01 maio, 2016

Centrais sindicais pró e contra Dilma vão às ruas no 1º de Maio


Marlene Bergamo - 1º.mai.2015/Folhapress
Ato do 1º de Maio de centrais sindicais, em 2015
Ato do 1º de Maio de centrais sindicais, em 2015

01/05/2016 02h00

 Às vésperas da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, as principais centrais sindicais do país vão medir forças e marcar lados antagônicos nos atos convocados por ocasião do Dia do Trabalho, neste domingo (1º).

De um lado, sindicatos e trabalhadores contra o impeachment da presidente esperam 100 mil pessoas no ato no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo.
Dilma e o ex-presidente Lula já confirmaram presença. Ele deve falar às 13h, e ela, às 14h, segundo a CUT (Central Única dos Trabalhadores), organizadora do evento. Outras lideranças petistas, como o prefeito Fernando Haddad, também foram convidadas. 

Dilma pediu aos subordinados, ao longo da semana, um "pacote de bondades" para anunciar no 1º de Maio. Entre elas, a presidente divulgará reajustes de 5% na tabela do Imposto de Renda na Fonte, que não foi corrigida neste ano, e aumento entre 6% e 9,5% na média nos benefícios do Bolsa Família

A petista tomou a decisão na sexta (29), mesmo frente a resistências da equipe econômica, que avaliava não haver margem para novos gastos. 

Diante da possibilidade de ser afastada, Dilma quer acenar às bases sociais e contrapôr o vice-presidente Michel Temer, que mira um pente-fino em programas sociais.

"Queremos atingir o maior número de pessoas possível para denunciar o golpe", afirma o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, que diz acreditar que a aglomeração pode influenciar o voto de senadores contra a admissibilidade da deposição. A votação deve ocorrer no dia 11 de maio.

O evento da CUT começa às 10h. À tarde, haverá shows de artistas que já se posicionaram anti-impeachment, como Beth Carvalho, Martinho da Vila e Chico César.

FORÇA SINDICAL

No lado oposto do espectro político, a Força Sindical organiza manifestações na zona norte de São Paulo, com presença confirmada de deputados federais que fizeram campanha pelo impeachment, como Carlos Sampaio (PSDB-SP), André Moura (PSC-SE), Major Olímpio (SD-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que em 2015 participaram das festas de 1º de Maio da Força Sindical, neste ano não devem comparecer.

"Em vez de chamar estrelas, preferimos dar preferência a nomes que brilharam na condução do processo de impeachment", justifica o presidente da central e deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, um dos principais articuladores do impeachment de Dilma na Câmara, e aliado de primeira hora de Eduardo Cunha.

Também foram convidados a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad –que não deve comparecer.

"Vai ser um contraponto com o 1º de Maio do PT. E é uma oportunidade para explicar um pouco para as pessoas que vão estar lá como foi o processo de impeachment e como vai ser o futuro, como a gente imagina que o governo Temer pode conduzir a economia", diz Paulinho.

O evento começa às 7h, com apresentação de cantores sertanejos. Os principais artistas, como Gusttavo Lima, Michel Teló, Paula Fernandes e Eduardo Costa, se apresentam após as 9h. O ato político está previsto para as 11h.

Já a avenida Paulista terá manifestação da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular). O protesto acontece a partir das 9h, no vão do Masp, e tem na pauta mobilizações tanto contra a presidente Dilma, quanto contra peemedebistas e tucanos. A central sindical se diz "independente dos patrões e do governo".

Na mesma avenida, haverá comemoração da UGT (União Geral dos Trabalhadores), com apresentação da escola de samba Nenê da Vila Matilde a partir das 10h. A via, como acontece sempre aos domingos, estará fechada para carros e livre para a circulação de pedestres.


Um comentário:

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