14 fevereiro, 2014

PREVI: INVESTIMENTOS NO EXTERIOR - BlackRock

Caros colegas, recebi da A F A B B - Tupã (SP) esta coletânea de matérias referente ao nosso Fundo de Pensão - PREVI. Fiquem atentos para mais este vilipêndio  que está se engendrando contra nós.


Após a notícia abaixo, há um comentário nosso sobre o tema, datado de outubo/2013. Na seqüência, outra notícia tratando do mesmo assunto.

Pedimos ler, e, em concordando, retransmitir para conhecimento dos nossos colegas de sua rede. Estamos preparando uma manifestação a ser encaminhada à PREVI, sobre o assunto. Os grifos em negrito e destaques em cores vermelho e amarelo, são nossos.

Entendemos ser muito forte a presença dos interesses internacionais instrumentados pela BBDTVM. É contraditório esse desvio de recursos bilionários dos Fundos de Pensão brasileiros para fundos de investimento no exterior, no momento em que o país reclama a necessidade vital de atrair capitais externos para fomento da nossa economia. No ano passado, divulgamos um comentário com o título "Fundos de Pensão, a bola da vez", no qual já denunciava esse interesse internacional estimulado pela vulnerabilidade dos marcos de proteção dos seus recursos.

 Fundos de pensão fazem primeiros aportes no exterior

 12/02/2014
VALOR ECONÔMICO -SP
Luciana Seabra | De São Paulo

Um ano depois de começar a debater formas de investir no exterior e quatro meses após a criação pela BB DTVM das primeiras carteiras com esse objetivo, três fundações fizeram seus primeiros aportes, ainda tímidos. PREVI e Fundação Itaipu (Fibra) investiram juntas R$ 41 milhões em um fundo da BB DTVM que aloca os recursos em uma carteira da BlackRock. 

 Para viabilizar o investimento, a BlackRock fez um aporte de US$ 50 milhões. A regulamentação brasileira determina que as fundações acessem os mercados externos por meio de um fundo local do qual não tenham mais de 25% do patrimônio.


Na falta de outros fundos de pensão dispostos a alocar, a BlackRock entrou com seed money  (figuradamente, dinheiro espiga, que serve de sementeira)

(Quanto a BlackRock encontramos em nossa pesquisa: BlackRock é a designação comercial da BlackRock Investment Management (UK) Limited , Administra mais de 3 trilhões de dólares em ativos. Conta com mais de 9.700 profissionais e 74 escritórios em 26 países do mundo. Deve se tratar um conglomerado inglês, pois UK pode significar United Kingdom)
 De menor porte, a Pouprev, patrocinada pela Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex), aportou R$ 1 milhão em outro fundo da BB DTVM, que aplica em uma carteira do J.P. Morgan. Para não ultrapassar os 25%, contou também com R$ 3 milhões de aporte da própria gestora do BB.

 A BB DTVM também criou em outubro de 2013 portfólios destinados à Franklin Templeton e à Schroders, como resultado de um debate com oito fundações interessadas em investir fora. Cada um deles roda até agora com R$ 3 milhões da BB DTVM. No caso da Schroders, há ainda R$ 10 milhões alocados pela própria gestora.

A PREVI fez o maior aporte na carteira da BlackRock, de R$ 30 milhões. O fundo de pensão de funcionários do BANCO DO BRASIL aprovou em dezembro a alocação fora de até 0,2% do patrimônio, hoje R$ 336 milhões. Temos apetite para mais investimentos, mas precisamos que outras fundações façam aportes , diz Renê Sanda, diretor de investimentos da PREVI.    (Para fazer um aporte de R$30 milhões, é porque havia recursos disponíveis e não revelados, e que poderiam ter um destino direto em benefício de seus participantes, ou então foi preciso desinvestir. Neste caso, retirou-se recursos de onde? Venda de ações na Bolsa ou quotas de participação da Litel, ou outros artifícios. Ou, provavelmente, o mais fácil, liquidou-se em termos desvantajosos, algum investimento em renda fixa) 

 A Fibra, que aportou R$ 11 milhões, pode alocar até 1% do patrimônio fora, cerca de R$ 25 milhões. O restante será investido em outro dos quatro fundos da BB DTVM, segundo Silvio Rangel, diretor-superintendente da fundação. Mais restritiva do que a legislação, a política de investimentos da Fibra limita a fatia do fundo de pensão na carteira local a 15%, para prevenir desenquadramentos.


