08 setembro, 2016

Fundos de pensão: operação da PF foi adiada por causa das Olimpíadas

BRASÍLIA - A Operação Greenfield — que investiga um esquema de desvio de recursos dos maiores fundos de pensão do país — deflagrada na segunda-feira, foi autorizada pela Justiça quase dois meses antes de ir para as ruas. O primeiro despacho dado por um juiz é datado de 08 de julho. De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, a realização da Olimpíada do Rio foi o principal motivo da postergação.

Por causa da realização dos Jogos, a maior parte dos agentes da PF estava focada na segurança de atletas e turistas e prevenção do terrorismo. E o s policiais federais tinham de cumprir nada menos que 127 mandados de prisão temporária, condução coercitiva e buscas em escritórios particulares e prédios públicos em oito estados e no Distrito Federal. Ao menos 560 policiais participaram da Greenfield. A maioria em São Paulo e no Rio, onde a demanda por causa da Olimpíada era maior.

Outro fator que pode ter interferido na data da operação é que uma ala da PF defendia o cuidado de não fazer grandes operações perto do impeachment para não interferir na votação no Senado. 

TORNOZELEIRA PARA TODOS INVESTIGADOS

Tanto no primeiro despacho quanto no segundo, de 12 de julho, os dois juízes da 2ª Vara de Justiça não concederam um pedido específico do Ministério Público Federal (MPF): uso de tornozeleira eletrônica pelos 40 investigados.

A Polícia Federal prendeu dois diretores do Funcef, fundo de previdência dos funcionários da Caixa, e levou de forma coercitiva para depor, Joesley Batista, um dos donos do Grupo J&F Investimentos, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e outros 26 grandes empresários e executivos suspeitos de envolvimento em fraudes em Funcef, Previ, Petros e Postalis, todos fundos de previdência de empregados de estatais. Nos dez casos analisados até agora, as fraudes seriam de R$ 8 bilhões. Já o rombo gerado nos fundos pode chegar a R$ 50 bilhões.

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