05 março, 2016

CPI dos Fundos de Pensão investiga suposto desvio em usina de Campos



Agentes da PF e deputados estiveram na Usina Canabrava.
Comissão investiga se repasse de R$ 700 milhões foi desviado.

Operação da Polícia Federal acontece na Usina Canabrava (Foto: Valéria Vieira/ Inter TV) 
Operação da Polícia Federal acontece na Usina Canabrava (Foto: Valéria Vieira/ Inter TV)

Agentes da Polícia Federal e integrantes da CPI dos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados estiveram na Usina Canabrava, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, durante a manhã desta sexta-feira (4) para fazer investigações. A usina, que fica localizada na RJ-224, está sendo investigada por um possível desvio de R$ 700 milhões. O G1 entrou em contato com a usina por telefone e email, ainda sem retorno.

A CPI chegou à usina Canabrava por volta das 11h junto com agentes da Polícia Federal. O grupo visitou vários setores e encontrou um cenário de abandono, mas de acordo com o presidente da CPI, Efraim Filho (DEM-PB), foram investidos cerca de R$ 700 milhões na usina, R$ 350 milhões só do Petros, que é o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, e o Postalis, plano de previdência dos funcinários dos Correios.

Segundo a comissão, a verba começou a ser captada em 2008 e até agora não foi explicado onde o dinheiro foi investido. Os parlamentares estiveram com o gerente administrativo da usina, Fernando Alfini, que mostrou documentos e afirmou ter, atualmente, cerca de R$ 6 milhões em dívidas trabalhistas.

A equipe também sobrevoou Usina Santa Cruz, em Campos. O empreendimento foi comprado, em 2011, com a verba dos Fundos de Pensão e até o momento não está funcionando. De acordo com o relator da CPI, Sérgio Souza (PMDB/PR), o objetivo é encerrar todo o trabalho de investigação até a segunda quinzena de abril.

A Polícia Federal e os integrantes da CPI ainda não divulgaram um balanço da operação.

A CPI investiga as operações de quatro fundos: Funcef (Caixa), Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil).

Em 2015, os fundos de pensão tiveram um prejuízo estimado em R$ 30 bilhões.

Segundo as investigações, as fraudes investigadas teriam ocorrido entre 2003 e 2015. A CPI foi criada em agosto de 2015 pelo deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara.


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