os beneficiários dos programas sociais com o tradicional terrorismo petista.
Para fazer a grande mudança que o país exige, será preciso mais do que propostas inovadoras e eficientes de boa governança. O primeiro passo é o resgate de princípios e valores cruciais –ética, transparência e planejamento público, qualidade dos gastos do Estado, do controle de resultados e tolerância zero com a corrupção. Acrescento ainda uma inédita audição da nossa sociedade, para tornar efetiva a participação dos cidadãos nos destinos do país.
Uma nova agenda se impõe.
No plano da gestão, é preciso acabar com o gigantismo e desperdícios de um governo com 39 ministérios e milhares de cargos de confiança, que servem a todos os interesses, menos ao interesse público.
A prioridade é cuidar das grandes emergências em duas áreas capitais –saúde e segurança–, que não podem esperar. Delas depende a vida das pessoas.
A retomada do crescimento demanda uma economia saudável e previsível, que não penaliza quem trabalha e produz, e um governo que guarda com zelo as políticas que estão sob sua responsabilidade. A primeira delas é gastar menos com o governo para poder investir mais na população.
Simultaneamente, temos que construir uma agenda para o futuro, que depende de uma nova escola e de um salto na qualidade da educação pública. Sem educação transformadora, nenhum sonho de desenvolvimento se tornará real e possível.
AÉCIO NEVES, 54, senador por Minas Gerais, é candidato à Presidência da República pelo PSDB
*
PARTICIPAÇÃO
Para colaborar, basta enviar e-mail para debates@uol.com.br.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. 

PT e PSDB apostam em cenário turbulento com Dilma ou Aécio

Apostas na divisão
Dirigentes do PT e do PSDB preveem um cenário tumultuado seja quem for o vencedor da corrida presidencial. O tom agressivo da campanha e a diferença apertada nas pesquisas prorrogariam a disputa para 2015. O vice de Aécio Neves, Aloysio Nunes, diz que Dilma Rousseff terá um reinício de governo “turbulento” se ganhar hoje, devido ao escândalo da Petrobras. Se o tucano se eleger, petistas afirmam que ele começará o governo sob forte pressão dos movimentos sociais.
Não acaba hoje O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) diz que Aécio está pronto para enfrentar oposição aguerrida. “O PT não vai se conformar com uma derrota. Sabemos que vão tentar forçar um terceiro turno”, afirma.
Vem que tem O vice de Aécio desafia João Pedro Stédile, do MST, que prometeu protestos diários se Dilma for derrotada. “Muitos movimentos são sustentados com dinheiro público. Sem o PT no poder, perdem capacidade de mobilização”, diz Aloysio.
Hora do divã Para o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), o PT terá que “reverter um certo esgotamento” mesmo que Dilma vença. “Precisaremos repolitizar nossas relações internas para reagir”, afirma.
De volta ao front Em caso de vitória tucana, outros petistas defendem a reaproximação com os sindicatos para retomar o papel de oposição e organizar protestos contra reformas liberais na economia e na área trabalhista.
Bala de prata Para a maioria do PT, que esperava chegar à eleição com Dilma isolada na frente, as acusações do doleiro Alberto Youssef a Lula e Dilma motivaram a “mexida final” nas pesquisas a favor de Aécio.
Plim-plim O ex-governador Alberto Goldman (PSDB) diz que a performance no debate da Globo também ajudou. Na saída da emissora, a campanha avaliava que o tucano “ganhou a luta por pontos, mas não por nocaute”.
Reza pelo erro Com a disputa empatada, o senador José Agripino (DEM-RN) torce para que os eleitores de Dilma se atrapalhem hoje para votar. “O eleitor dela é menos letrado. Pode errar mais, ir menos à urna”, diz o aecista.
Marcas de guerra Desabafo de Dilma na madrugada de ontem, ao ser questionada se havia achado Aécio agressivo no último debate na TV: “Olha, sinceramente… Eu já não acho mais nada dele”.
Suíça tropical Na contramão das queixas dos dois candidatos, o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) diz que a eleição foi “a mais qualificada” da democracia brasileira.
Punhos de renda “Ficam falando em baixaria, mas que baixaria? Em que país do mundo se discute papel do Banco Central e reforma política?”, questiona o coordenador da campanha de Dilma.
Chama o capitão O PT espera que Lula assuma as rédeas da defesa do partido no caso Petrobras. O ex-presidente deve ter voz ativa nas negociações no Congresso, onde é esperada uma leva de cassações de mandato.
Drible da vaca Petistas tentaram convencer Neymar a apoiar a presidente na semana passada, quando a seleção estava no Japão. Cartolas da CBF sondaram o craque, que desconversou. Depois, ficaram surpresos com a declaração de voto em Aécio.
Aparelho móvel De um dirigente do PT, sobre a conquista do governo de Minas e a possível derrota no Rio Grande do Sul: “Vamos ter que fretar um avião de Porto Alegre para Belo Horizonte para levar os funcionários de um palácio para o outro.”


