15 fevereiro, 2016

CPI dos Fundos de Pensão ouve presidentes do Tradebank, da Engevix e do BNY

A CPI dos Fundos de Pensão se reúne nesta semana para ouvir três depoimentos – dois deles na terça-feira (16), às 14h30, no plenário 3; e um na quinta (18), às 9h30, no plenário 5.

Depoimentos
Os depoentes desta terça são o presidente do Tradebank, Adolpho Júlio da Silva Mello Neto, e o presidente da empreiteira Engevix, José Antunes Sobrinho.

O Tradebank administrava fundos de investimento e em 2012, um ano antes de ser fechado, recebeu um aporte de R$ 73 milhões dos fundos de pensão Petros, dos funcionários da Petrobras, e da Postalis, dos funcionários dos Correios.

Documentos obtidos pela Operação Lava Jato fazem referência à participação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, nessas operações. Em depoimento à CPI, Vaccari permaneceu calado.

Já a empreiteira Engevix, acusada de corrupção ativa e formação de cartel pela Operação Lava Jato, é ex-controladora da Desenvix, empresa que recebeu investimentos da Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal.

No ano passado, a Desenvix foi comprada por uma empresa norueguesa (Statkraft), mas a Funcef permaneceu dona de 18% da empresa, que tem entre seus ativos seis usinas hidrelétricas, além de participações em outras quatro hidrelétricas, um complexo eólico na Bahia e outro em Sergipe.

A CPI dos Fundos de Pensão investiga se houve interferência política em investimentos dos fundos. Além da Funcef, Petros e Postalis, são investigadas também as operações da Previ e do Banco do Brasil. No ano passado, esses fundos tiveram um prejuízo de R$ 30 bilhões.

Os presidentes do Tradebank e da Engevix foram convocados a pedido do relator da CPI, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR). Segundo ele, os investimentos dos fundos de pensão nessas empresas podem ser comparados ao que foi feito no banco BNY Mellon, acusado de dar prejuízo ao Postalis.

"O Postalis é um dos fundos de pensão que tem maior dificuldade hoje, tendo em vista o tamanho do déficit causado por investimentos até fraudulentos, e grande parte disso ocorreu durante a administração e gestão do BNY Mellon. Para nós é bem possível que o seu presidente tenha faltado com a verdade durante o depoimento que prestou à CPI. Não é diferente do caso do Tradebank e também da Engevix", afirmou.

Dois ex-dirigentes do banco BNY foram ouvidos em sessão reservada pela CPI, em dezembro do ano passado. Segundo o relator da CPI, eles admitiram negligência na administração dos recursos.

Por isso, na quinta-feira a CPI também vai ouvir o depoimento do presidente do BNY para a América Latina, Eduado Koelle.

Requerimentos
Além dos depoimentos da semana, os deputados da CPI dos Fundos de Pensão vão votar novos requerimentos de convocação, entre os quais os do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro; o do ex-ministro Antonio Palocci e o do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Reportagem - Antonio Vital
Edição – Luciana Cesar

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