25 fevereiro, 2015

Servidores da educação se reúnem para marcha em defesa da escola pública

  (Crédito: Franklin de Freitas/Bem Paraná)

A marcha em defesa pela escola pública, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (App-Sindicato), que promete reunir 30 mil pessoas nesta quarta-feira, 25,já movimenta o centro de Curitiba. Os professores estão concentrados na Praça Rui Barbosa desde o começo da manhã. De acordo com as informações da APP-Sindicato, a marcha iniciada às 9h30, deve percorrer algumas ruas do centro.Eles seguirão até a Secretaria da Fazenda, a Praça Tiradentes e finalizam a caminhada no Centro Cívico.

No mesmo horário, as caravanas de educadores e funcionários vindos do interior e do litoral paranaense se concentram na Praça Santos Andrade, no Centro. Este grupo seguirá pelas Avenidas Marechal Deodoro, Marechal Floriano, Praça Tiradentes e seguem para o Centro Cívico, onde encontram os demais manifestantes.

Para tentar resolver a questão, representantes do governo do estado e do Sindicato devem se reunir mais uma vez, nesta quarta-feira (25), para tentar pôr fim à greve da categoria, que já dura 17 dias. O encontro está marcado para as 10  horas no Palácio Iguaçu, sede do governo.

Com isso, 950 mil alunos da rede estadual estão sem aulas desde o dia 9 de fevereiro, quando o ano letivo deveria ter iniciado nas escolas da rede estadual. Desde o início da greve, vários servidores estão acampados no Centro Cívico, onde fica a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e o Palácio Iguaçu.

Universidades estaduais em alerta – Durante a tarde educadores(as) e estudantes de universidades estaduais do Paraná também se manifestavam em frente ao Palácio Iguaçu. O governo não fez o repasse de verba e está ameaçando o funcionamento das instituições. Educadores(as) das universidades demonstraram apoio aos professores(as) e funcionários(as) das escolas estaduais e manifestaram a situação difícil em que o governo está deixando as instituições estaduais de ensino superior.

O professor da Universidade Estadual de Centro-Oeste (Unicentro), Silvio Roberto, explicou que as sete instituições estaduais (Unicentro, UEL, UEM, Unioeste, UEPG, Unespar e a UENP) não receberam verba do governo e estão sem condições de iniciar o ano letivo. Silvio falou sobre a forma como a educação está sendo tratado no Paraná. “É triste ver a situação da educação pública. O governo cortou totalmente o custeio das universidades estaduais, que já era muito pouco para pagar água, luz, telefone, manutenção e outros. Esse ano ele zerou esse custeio para as universidades. Isso inviabiliza qualquer tipo de atividade das sete universidades estaduais. Além disso, prejudica mais de 120 mil alunos, 9 mil professores e 7 mil servidores.

A estudante da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), Dyessica Fillippus, esteve presente na manifestação e acha importante a participação dos(as) alunos(as) nas manifestações. “É essencial estarmos mobilizados porque é uma coisa nossa. A gente está se preparando para inserir manifestações artísticas também para sensibilizar a cidade”, explica.

As informações são do site Bem Paraná.



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