TIROTEIO
Em hora nenhuma do debate houve menção à estrutura de classes e à desigualdade no Brasil. Os conflitos sociais passaram longe.

DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre a qualidade da discussão travada por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) no duelo da TV Globo.


CONTRAPONTO
O Fla-Flu da ministra
No último debate de TV, os apoiadores que Dilma Rousseff e Aécio Neves levaram ao estúdio torceram como se estivessem em uma arquibancada de estádio de futebol. William Bonner precisou pedir calma algumas vezes.
Ao fim do programa, Miriam Belchior (Planejamento) vestiu a camisa de torcedora. A ministra se recusou a deixar o estúdio pela saída próxima à plateia tucana, como pediam os seguranças da TV Globo.
—Não vamos passar lá de jeito nenhum! Vocês nunca viram estádio de futebol? Cada torcida sai por um lado!
A queixa funcionou: a ministra saiu pelo lado petista.



 

25 outubro, 2014

Ministro do TSE nega pedido do PT de tirar reportagem de 'Veja' do Facebook

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Admar Gonzaga negou nesta sexta-feira (24) um pedido apresentado pela coligação de Dilma Rousseff (PT) para que fossem retirados do Facebook links e menções à reportagem da revista "Veja" desta semana.
Em sua publicação, a revista diz que o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, num de seus depoimentos de delação premiada, alegou que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.
Para o ministro, o pedido da coligação de Dilma não é cabível, uma vez que se baseou num dispositivo legal que só valerá para as eleições do ano que vem. Na peça, os advogados do PT dizem que "Veja" antecipou sua edição com o objetivo de "agredir" a imagem de Dilma e "afetar a lisura do processo eleitoral".
Devido a isso, se valem de um dispositivo da minirreforma eleitoral, que permite a retirada de conteúdo de sites da internet e de redes sociais material ofensivo a candidatos. Em seu voto, Gonzaga destaca que a minirreforma, aprovada a menos de um ano das eleições, só valerá para o próximo pleito, por isso, não atendeu o pedido do PT e sequer analisou se o conteúdo era ou não ofensivo a Dilma.
A presidente Dilma Rousseff aproveitou o horário eleitoral gratuito desta sexta para responder aos ataques da revista. Em longo discurso, a candidata petista classificou de "terrorismo" o que a publicação faz.
"Não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista 'Veja' e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime a revista tenta envolver diretamente a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras, que estão sob investigação da Justiça", afirmou a presidente logo no início da fala.
Em resposta a reportagem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta que "não lê a 'Veja'". "Eu não acho nada. O problema da 'Veja' é que só ela que fala", afirmou o petista durante evento de sindicalistas e apoiadores do PT no centro da capital paulista.
DIFAMAÇÃO ELEITORAL
O PT promete ingressar ainda nesta sexta com uma representação por difamação eleitoral contra a revista "Veja".

