14 setembro, 2016

Previ deve exercer até outubro opção de venda de ações na CPFL Energia, por R$7,5 bi e mais: a implentação de um plano de readequação para cobrir o rombo


Caros colegas,

Atentem bem para a matéria abaixo e percebam porque os petistas da PREVI, da ANABB e AAFBB não querem a aprovação do PLP 268/2016.

Segundo declaração do próprio Gueitiro, Presidente da PREVI, deduzo que há uma enorme possibilidade de pagarmos um preço alto pela gestão temerária e fraudulenta dos dirigentes do nosso Fundo de Pensão. O preço seria a implementação de um plano de readequação para cobrirmos o rombo deixado pela má gestão dos petistas e sabe-se lá por quantos anos...

Então, é essa a paga que merecemos por confiarmos nosso patrimônio nas mãos desses infratores, aos quais ainda fomos obrigados a pagar um "bônus" imoral para cada diretor sem que eles tenham feito por merecer?

Muito pelo contrário, se estivesse tudo em ordem, como eles dizem, a Polícia Federal não teria adentrado à sede da PREVI para cumprir mandado de busca e apreensão de bens e documentos.  

É por isso que eu não subestimo a capacidade de crueldade desses petistas, e tomo como exemplo o furto que Paulo Bernardo fez desviando dinheiro dos aposentados através de empréstimos consignados via CONSIT. Um crime abjeto que não merece a menor complacência.

Por tudo isso, é bom lembrar que amanhã é o último dia para votarmos no 5 - Amir Santos, para poder nos livrar dessa máfia de petistas na administração do nossa PREVI.




Por Aluisio Alves

FLORIANÓPOLIS (Reuters) - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, deve exercer nas próximas semanas opção de venda de sua participação de 29,4 por cento na CPFL Energia, por cerca de 7,5 bilhões de reais, disse nesta terça-feira à Reuters o presidente do órgão, Gueitiro Genso. 

“Temos até o começo de outubro para exercer a opção de venda e estudos internos nos indicam que há grande chance de exercer”, disse Genso, que participa do 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão.

Mas a venda efetiva das ações aconteceria no final do ano ou no primeiro trimestre de 2017, disse.

Em julho, a chinesa State Grid aceitou comprar a participação de 23,6 por cento da Camargo Correa na CPFL Energia por 5,9 bilhões de reais. Pelo acordo de acionistas, a State Grid tem que estender a mesma oferta aos demais sócios, incluindo a Previ.

O movimento pode ajudar a Previ a evitar um ajuste em seu principal plano, que fechou 2015 com um déficit acumulado de cerca de 3 bilhões de reais.

"Só saberemos com certeza após o fim do ano, mas com base nos números de agosto, não teríamos que fazer a readequação”, disse Genso. 

Devido perdas sofridas com a desvalorização de ações da Vale detidas pelo Plano 1 da Previ, entre outros fatores, o fundo será obrigado a apresentar um plano de readequação, no qual cotistas e o Banco do Brasil teriam que fazer uma contribuição adicional por alguns anos para cobrir prejuízos acima do tolerado pela regulação durante três anos seguidos.

O Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios, já implementou um plano de readequação. A Petros, dos funcionários da Petrobras, e a Funcef, da Caixa Econômica Federal, devem ter que fazer o mesmo.

Para Genso, a rentabilidade de 12,64 por cento obtida pelo Plano 1 neste ano até agosto , contra meta atuarial de 9,6 por cento, livraria a Previ de ter que apresentar tal plano, dado que o superávit em 2016 já chega a 13,6 bilhões de reais.

A meta atuarial é a rentabilidade mínima necessária para que um fundo consiga pagar os benefícios de todos os seus cotistas. Com cerca de 170 bilhões de reais em ativos sob gestão, a Previ é o maior fundo de pensão do país, com mais de 200 mil cotistas.

Além da recuperação do mercado acionário e dos bons resultados recentes com a carteira de títulos públicos, dados os juros mais elevados, a Previ ainda tende a ter um resultado extra, se exercer a opção de venda da fatia na CPFL.

NOVOS INVESTIMENTOS

Diante disso, a Previ tem reduzido as vendas de ações de sua carteira de papéis não vinculados a acordos de acionistas. Após ter se desfeito em 2015 do equivalente a 3,8 bilhões de reais em ações, neste ano até julho, a instituição vendeu o equivalente a 2,6 bilhões de reais.

De acordo com Genso, a Previ deve continuar se desfazendo de ações nos próximos anos, seguindo uma política de longo prazo. Parte desses recursos pode ser investida em papéis que ofereçam retornos maiores do que os dos títulos públicos, como títulos de dívida privada, dado que o juro básico aponta queda.

No entanto, a Previ não deve entrar como acionista em projetos de prazos muito longos, como os de infraestrutura.

“Entrar em equity de projeto não faz sentido para um plano maduro como o nosso”, disse o executivo.

Dado que quase 100 mil dos 116 mil participantes do Plano 1, com ativos de 161 bilhões de reais, já são aposentados, a Previ tende a ser cada vez mais conservadora na política de investimentos desta carteira para priorizar a liquidez e garantir o pagamento dos benefícios, disse ele.

CRÉDITO VENCIDO

Genso disse ainda que a Previ contratou um assessor financeiro para ajudá-la a encontrar alternativas para uma carteira de créditos vencidos, majoritariamente de financiamentos concedidos a participantes do plano.

Ele declinou detalhar o montante da carteira e o nome do assessor. "Mas devemos decidir o que fazer ainda este ano”, disse.


Um comentário:

  1. Vendendo ações blue chips, é assim que vão diminuir aplicações em renda variável. Pensei que iam promover remanejamento no portfólio, e não a venda de bons ativos, ou seja, apenas migrações para títulos de renda fixa ou outros investimentos de menor risco. Que vendam os ativos podres (Costa de Sauípe, INVEPAR Aeroporto de Guarulhos,Sete Brasil, etc).

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