29 setembro, 2014

Petrobras despenca 11% e puxa maior queda da Bolsa em três anos

Uma forte queda nas ações da Petrobras fez com que o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechasse em queda de 4,52% nesta segunda-feira (29), aos 54.625,35 pontos. É a maior queda percentual diária desde 9 de setembro de 2011, quando a Bovespa caiu 4,8%. 
 
A ação preferencial da Petrobras (PETR4), que dá prioridade na distribuição de dividendos, despencou 11,17%, e foi responsável, sozinha, por 20% dos negócios da Bolsa. A estatal é uma das empresas mais afetadas pelas expectativas em relação às eleições do domingo.

Na última sexta, o Datafolha divulgou uma alta na intenção de votos para a atual presidente, Dilma Rousseff, que tem sido criticada pelo mercado por causa da condução de sua política econômica e por intervenções nas empresas estatais.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 1,64%, a R$ 2,456 na venda. É o maior valor de fechamento desde 9 de dezembro de 2008, durante a crise financeira internacional, quando o dólar fechou em R$ 2,473.

Mantega minimiza efeito de eleição no mercado

As oscilações do mercado financeiro --com queda da Bolsa e alta do dólar-- são resultado de instabilidade no cenário internacional, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse acreditar que o efeito das eleições "é uma parte pequena da flutuação" atual dos mercados.

O mercado reagiu mal às últimas pesquisas eleitorais, que mostraram melhora de Dilma na disputa pela reeleição.

Expectativa com eleições derruba bancos e estatais

A expectativa com as eleições presidenciais no próximo final de semana puxou as ações de estatais, bancos e exportadoras. Além da ação preferencial da Petrobras, que teve a maior queda do Ibovespa, a ação ordinária (PETR3) fechou em queda de 10,44%, a R$ 17,75.
O papel do Banco do Brasil (BBAS3) também apareceu entre as maiores quedas, perdendo 8,55%, a R$ 27,28. A ação do Itaú (ITUB4) recuou 7%, a R$ 35,06; a do Bradesco (BBDC4) perdeu 7,03%, a R$ 35,69.

Protestos em Hong Kong influenciam mercados internacionais

A maioria das Bolsas internacionais fechou em queda por causa da insegurança causada pelos protestos populares em Hong Kong.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em queda de 1,9%. A Bolsa de Sydney teve queda de 0,93%; Taiwan perdeu 0,32%; Coreia do Sul caiu 0,25%; Cingapura fechou quase estável, com leve queda de 0,08%. A Bolsa do Japão subiu 0,5%, e a da China, ganhou 0,43%.

Na Europa, bancos e grupos de luxo foram os mais afetados. A Bolsa de Madri, na Espanha, recuou 1,52%; a da Itália perdeu 1,29%; o índice da França perdeu 0,83%.

A Alemanha fechou em queda de 0,71%; Portugal caiu 0,22%; a Bolsa de Londres, na Inglaterra, fechou quase estável, com leve queda de 0,04%.
(Com Reuters) 

Arte/UOL

Saiba quais são os motivos do sobe e desce do dólar, as medidas adotadas pelo governo e quem essa oscilação beneficia
 
Entenda

Conheça dez erros comuns ao investir na Bolsa

COMPRAR NA ALTA, VENDER NA BAIXA. É realmente muito dificil acertar o momento de comprar ou vender uma ação, mas esse erro consagrado de investimento muitas vezes ocorre por pura falta de estratégia. "O investidor toma a decisão [de aplicar em ações] porque saiu na mídia que a Bolsa bateu recorde, ou porque subiu mais de 80% num ano", diz o consultor André Bona, da Valor Investimentos. Quase sempre, o cenário que favoreceu esse fato já mudou 05.out.200 - Alex Almeida/Folhapress
 

Entenda alguns termos curiosos do mercado financeiro

O mercado está andando de lado, os investidores estão realizando lucros com as blue chips, os "bulls" estão comprados e os "bear" estão vendidos. Entendeu? Confira o significado e a origem de alguns termos curiosos usados no mercado financeiro Arte/UOL
 

Uol


Nenhum comentário:

Postar um comentário

O blog Olhar de Coruja apoia AMIR SANTOS - No 5 - candidato a DIRETOR DE PLANEJAMENTO NA PREVI