Reprodução
Cada da revista "Veja" desta semana
Capa da revista "Veja" desta semana


Tudo junto e desregrado

 Dora Kramer

Na última segunda-feira a repórter Tânia Monteiro fez as contas: há exatos 31 dias a presidente Dilma Rousseff não pisava no Palácio do Planalto. Hoje faz 35 e há muito mais tempo que isso não se tem notícia de um ato dela que não seja como candidata à reeleição.
O mais grave é que não parece fazer falta. Ou pior: só vamos saber disso depois da eleição, quando o País voltar a funcionar - se é que voltará - ao ritmo normal. Quando, por exemplo, o governo liberar os números sobre economia, desempenho do ensino público, desmatamento e pobreza no País, cuja divulgação foi adiada para não afetar a votação da presidente, considerando indicações de que os resultados seriam negativos.
Já os dados positivos sobre o baixo índice de desemprego não sofreram adiamento; foram divulgados ontem. Problema algum não fosse o fato apontado pela Folha de S. Paulo de que as outras estatísticas tinham datas previstas para serem conhecidas entre os meses de agosto e outubro. Ficaram para novembro.
Às diversas peculiaridades da presente campanha eleitoral é de se acrescentar a eliminação por completo da separação entre as agendas da presidente e da candidata. Até a eleição passada, ainda havia alguma preocupação em se manter as aparências. Agora não. Dilma Rousseff ultimamente só foi vista em dependências oficiais ou no exercício da função presidencial quando lhe interessou o uso da prerrogativa. Por exemplo, para dar entrevistas no Palácio da Alvorada, cenário a ela favorável, ou para usar a tribuna da ONU como palanque.
Sem falar em toda a estrutura que deve cercar um chefe de nação. Agora, quando o postulante se afasta completamente de suas funções e passa apenas a se dedicar à campanha em tempo integral, a coisa muda de figura. Está tudo desregulado e em contraposição aos preceitos da impessoalidade, da transparência e da probidade exigidos de todo funcionário público, a começar por aquele que preside a República.
Seria esse tipo de coisa defeito do instituto da reeleição? Não necessariamente. Mas é um dado que poderia ser ponto de partida para se pensar em instituir a obrigatoriedade do afastamento temporário aos postulantes de um novo mandato, como ocorre em caso de desincompatibilização seis meses antes para disputa de cargos diferentes.
Pesquisas. Sobre a dianteira de Dilma no Ibope e Datafolha não há mistério: ponto para o marqueteiro João Santana. A vantagem obtida é obviamente fruto da campanha negativa. Até porque não aconteceu nada na última semana além de ataques.
Mútuos. A questão é que Aécio Neves sendo muito menos conhecido é mais permeável a eles, pois aquela faixa do eleitorado que havia aderido sem muita convicção tende a ser mais sensível às maledicências e a mudar o voto com mais facilidade. Em eleição acirrada, tal montante nem precisa ser muito numeroso.
Correção. Assessoria de imprensa dos Correios envia o seguinte e-mail: "Com relação ao texto 'De oito a 80', esclarecemos que nenhuma agência dos Correios foi transformada em comitê eleitoral por qualquer candidato ou partido. A rede de agências dedica-se unicamente à prestação de serviços aos clientes, fato que pode ser verificado por todo cidadão brasileiro, já que as unidades são de acesso público. Caso a colunista tenha provas da afirmação realizada, solicitamos comunicar aos Correios para que seja realizada apuração sobre os fatos".
Realmente, a referência feita não estava correta. O uso não foi de agências. Mas de funcionários. Pelo menos em Minas Gerais onde, conforme disse o deputado Durval Angelo em reunião na presença do presidente da empresa, o PT conseguiu bom desempenho no Estado porque "tem dedo forte dos petistas nos Correios".


24 outubro, 2014

Recado para o meu ex-ídolo: Chico Buarque

Chico,

Além da postura masculina elegante, eu o admirava também, por sua cultura e sensibilidade. 

Elegi “Gente Humilde” como a música mais linda do cancioneiro popular brasileiro. E quem escreveu a letra desta obra prima? Resposta: Chico Buarque de Holanda. É difícil acreditar, mas você escreveu também: “Meu Caro Amigo”. 

É Chico, você sabe fazer literatura, o que você não sabe fazer: é política.
 
