13 junho, 2016

Fundos de Pensão e os preceitos éticos e morais

À luz deste excelente texto de autoria do colega Norton Seng, ratifico o meu posicionamento pela a aprovação do PLP268/2016, que infelizmente contam com a CUMPLICIDADE da ANABB e da AAFBB, nossas duas maiores associações que, por sua vez, contam com o INSALUBRE apoio da FAABB, que prefere corroborar com os petistas a interceder em favor dos participantes do nosso Fundo de Pensão.

Leopoldina Corrêa


Curioso que, até agora, ninguém tenha lembrado que, ao longo dos anos, mesmo com a sistemática eleição de colegas (somados aos nomeados pelo BB e todos eles pagos regiamente pelo nosso fundo!), tanto para os Conselhos como para a Diretoria Executiva e a Presidência da Previ, em gestões que se sucedem - salvo raras exceções! -, temos compilado uma gravosa série de prejuízos que crescem na casa dos bilhões de reais. Repetimos: tais fatos vêm acontecendo sob as gestões dos nossos próprios colegas eleitos e/ou nomeados pelo patrocinador.



Também grave é que não se fala em accountability e em  responsabilização por decisões, segundo os relatos correntes, engendradas, ou espúrias, que redundaram em prejuízos bilionários à nossa Previ e a tantos outros fundos de pensão. No entanto, os elevados e ricos proventos e todo o elenco de vantagens: cartões, alugueis, passagens e bonificações (PLRs) continuam a ser regiamente pagos a esses ‘executivos’.



Assim, fica a pergunta: “Houve alguma vantagem nessa configuração atual, onde os seus membros, com os seus votos, viabilizaram negócios, ‘investimentos’, que resultaram em prejuízos vultosos e irrecuperáveis para os fundos de pensão?”



Portanto, qual a vantagem, também, de se contar com os ‘50%’ se a maioria deles - salvo raras exceções - tem se deixado manipular ou cooptar pelo patrocinador (leia-se governo)?



Evidencia-se, pois, que o cerne da questão não residiria na forma de composição da diretoria ou dos conselhos (eleitos ou não!), mas, sim, - no caráter, na integridade moral e no profissionalismo dos seus componentes. E, pelos fatos, como a responsabilização inexiste, torna-se, mais difícil, contar-se com atores que sejam responsáveis.



Fica, pois, evidenciado que ‘ser eleito’ ou ‘ser contratado no mercado’ não passa de um prosaico detalhe pois resta pacificado que o que conta é o decoro, a retidão de caráter e o profissionalismo daqueles que ocuparão os cargos que irão decidir o futuro dos fundos de pensão, de modo geral.



Como último lembrete: não nos esqueçamos de que – nessas últimas décadas - por má gestão, dezenas e mais dezenas de fundos de pensão foram extintos em todo o Brasil.



Norton Seng

BSB, 13.06.2016



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