25 abril, 2017

Renan se une com sindicalistas contra reforma trabalhista

Eraldo Peres/Associated Press


O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)

"Único acerto do governo" e "líder de todos nós". Foi assim que dirigentes sindicais se dirigiram a Renan Calheiros (PMDB-AL) nesta terça-feira (25), durante reunião contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer

Sentado à cabeceira da mesa da sala que abriga a liderança do PMDB no Senado, Renan ouviu atentamente a sindicalistas e fez um discurso duro em que chamou a reforma trabalhista de "retrocesso" e disse que as mudanças vão piorar ainda mais a crise financeira que assola o país. 
"Estamos diante de uma coisa terrível e muito grave, uma revisão da reforma trabalhista como um todo e a revogação de cláusulas da Constituição. Uma coisa é atualizar, modificar e transformar, outra é desmontar", afirmou Renan sob aplausos de integrantes da Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), entre outras. 

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O ex-presidente do Senado tem se comportado como líder da oposição e feito críticas recorrentes às reformas propostas pelo governo Temer. 
Ao lado da senadora Katia Abreu (PMDB-TO), uma das poucas peemedebistas que endossam seu discurso na bancada, Renan se comprometeu a prolongar a discussão do da reforma trabalhista no Senado, ao contrário do que ele argumenta ter sido feito na Câmara.
Segundo Renan, o texto-base do relatório da reforma trabalhista, aprovado nesta terça (25) na comissão especial da Câmara que trata do tema, foi feita "da noite para o dia", de modo a tornar sua sanção "irreversível". 
"Já conversei com Eunicio [Oliveira, presidente do Senado] e, por mais acelerado que ele seja, não será acelerado ao ponto de impedir a interlocução com a sociedade, centrais sindicais e movimentos sociais", disse Renan. 
Uma das prioridades de Temer em 2017, a reforma trabalhista traz como algumas das principais modificações a prevalência do negociado entre patrões e empregados sobre a lei, a possibilidade de fracionamento das férias em três períodos, restrições a ações trabalhistas, regulamentação de contratos provisórios e fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. 
Líder da Força Sindical, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), que participou da reunião com Renan, disse que o peemedebista poderá ajudar no debate do Senado, para reverter pontos que ele vê como "destruição" da estrutura sindical e retirada de direitos dos trabalhadores. 
Em tom combativo, Renan disse que o caminho da "pejotização" é "sem sentido" e "burro" e que os sindicalistas poderão contar com ele nos discursos contra as mudanças. "Meu gabinete está aberto. Contem comigo", finalizou o peemedebista. 

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