Peço licença aos meus amigos por ousar usar um trecho do poema de Fernando Pessoa para aplicar de maneira correta a você, Chico Buarque, posto que, como poeta, cabe-lhe muito bem:

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
UMA DOR QUE NEM SENTE!

Estou me referindo a toda sensibilidade impressa na letra da canção "Gente humilde" já mencionada.

O Aécio Neves é um jovem inteligente que tem demonstrado ser muito capaz de  quebrar a sequência
do desgoverno de 12 anos do PT, e se Dilma vencer, teremos mais quatro anos deste governo maldito destruindo nosso país. 

Se você fosse ético, teria declinado do convite para atuar como garoto propaganda da  candidatura Dilma, uma vez que, seus familiares mais próximos foram agraciados pelo governo atual com quantias milionárias através da  Lei Ruanet. 

Ah! Meu caro amigo, esta grana fabulosa que alimentou as vaidades de seus familiares fez falta às cheches, escolas, postos de saúde, e, etc...
Ademais, você já foi um grande apoiado de Fernando Henrique Cardoso. Se a PETROBRAS tivesse sido privatizada, a exemplo da Vale, nosso país não teria perdido uma das maiores empresas do mundo. E quem vai nos ressarcir por todos os prejuízos financeiros praticados por este partido de quadrilheiros que está, como um bando de gafanhotos, dizimando nossa Nação?  Você? Faça-me rir!

Uma correção que você deveria fazer na canção “Gente Humilde” seria trocar o trecho daquela parte onde ele diz “Eu muito bem vindo de trem de algum lugar” por: “Eu muito bem em Paris que escolhi para morar”...

Sabe Chico, aqui no Brasil a coisa aqui continua preta. O  correio agora não está apenas arisco,  também foi confiscado e por este motivo só distribuiu as propagandas do Governo, que usou até os funcionário uniformizados daquela empresa para entregar suas propagandas. As de Aécio Neves, embora pagas, não foram enviadas em tempo hábil. E aí, para complicar mais as nossas vidas vem você lá de Paris apoiar o desGoverno Brasileiro.

Mais uma coisa Chico, por mais que este mesmo governo tenha tentado, não conseguiu vetar a liberdade de expressão na internet. Estão expostos no Facebook  os motivos mais plausíveis para os internautas deduzirem a razão do seu apoio a este governo perverso que está transferindo os minguados  recursos  do nosso país para Cuba.


Chico, passou da hora de você rever os seus conceitos. Não dá para acreditar que uma pessoa que combatia a ditadura militar venha agora fazer apologia a uma ditadura de esquerda.

Caro Amigo Chico, lembre-se que as ditaduras de esquerda sempre foram mais violentas e sangrentas do que as de direita.

O que aconteceu com seu viés ideológico? Você foi cooptado pelas delícias do capitalismo. Quem não adoraria morar na cidade luz ao invés de viver nos países bolivarianos? 


Como músico e poeta você não se aproveitou em demasia de demonstrações da sua própria técnica, mas foi infeliz em aproveitar da fama e da glória que lhes concedemos para agora usá-las contra nós.

Chico, você é uma personalidade nossa, nós o criamos, fomos aos seus shows, compramos os seus discos, sofremos quando você estava no exílio. 

Nós não lhes devemos nada, muito ao contrário, e por isso, não merecíamos ser traídos desta forma. Porém, para todo erro cometido há sempre um modo de nos redimirmos. Um pedido de perdão seria a coisa honesta e mais humilde que você poderia fazer pela “gente humilde” do seu, do nosso país. 

Pense nisso, ainda há tempo!

 Att.

Leopoldina Corrêa

A capa de Veja > A casa des-mo-ro-nou! E agora PT?


A CAPA DE VEJA – Ou: Se Dilma for reeleita, o presidente do Brasil acabará sendo Michel Temer. Ou: Além de dizer que a governanta sabia da roubalheira na Petrobras, doleiro diz que pode ajudar polícia a identificar contas secretas do PT no exterior. Parece que a casa caiu!

