18 novembro, 2015

Relatório denuncia que fundos de pensão estrangeiros estão ligados a grilagem de terras no Brasil

Caros participantes de Fundos de Pensão,

Esta notícia é muito importante, espalhem por aí.

Eu tenho me informado bastante para informar vocês com responsabilidade. No entanto, estou triste por perceber que meus esforços estão chegado aos que deviam se interessar por nossos assuntos sobre Fundo de Pensão, bem menos do que eu gostaria. 

Todas as matérias sobre nosso Fundo de Pensão são importantes, mais essa é de grande valia e embora nada tenha a ver com o NOSSA PREVI, tem a ver com o NOSSO PAÍS, que está sendo saqueado por fundos de pensão estrangeiros. 

Será que não basta estarmos sendo saqueados pelo nosso próprio governo, este mesmo governo petista permite que sejamos saqueados, literalmente, nas nossas terras, no nosso território ou seja: no nosso país ?



17/11/2015 às 10h46 (Atualizado em 17/11/2015 às 11h00)

Pesquisa mostra que grupos internacionais estão burlando legislação brasileira que restringe capital estrangeiro no agronegócio nacional 


Do R7*
Site oficial do fundo TIAA-CREF afirma que o mercado de terras no Brasil é uma "oportunidade crescente" e que os investimentos da empresa no País "beneficia as comunidades locais" ESTADÃO CONTEÚDO/HERTON ESCOBAR
 
Um relatório divulgado nesta terça-feira (17) na Suécia e produzido por diversas entidades denuncia que um fundo de pensões locado em Nova York e que gere investimentos de trabalhadores suecos, canadenses e norte-americanos está driblando as leis brasileiras que restringem a aplicação de capital estrangeiro no agronegócio do País. 


De acordo com a pesquisa, o fundo TIAA-CREF Global Agriculture LLC (TCGA) comprou terras no Brasil do empresário e proprietário rural Euclides de Carli. Ele é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de praticar crime contra a Ordem Tributária e Sonegação Fiscal nos Estados do Piauí e do Maranhão. Ainda segundo o relatório, o empresário usa de violência para deslocar comunidades locais e "grilar" (tomar posse) de terras.



O texto informa que foi realizado um trabalho de pesquisa que durou cerca de três anos, e que encontrou evidências de que os procedimentos de aquisição dessas terras no Brasil contrariam os princípios de investimento responsável que a empresa alega seguir. 


A TIAA-CREF é uma das fundadoras dos Princípios para o Investimento Responsável no Agronegócio. A empresa é também a maior investidora institucional em terras agrícolas do mundo.


O fundo alega ter seguido procedimentos rigorosos para confirmar a legalidade das terras que adquire, e afirma que todas as suas propriedades agrícolas no Brasil foram compradas em conformidade com as leis do País.


No entanto, o relatório aponta que o fundo de pensão adquiriu diversas fazendas no sul dos Estados do Maranhão e Piauí, região em que conflitos e apropriações de terras ocorrem com frequência.



Outro fator suspeito é que essas aquisições foram feitas a partir de um empresário acusado de usar a força, e até assassinatos, para tomar posse das fazendas. Euclides de Carli foi ligado pela Polícia Federal a um esquema milionário de lavagem de dinheiro e grilagem de terras.


Além disso, a legislação brasileira impede o investimento estrangeiro em fazendas em grande escala. O relatório detalha como os fundos de pensão desenvolveram uma estrutura que utiliza de contatos com empresas nacionais para driblar as leis do País.


Devlin Kuyek, representante do GRAIN, uma das entidades responsáveis pelo estudo, critica a postura do fundo TIAA-CREF. Para ele, a "poupança suada de pessoas da Suécia, do Canadá e dos EUA estão sendo usadas para roubar as terras de pequenos agricultores no Brasil e criar enormes fazendas industriais que envenenam as comunidades locais com pesticidas e roubam suas fontes de água".


— As comunidades não recebem nada em troca: não há empregos decentes, nem remuneração, e nem comida, porque tudo isso é levado para outro lugar.


O site oficial do fundo TIAA-CREF afirma que o mercado de terras no Brasil é uma "oportunidade crescente" e que os investimentos da empresa no País "beneficia as comunidades locais"

* Texto de Luis Felipe Jourdain Segura com colaboração de Wellington Calasans (de Estocolmo, na Suécia)

Segundo dados divulgados pela Organização de Transparência Internacional nesta sexta feira (1º), o Brasil ocupa a 69ª posição em ranking mundial de corrupção. Países como Itália e Grécia acompanham o Brasil, que ficou atrás de Cuba, Chile e Uruguai dos países da América Latina. O ranking possui 175 países.

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