11 julho, 2015

Resultados da negociação sobre a Cassi do dia 10 de julho


Foi realizada em 10 de julho nova reunião de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi entre o Banco do Brasil e as entidades representativas dos associados. O principal objetivo da reunião foi ouvir as respostas do BB a respeito dos questionamentos feitos pelas entidades na reunião de negociação realizada em 8 de junho, no Rio de Janeiro.

Em relação à possibilidade de melhorias no percentual de 0,99%, que seria acrescido à contribuição mensal do BB para os ativos, com a finalidade de constituir e manter a reserva necessária para arcar com a contribuição de 4,5% da folha de pagamento dos aposentados atuais e futuros, o Banco informou que pode, sim, refazer o cálculo. Entre as melhorias possíveis estão a utilização da Tábua de Mortalidade que é usada pela Previ – a AT-2000 suavizada –, assim como a utilização da mesma taxa de juros da Previ, que é de 5%. Com estas duas providências, o Banco afirma que a contribuição adicional de 0,99% para os ativos será elevada para um percentual maior, ainda não informado. O BB acrescentou que poderá ser incluída no acordo a ser firmado com os associados a previsão de se reavaliar periodicamente o percentual dessa contribuição, considerando-se eventuais mudanças nas premissas que embasaram a sua definição, como, por exemplo, Tábua de Mortalidade e taxa de juros.

Quanto à possibilidade de o BB investir recursos na implementação das medidas estruturantes, estimadas em 150 milhões de reais, o Banco informou que, se aprovada a proposta de retirar a obrigação da instituição financeira  constituir as provisões referentes as obrigações no pós laboral previstas pela Resolução CVM 695, é possível haver aporte extraordinário do BB para viabilizar a implementação das ações estruturantes, com um rígido controle, a ser definido em mesa de negociação, para garantir que os recursos sejam aplicados, de fato, nas ações estruturantes, e não no custeio normal da Caixa de Assistência.

Em relação a eventuais déficits futuros, relativamente à parte que competir aos associados, o BB concordou em apresentar proposta de utilização apenas da proporção de renda de cada associado, deixando de utilizar critérios como faixa etária, grupo familiar (dependentes) ou utilização no período do déficit. A proposta anterior do Banco, na visão dos negociadores dos associados, quebrava o princípio da solidariedade. Apenas a título de exemplo, o BB fez uma simulação, utilizando esse critério, sobre o déficit verificado em 2014, de R$ 177 milhões. Nesta simulação, o rateio do déficit apenas entre os associados corresponderia a uma contribuição extra de 0,88% do salário durante 12 meses.

Quanto à possibilidade de o BB participar do rateio de eventuais déficits futuros, a resposta foi que isso também é possível. Mas que é preciso estudar a melhor forma de se fazer isso, para não manter o Banco obrigado a fazer as provisões com as obrigações no pós laboral previstas pela CVM 695.

Os negociadores dos associados ficaram de discutir com suas bases as informações apresentadas, reiterando o posicionamento unânime de que é imprescindível a manutenção da responsabilidade do patrocinador Banco do Brasil com a garantia de cobertura para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas.

Nova reunião de negociação foi marcada para o dia 24 de julho.

AVALIAÇÃO DA FAABB

O BB insiste na sua tese inaceitável de livrar-se dos compromissos pós laborais.



É importante salientar que a  negociação foi aberta tão somente para discutir a maneira de resolver o déficit CASSI e eventuais aportes para a implantação da extensão, para o conjunto dos associados, do Modelo de Atenção Integral à Saúde, baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF).



Tais medidas estruturantes se implantadas objetivam prevenir déficits futuros.

COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA:  meus caros colegas, amigos e associados da CASSI, o BB já nos tirou muito, não permitamos que eles nos tire a nossa dignidade: VAMOS À LUTA!

3 comentários:

  1. O BANCO DO BRASIL participa da Gestão da CASSI, então é responsável direto pelos déficits da CASSI e quer tirar o corpo fora? Agora conte a do papagaio. Esse Neri é só um pau mandado desses PETRALHAS IMUNDOS que tomaram o Brasil de assalto.

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  2. E isso é porque quando assumimos no BB só poderíamos ser efetivados no quadro de funcionários se nos associássemos à CASSI. Ora, ora, ora... o BB se envolve em grandes escândalos políticos praticados por seus presidentes com desvios vultosas quantias, mas não quer cumprir suas obrigações... é ruim heim! Vamos cobrar!

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  3. Pós-laborais, a situação só vai mudar se houver pós-PT.

    Em que instância está tramitando tal proposta e quem tem alçada para muda a CVM 695?
    "se aprovada a proposta de retirar a obrigação da instituição financeira constituir as provisões referentes as obrigações no pós laboral previstas pela Resolução CVM 695"

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