PÁGINA DUPLA VEA
O governo segurou dados negativos sobre o Ideb, a miséria e a arrecadação, entre outros, porque teme que eles possam prejudicar a votação da candidata do PT à reeleição. Já é um escândalo porque o estado brasileiro não pertence ao partido. Ao jornalismo não cabe nem retardar nem apressar a publicação de uma reportagem em razão do calendário eleitoral. A boa imprensa se interessa por fatos e disputa, quando muito, leitores, ouvintes, internautas, telespectadores. Na terça-feira passada — há três dias, portanto —, o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, deu um depoimento estarrecedor à Polícia Federal e ao Ministério Público. A revista VEJA sabe o que ele disse e cumpre a sua missão: dividir a informação com os leitores. Se, em razão disso, pessoas mudarão de voto ou se tornarão ainda mais convictas do que antes de sua opção, eis uma questão que não diz respeito à revista — afinal, ela não disputa o poder. E o que disse Youssef, como revela VEJA, numa reportagem de oito páginas? Que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam da roubalheira que havia na Petrobras.

Mais: Youssef se prontificou a ajudar a Polícia a chegar a contas secretas do PT no exterior. Segundo as pesquisas, Dilma poderá ser reeleita presidente no domingo. Se isso acontecer e se Youssef fornecer elementos que provem que a presidente tinha conhecimento das falcatruas, é certo como a luz do dia que ela será deposta por um processo de impeachment. Não é assim porque eu quero. É o que estabelece a Lei 1.079, com base na qual a Câmara acatou o processo de impeachment contra Collor e que acabou resultando na sua renúncia. O petrolão já é o maior escândalo da história brasileira e supera o mensalão.

O diálogo que expõe a bomba capaz de mandar boa parte do petismo pelos ares é este:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Youssef diz ter elementos para provar o que diz — e, em seu próprio benefício, é bom que tenha, ou não contará com as vantagens da delação premiada e ainda poderá ter a sua pena agravada. A sua lista de políticos implicados no esquema já saltou, atenção, de 30 para 50. Agora, aparece de forma clara, explícita, em seu depoimento, a atuação de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante o califado de Lula e em parte do governo Dilma. Entre outros mimos, ele revela que Gabrielli o chamou para pagar um cala-boca de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que participava do pagamento ilegal a políticos. Nota: Youssef já contou à PF que pagava pensão mensal a membros da base aliada, a pedido do PT, que variavam de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Pessoas que conhecem as denúncias de Youssef asseguram que João Vaccari Neto — conselheiro de Itaipu, tesoureiro do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma — será fulminado pelas denúncias. O doleiro afirma dispor de provas das transações com Vaccari. Elas compõem o seu formidável arquivo de mais de 10 mil notas fiscais, que servem para rastrear as transações criminosas.

Contas no exterior

É nesse arquivo de Youssef que se encontram, segundo ele, os elementos para que a Polícia Federal possa localizar contas secretas do PT em bancos estrangeiros, que o partido sempre negou ter, é claro. Até porque é proibido. A propósito: o papel de um doleiro é justamente fazer chegar, em dólar, ao exterior os recursos roubados, no Brasil, repatriando-os depois quando necessário.

Por que VEJA não revelou isso antes? Porque Youssef só depôs na terça-feira. A revista antecipou a edição só para criar um fato eleitoral? É uma acusação feita por pistoleiros: VEJA publicou uma edição na sexta-feira anterior ao primeiro turno e já tinha planejada e anunciada uma edição na sexta-feira anterior ao segundo turno. Mas que se note: ainda que o tivesse feito, a decisão seria justificada. Ou existe alguém com disposição para defender a tese de que vota melhor quem vota no escuro?

Quanto ao risco de impeachment caso Dilma seja reeleita, vamos ser claros: trata-se apenas da legislação vigente no Brasil desde 10 de abril de 1950, que é a data da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade e estabelece a forma do processo. Valia para Collor. Vale para Dilma. Se Youssef estiver falando a verdade — num processo de delação premiada — e se Dilma for reeleita, ela será deposta. Se a denúncia alcançar também seu vice, Michel Temer, realizam-se novas eleições diretas 90 dias depois do último impedimento se não tiver transcorrido ainda metade do mandato. Se os impedimentos ocorrerem nos dois anos finais, aí o Congresso tem 90 dias para eleger o titular do Executivo que concluirá o período.

