21 maio, 2016

Indefinição no BB pode influenciar eleição na Previ



A indefinição sobre quem vai ocupar a presidência do Banco do Brasil (BB) no governo do presidente interino Michel Temer joga incertezas sobre o processo sucessório na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do banco estatal. Com a transição no governo federal, surgiram dúvidas no mercado sobre quais serão os executivos que o BB vai indicar para a diretoria e o conselho deliberativo da fundação. Além das indicações do banco, os associados da Previ também estão elegendo representantes para o fundo de pensão. A posse de indicados e eleitos será em 1º de junho. A Previ tem um sistema de governança em que patrocinador e participantes elegem seus representantes de forma paritária.

Em 31 de maio, vencem os mandatos de dois diretores indicados pelo BB na Previ: Marcus Moreira, de investimentos, e Renato Proença, de participações. Em condições normais, a tendência seria de recondução dos executivos para mais um mandato de quatro anos. Mas na transição política atual, o cenário pode mudar. “Se mudarem a diretoria do
I, como a Vale, sofrendo variação negativa, e com o passivo do fundo sendo corrigido pelo aumento do INPC.

Esse cenário serve como pano de fundo para as eleições da Previ, que vão eleger representantes dos associados para a diretoria de seguridade da fundação e membros titulares e suplentes para duas vagas no conselho deliberativo, entre outros cargos. As eleições foram abertas em 13 de maio e vão até o dia 27. A posse de eleitos e indicados será no dia 1º de junho.

A Previ tem 202.520 participantes e é preciso quórum de 50% para que a eleição seja efetivada. Caso o número de participantes não seja atingido, serão convocadas novas eleições em 15 dias sem quórum mínimo. É possível votar pela internet ou pelo telefone, no caso dos aposentados, e pela intranet, se for funcionário ativo. As eleições dos representantes da Previ estão sendo marcadas por uma polarização semelhante à registrada no quadro político nacional. Cinco chapas de funcionários disputam as eleições, incluindo chapas de situação e de oposição, com representantes dos aposentados.

Este ano a eleição ganhou apelo nas redes sociais, com forte mobilização. Há quem entenda que esse movimento somado ao clima político possa levar a uma maior participação dos associados nas eleições. Mas o contencioso criado entre as diferentes chapas pode fragilizar a posição dos representantes eleitos na governança da Previ uma vez que essas vagas, na diretoria e no conselho, foram criadas para evitar eventuais abusos do BB. Há porém quem minimize essa posição: “Não necessariamente o eleito representa o interesse dos associados. Há quem trabalhe [entre os eleitos] por um projeto de poder, para beneficiar a si próprio ou a quem os apoia.” Entre as propostas das chapas, está a fixação de um “teto” de benefícios, que hoje não existe. A aposentadoria dos funcionários do BB é calculada com base em um percentual de 90% do salário dos últimos 36 meses. O receio é que o BB caminhe para equiparar os salários dos diretores aos de bancos comerciais (mais altos), o que poderia criar um desequilíbrio no Plano I.



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