21 novembro, 2014

Oposição vai à PGR contra dez autoridades do governo


O líder da oposição no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), entrou com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra dez autoridades do governo Dilma Rousseff, com a acusação de crime de responsabilidade e improbidade administrativa. A denúncia relata atraso na divulgação de dados oficiais e adoção de medidas econômicas durante o período eleitoral.
 Caiado lista uma série de descumprimentos de cronogramas oficiais, balanços e divulgação de estatísticas que, em sua opinião, serviram para mascarar a “real situação do país” com vistas à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Entre as ações premeditadas para não interferir o processo eleitoral, aponta o deputado, estão os registros de aumento da miséria absoluta, o avanço do desmatamento na Amazônia e a queda na arrecadação de tributos.

“De todas as atrocidades cometidas nesta eleição, a mais vexatória, sem dúvida, foi o governo impondo a órgãos técnicos uma mordaça para que a população não soubesse a real situação do país. Mais do que ninguém, eles sabiam como estavam fazendo um mau governo e como isso não podia ser revelado durante as eleições”, declara o líder oposicionista.

Entre os denunciados por Caiado estão os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Clélio Campolina Diniz (Ciência, Tecnologia e Inovação), além do chefe da Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos, Marcelo Côrtes. Também são acusados presidentes e diretores de agências: os presidentes do Banco Central, Alexandre Tombini, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Volney Zanardi Júnior, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Suarez Soares; e os diretores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Fernando Perondi, e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

“Quebraram a Petrobras”
Segundo Caiado, as informações oficiais foram divulgadas com atraso propositadamente, em até duas semanas depois do segundo turno das eleições (26 de outubro). O parlamentar aponta a adoção de medidas econômicas “impopulares”, por parte do governo, apenas depois do fim do pleito, todas “necessárias para tentar conter a estagnação econômica que afeta o país”. Entre elas, o aumento da taxa básica de juros (Selic) para 11,25%, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), só depois da corrida eleitoral, quando o correto, segundo Caiado, seria fazê-lo meses atrás, para que o país não ficasse todo esse tempo “sem amparo governamental à economia”.

“Passaram a campanha fazendo terrorismo eleitoral relacionando alta dos juros como o vilão do trabalhador. E o que fizeram uma semana depois? Foram na contramão de sua propaganda populista e adotaram a medida necessária”, fustigou Caiado.

Outra medida atrasada de propósito, lembra ainda o deputado, foi o represamente do preço dos combustíveis, levando a Petrobras a perdas de receita. O objetivo, diz o deputado, foi camuflar o efeito da “inflação descontrolada” na economia popular. “Quebraram a Petrobras, por um lado, com a corrupção. E, por outro, sacrificando a empresa. Fizeram da estatal um cabo eleitoral de campanha. Foi ela que absorveu todo o prejuízo com o congelamento do preço da gasolina”, acrescentou.

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