01 setembro, 2014

O novo assalto planejado contra a PREVI

Crise da dívida

Fundos de pensão brasileiros estariam negociando com credores da Argentina


Marcela Pagano


Após as frustradas negociações dos bancos estrangeiros para comprar a dívida dos chamados fundos abutres, agora entraram em cena os fundos de pensão brasileiros. Mas por que eles poderiam adquirir essa dívida que deixou o governo argentino em um impasse com um juiz de Nova York e credores?
Buenos Aires, 30 de agosto de 2014





Segundo fontes do mercado financeiro, há três interessados que mostraram suas propostas aos grupos de finanças NML e Aurelius para adquirir os bônus que ambos têm, e que junto com os juros devidos – segundo a sentença do juiz de Nova York Thomas Griesa – chegam a US$ 1,6 bilhão. 




A oferta teria sido apresentada pelos fundos do Banco do Brasil, Petrobras e BNDES.



Os fundos de pensão brasileiros teriam feito uma oferta para comprar o julgamento contra a Argentina algumas semanas atrás. A primeira proposta teria sido rejeitada, mas as negociações continuariam abertas. A informação também se propagou nos círculos empresários de São Paulo. 




Os fundos brasileiros teriam oferecido 60 centavos por cada dólar de dívida. “Os abutres querem 80 centavos e as discussões estão abertas”, afirmam fontes privadas brasileiras. 


Por que os brasileiros iriam querer ficar com a dívida da Argentina em mãos dos abutres?


“Porque eles têm uma grande quantidade de títulos soberanos argentinos e também investiram em ações de empresas locais. Se a Argentina continuar em default e o acordo que o mercado espera que surja antes do fim do ano não for alcançado, então esses ativos financeiros desabarão gerando grandes perdas para os fundos”, explica uma fonte que seguiu de perto as negociações dos holdouts.



(acima os ministros Mantega, do Brasil, e Kicillof, da Argentina, no encontro que tiveram em abril. Eles voltaram a se reunir na quinta, 28 de agosto)


Mantega 


Na última quinta-feira, 28 de agosto, o ministro da Economia, Axel Kicillof, viajou de surpresa para São Paulo. Essa viagem não estava na agenda do ministro nem na do seu colega brasileiro, Guido Mantega. 



Kicillof decidiu a viagem algumas horas antes do embarque e até alguns minutos antes de entrar no avião pedia total hermetismo aos seus colaboradores.



Essa mesma reserva se manteve também uma vez finalizada a reunião com Mantega, na capital paulista. 



O pouco que foi divulgado pelas fontes oficiais é que a visita de Kicillof respondia à necessidade de iniciar acordos que melhorassem a delicada situação do setor automotivo. No entanto, ninguém pôde responder sobre a razão da urgência de uma viagem que estava fora da agenda.


Fontes do mercado financeiro disseram ao Clarín que o verdadeiro motivo da reunião entre os ministros foi analisar a possibilidade de um acordo para que as entidades financeiras brasileiras obtenham a dívida em mãos dos fundos abutres. 

Fonte: Clarín.com

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