25 outubro, 2015

CPI dos Fundos de Pensão quer informações da Operação Lava Jato

Presidente e relator da Comissão se encontram com juiz Sérgio Moro.
'Algumas informações se cruzam', diz o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR).


Bibiana Dionísio 


Juiz Sérgio Moro recebe representantes da CPI dos
Fundos de Pensão (Foto: Daiane Baú/ G1) 

Audiências de ações penais enovolvendo empreiteiras ocorrem na sede da Justiça Federal em Curitiba (Foto: Daiane Baú/ G1)Audiências de ações penais enovolvendo empreiteiras ocorrem na sede da Justiça Federal em Curitiba (Foto: Daiane Baú/ G1)
Juiz Sérgio Moro 



O presidente da CPI dos Fundos de Pensão (DEM-PB) e o relator Sérgio Souza (PMDB-PR) têm uma reunião com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato nesta segunda-feria (5).

De acordo com o Souza, nomes investigados na CPI também constam nos processos da Lava Jato e a intenção do encontro é verificar a possibilidade da Comissão ter acesso às informações da operação.

A CPI foi criada na Câmara para investigar eventuais prejuízos na administração dos fundos de previdência de estatais federais, como Postalis (Correios), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil).

“Algumas informações se cruzam, e nós vamos falar com o Sérgio Moro para ver o que pode ser disponibilizado ou se nós precisamos requerer, se ele terá condições de disponibilizar informações. Além do mais, nós queremos ouvir alguns dos investigados, como é o caso do Vaccari, do Youssef”, afirmou o deputado Sérgio Souza.

Ambos são réus em ações penais no âmbito da Lava Jato. O doleiro Alberto Youssef, considerado peça-chave no esquema de corrupção e desvio de dinheiro na Petrobras, tem um acordo de delação premiada junto ao Ministério Público Federal no qual ele se comprometeu a passar informações sobre as fraudes em troca de redução de pena, no caso de condenação.

A CPI dos Fundos de Pensão já ouviu réus da Lava Jato.

É o caso do ex-vice-presidente da Engevix Gerson Almada e o empresário Milton Pascowitch, apontado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos operadores de propina dentro da Petrobras.

O peemedebista disse que existe a intenção de ouvir apenas aqueles que querem colaborar. Isso, conforme dito pelo deputado, para se evitar gastos com deslocamento de um depoente que se cala diante da Comissão.

Cenas como esta foram comuns em convocações de investigados e réus da Lava Jato para depor na CPI da Petrobras.

“Nós não vamos ouvir quem não quer falar. Isso já está decidido. Mas havendo a possibilidade de colaboração, aí sim, a comissão pode se deslocar pra cá [Curitiba] ou pedir a liberação para que o indivíduo possa ir depor perante o Congresso Nacional”.

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