Informado, o eleitor certamente decide melhor. A VEJA já está nas bancas.

Texto publicado originalmente às 4h25
Por Reinaldo Azevedo

Youssef incriminou Dilma e Lula, afirma revista


Em reportagem de capa, a revista Veja informa a menos de 72 horas da eleição presidencial: “O doleiro Alberto Youssef, caixa do esquema de corrupção na Petrobras, revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público, na terça-feira, que Lula e Dilma Rousseff tinham conhecimento das tenebrosas transações na estatal.”
Acusado de lavar algo como R$ 10 bilhões em verbas de má origem, Youssef foi preso em março. Depõe como delator desde 29 de setembro. De acordo com o relato do repórter Robson Bonin, o doleiro está bem mais magro, exibe um rosto pálido, raspou o cabelo e livrou-se da barba. Habituado às sombras, ele agora rompe o silêncio com desassombro.
A alturas tantas, Youssef soou peremptório: “O Planalto sabia de tudo.” O delegado federal que o inquiria quis saber: “Mas quem no Planalto?” E o delator: “Lula e Dilma.” Exposto no site da revista, o teor da capa de Veja veio à luz mais cedo. Normalmente, costuma ser divulgado nas noites de sábado. Por ora, o Planalto, o Instituto Lula e o PT não se manifestaram.

UOL 
 

23 outubro, 2014

'Pesquisas estão distantes da vontade do povo', afirma Aécio

Orlando Brito/Divulgação
  • Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (PSDB)  
  • Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (PSDB)

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, que não acredita nos resultados das pesquisas de opinião de voto, que o colocam, pela primeira vez neste segundo turno, atrás da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT).

"As pesquisas estão distantes da vontade do povo. Foi a mesma coisa no primeiro turno", disse o tucano. 

Ele afirmou ainda que tanto Dilma como o PT "já saíram derrotados" desta eleição, independentemente do resultado que sair das urnas neste domingo, pois, para ele, esta foi a eleição em que foi mais utilizada a "mentira" e a "infâmia" como "armas de campanha".

"Dilma sai derrotada da eleição, não importa o resultado, por ter feito a campanha de mais baixo nível desde a redemocratização", disse o tucano.

Apesar dos números da pesquisa, Aécio se disse confiante para domingo.

"[As pesquisas] serão um estímulo para a mobilização da campanha nessa reta final", afirmou o candidato, que também incluiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os derrotados da eleição. "Ele sairá menor do que entrou."

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Campanha presidencial 2014200 fotos

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4.set.2014 - O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, cumprimenta partidário durante caminhada e encontro político em Belo Horizonte Igo Estrela/Coligação Muda Brasil
UOL

Resumo das notícias divulgadas no Jornal Asas - 23-10-2014

ONG que reforçou ato de Dilma tem convênios com o governo federal

Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) recebeu mais de R$ 500 milhões do próprio

