03 março, 2016

NEGOCIAÇÕES CASSI


 
A reunião da Mesa de Negociação da Cassi nesta quarta-feira dia 02/03 entre as entidades de representação dos funcionários e aposentados e o Banco do Brasil trouxe poucas novidades com relação às ações emergências de reforço de caixa e quanto ao andamento da implantação dos projetos estruturantes.

As entidades presentes cobraram informações quanto ao processo de contratação das empresas que irão dar início aos projetos de ações estruturantes e também das propostas que, na reunião de janeiro,  o BB declarou que apresentaria no âmbito da Cassi para solucionar temporariamente os problemas de caixa e fluxo financeiro. Esse reforço de caixa será fundamental para que  a negociação prossiga com o objetivo de se formatar uma solução global a ser discutida pelos associados antes de ser levada à consulta do Corpo Social.

O Banco informou que no que se refere às contratações das empresas, já foram feitas prospecção e apresentação de projetos e que já estaria em fase de pré-licitação para a contratação.

Tais projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pelas diretorias da Cassi e que miram o aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação, controle da gestão da rede de prestadores, acesso qualificado através do sistema integrado de saúde, gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais, aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi e novos planos.

Quanto às propostas emergenciais para reforço de caixa, o banco informou que elaborou estudos técnicos e está avaliando a possibilidade de fazer a antecipação da parte patronal do 13º salário de novembro. De acordo com os normativos, para que isso ocorra  é necessária a tramitação nas instâncias de governança do BB e da Cassi.

O banco também informou que outras propostas continuam sendo debatidas no âmbito da Cassi e que assim que aprovadas serão divulgadas às entidades e associados.

Os representantes dos funcionários e aposentados na mesa cobraram do banco que nenhuma proposta contenha corte de benefício ou direitos e também que não haja falta de dinheiro para pagamento aos prestadores e fornecedores. O banco afirmou que não fará proposta com corte de benefício e, mais uma vez garantiu que não terá falta de caixa na Cassi.

Face a expectativa favorável que o Banco despertou na reunião de janeiro, a FAABB considera frustrante o ritmo lento com que ele se debruçou nas alternativas que prometeu naquela oportunidade. Pela FAABB, deixei clara a enorme angústia causada pela indefinição do processo negocial.

Tal lentidão evidencia a pouca importância que os gestores do Banco dão às nossas angústias. Sabemos que o Banco do Brasil não adoece, não precisa de médicos, clínicas, hospitais,  programas de fornecimento de medicamentos, não precisa de atendimento a doenças crônicas, mas nós sim! Essas questões são prioritárias para nós. Reforcei que qualquer entrave em algum programa não traz economia à CASSI, ao contrário, pois o associado não assistido vê sua doença agravar.

Na segunda quinzena do mês de março será agendada uma nova reunião da mesa de negociação para que sejam apresentadas detalhadamente as medidas estruturantes implantadas e as soluções emergenciais de reforço de caixa.

Isa Musa




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