08 dezembro, 2014

Governo ameaça cortar crédito para forçar acordo, dizem empreiteiras

Torniquete financeiro Executivos de empreiteiras dizem que a AGU (Advocacia-Geral da União) pressiona bancos públicos a cortarem financiamentos a grupos empresariais investigados na Operação Lava Jato, que apura indícios de desvios em obras da Petrobras. A ameaça de fechar a torneira do crédito seria, no entendimento das empresas, uma forma de convencê-las a aderir ao acordo de leniência que o governo começa a estruturar com a criação de um grupo de trabalho nesta semana.

Pra já Para as empreiteiras, a pressa em selar acordos é para evitar que outros presos na operação apontem relação entre os desvios de recursos na Petrobras e doações para as campanhas do PT.

Veja bem O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, confirma que o órgão e o Banco Central discutem com os bancos públicos limites de crédito às empresas, mas nega que haja pressão para acelerar acordos.


Seguro Adams diz que, ao emprestarem dinheiro para obras cujos contratos podem ser anulados, os bancos estariam sujeitos ferir regras de gestão financeira. Segundo ele, o governo quer selar os acordos para dar segurança jurídica a essas operações.

Casa de… Agentes da Lava Jato contam que os dirigentes de empreiteiras presos na operação sugeriram uma reforma na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

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… ferreiro Nas últimas semanas, eles tiveram que dividir celas e alguns dormiram em colchonetes no chão.

Pororoca 1 A PF encontrou no apartamento do presidente da OAS, Léo Pinheiro, um cartão com o telefone celular de João Vasconcelos, da construtora New Talent.

Pororoca 2 Trata-se do marido de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo e alvo da Operação Porto Seguro, em 2012.

Sem sabático Mesmo envolto na crise da Petrobras, o tesoureiro do PT, João Vaccari, continua sendo assediado por petistas interessados em zerar contas de campanha. Na última semana, foi procurado pelo diretório paulista, que tenta “federalizar” dívidas de Alexandre Padilha.

Governo novo O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, vai aproveitar o encontro de hoje das centrais com a presidente Dilma Rousseff para cobrar um cronograma para o cumprimento de promessas eleitorais.

Ideias novas Torres vai querer ouvir de Dilma a reiteração do compromisso de rever o fator previdenciário e a correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação.

Pode? Ministros do STF ficaram surpresos com a decisão do presidente Ricardo Lewandowski de redistribuir para Luiz Fux o pedido de liminar que permitiu a Luiz Zveiter disputar a reeleição para a presidência do Tribunal de Justiça do Rio. Fux foi colega de Zveiter no tribunal.

Alhos e bugalhos Para os magistrados, a decisão de Lewandowski, que tirou o mandado de segurança da ministra Cármen Lúcia e o passou a Fux alegando que ele já era o relator de reclamação referente à eleição no TJ-RS, não tem fundamento.

Colisão A Secretaria do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin disparou e-mail a deputados pedindo que não aprovem na Assembleia o texto da regulamentação paulista do Código Florestal, relatado pelo líder do governo, Barros Munhoz (PSDB).

Vitrine O PSDB na Câmara paulistana deve conduzir Andrea Matarazzo à liderança amanhã. O vereador é pré-candidato à Prefeitura.

TIROTEIO
“Não adianta os ministros tentarem varrer o escândalo para fora do Planalto porque ele está instalado no gabinete da presidente.”
DO DEPUTADO RODRIGO MAIA (DEM-RJ) sobre o resultado de pesquisa Datafolha que mostra que 68% responsabilizam Dilma pela crise na Petrobras.

CONTRAPONTO
Elixir da longevidade
Na semana em que o IBGE divulgou o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o governador paulista, Geraldo Alckmin lembrou, em discurso, um episódio com o bispo de Santo Amaro, dom Fernando Figueiredo.
Em sua festa de 75 anos, o religioso recebeu cumprimentos de Antonio Penteado Mendonça, presidente da Academia Paulista de Letras, da qual também faz parte:
–Dom Fernando, com sua saúde e lucidez irá chegar aos 100 anos…
Imediatamente foi interrompido pelo bispo:
–Por que 100? Por que limitar a misericórdia de Deus?


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