governo Dilma

POR DEMÉTRIO WEBER E LETÍCIA LINS 23/10/2014 6:00 / ATUALIZADO 23/10/2014 7:50




BRASÍLIA, RECIFE E RIO — A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), entidade que levou na terça-feira a Petrolina (PE) 99 ônibus com pessoas dispostas a participar do comício da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, recebeu R$ 587,3 milhões do governo federal nos últimos quatro anos. Só em 2014, os repasses feitos à ASA chegaram a R$ 172,8 milhões. As informações estão disponíveis no Portal da Transparência da Presidência da República.
O dinheiro diz respeito a convênios firmados com a entidade pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A ASA executa programas de construção de cisternas e irrigação no semiárido da região Nordeste do país e do norte de Minas Gerais. O programa de cisternas foi lançado em 2003, no primeiro ano do governo Lula, e já resultou na construção de 552 mil reservatórios que captam seca.
A soma dos repasses federais à ASA durante o governo Dilma, um total de R$ 587,3 milhões, corresponde ao valor nominal, isto é, sem correção inflacionária. Segundo o Portal da Transparência, foram transferidos R$ 93,1 milhões em 2011; R$ 144,3 milhões em 2012; R$ 177 milhões em 2013; e R$ 172,8 milhões em 2014. Ainda segundo o portal, a ASA recebeu R$ 95,5 milhões do governo federal em 2010, no último ano do governo Lula, também em valor sem correção pela inflação.
O comício de Dilma em Petrolina reuniu cerca de 30 mil pessoas na terça-feira. Os 99 ônibus custeados pela ASA têm capacidade para transportar cerca de 4 mil pessoas e foram usados para levar caravanas de diferentes estados do Nordeste, além de Minas Gerais. Durante as campanhas eleitorais, quaisquer colaborações, sejam elas financeiras ou não, precisam ser declaradas à Justiça Eleitoral. No entanto, a legislação veda a contribuição de sindicatos e organizações, como a ASA, às campanhas.
A Lei das Eleições (9.504/97) afirma, em seu artigo 24, que “é vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de: (...) entidade de classe ou sindical; organizações não-governamentais que recebam recursos públicos; organizações da sociedade civil de interesse público”. A ASA se insere na última categoria, segundo sua assessoria.
Ontem, advogados do PSDB estudavam a possibilidade de entrar com uma ação por conta da atuação da ASA em Petrolina. Mas há quem enxergue uma polêmica jurídica no horizonte:
— A lei proíbe a doação de entidades de classe e sindicatos para campanha. Mas, neste caso, acho que existem interpretações para os dois lados — pondera Michael Mohallem, professor de Direito da FGV Rio. — Um lado vai dizer que foi despesa de campanha, porque o transporte foi a serviço da campanha. O outro lado vai dizer que não, porque o apoio financeiro foi para pessoas que

claramente proibido pela lei. 

ENCONTRO COM GILBERTO CARVALHO
Em Recife, a Federação dos Trabalhadores de Agricultura de Pernambuco (Fetape) — que é filiada à Contag e que participou do evento em Petrolina — informou ao GLOBO que as caravanas que se deslocaram para Petrolina tiveram as viagens financiadas pelos próprios sindicatos, conforme havia sido deliberado em reunião realizada na semana passada, na cidade de Carpina, com a presença do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Caravalho, e representantes da ASA.
Naidison Baptista, coordenador da ASA, foi procurado para comentar a origem dos recursos usados pela entidade para levar pessoas a Petrolina. Ele solicitou que o pedido de informação fosse enviado “por ofício”, mas, mesmo tendo seu pedido atendido, não retornou até o fechamento desta edição.


A ASA consiste na maior mobilização da sociedade civil do semi-árido nordestino. Ela congrega mais de 3 mil entidades — ligadas a igrejas, sindicatos, organizações não-governamentais e associações comunitárias — que atuam no agreste e no sertão para viabilizar a convivência do homem da caatinga com a seca.
A entidade surgiu em 1999, durante realização do Forum Paralelo da Sociedade Civil à III Conferência das Partes das Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação (COP 3), que aconteceu em Recife naquele ano. A proposta original da entidade era ambiciosa: construir 1 milhão de cisternas domésticas no semi-árido para livrar o sertanejo da dependência do carro-pipa. Foi então desencadeado o Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC), no início financiado por entidades privadas (como a Febraban ) e pela Agência Nacional das Águas.
A partir de 2003, o governo federal passou a ser o principal financiador do P1MC, que também recebia ajuda de entidades estrangeiras. O P1MC

cisternas domésticas no semi-árido. Elas garantem água potável para o consumo familiar em épocas de estiagem estiagens. Todas as cisternas têm número de registro e são fotografadas junto às famílias beneficiadas, o que impede a proliferação de obras fantasmas.
Recentemente, a ASA abriu outra frente de trabalho: o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), através do qual já implantou 67.780 barragens subterrâneas, cisternas-calçadão, cisternas de enxurrada e pequenas barragens. Segundo a ASA, 2,7 milhões de pessoas foram beneficiadas por suas ações.(Colaboraram Carolina Brígido e Marco Grillo)