 Adicionar mais recursos ao fundo brasileiro ainda não está nos planos, segundo Armando Senra, à frente da divisão latina e ibérica da BlackRock. Ele espera que o retorno da carteira e um trabalho educacional atraiam as fundações.


 Uma consulta informal feita pela PREVI indicou que, juntos, os fundos de pensão têm a alocação de R$ 1,2 bilhão no exterior aprovada por suas políticas de investimento.


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 Em outubro de 2013, divulgamos a notícia abaixo, que já tratava desses investimentos no exterior, com nosso comentário no final da mensagem.


INVESTIMENTO NO EXTERIOR: O RISCO JURÍDICO
 fonte: abrapp
26/09/2013

Pelas contas que é possível fazer, os dois grupos de entidades, um no Rio de Janeiro e São Paulo e o outro em Belo Horizonte, que estudam juntos o investimento no exterior, é possível estimar que somando tudo sejam alocados lá fora entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão ainda este ano. As instituições gestoras, sejam as já escolhidas e mesmo as que ainda buscam sê-lo, mostram ter pressa em criar fundos de investimentos no Brasil para esse fim. E tudo anda no ritmo esperado até porque ninguém coloca em dúvida que esse parece ser o caminho. No entanto, há advogados que recomendam uma especial cautela.
 Ninguém coloca em dúvida ser esse o caminho por muitos motivos, mas um é especial, a diversificação que é não colocar todos os ovos numa mesma cesta, no caso a economia brasileira, e ter multiplicadas várias vezes as opções de alocação em um mercado global com muito mais possibilidades de escolha, desde produtos até classes de ativos. Mas isso não dispensa a prudência quanto aos aspectos legais envolvidos.

Mais informes em www.abrapp.org.br
     
                                                       -o-o-o-o-o-o-o-  
     

  O Brasil agora virou uma cesta na qual "não devemos colocar todos os nossos ovos", como se o seu mercado brasileiro fosse samba de nota só. Se aqui, onde as leis são conhecidas e existe uma gama infindável de opções de aplicação, já se corre sérios riscos nas escolhas das aplicações, a afirmação de que em relação ao investimento no exterior "ninguém coloca em dúvida que esse parece ser o caminho", precisa ser melhor explicada, se é que pode ter alguma credibilidade para convencimento.


      Não é à toa que dizem ter pressa em criar fundos de investimentos no Brasil, para esse fim. Divisas aqui recolhidas para serem remetidas para o exterior através de fundos de investimentos planejadamente criados e a toque de caixa, pode ser uma armadilha, um sorvedouro de recursos que não voltam mais. Pode ser uma jaula de micos, e o PB1 não precisa ter ambições que levam a assumir riscos desnecessários com aplicações de risco em renda variável cujo limite está exaurido. É um plano fechado desde 1997, está em fase de liquidação com o aumento gradual da necessidade de locação de recursos para pagamento de suas obrigações, o que poderá ser suficientemente garantido com investimentos em renda fixa e imóveis.


      O que nos dá esta suspeita, são as afirmações de que "há advogados que recomendam uma especial cautela.",  e  "Mas isso não dispensa a prudência quanto aos aspectos legais envolvidos."  Não precisamos correr o risco de  trilhar por caminhos que “exigem especial cautela e prudência” com investimentos no exterior. Já nos bastam os riscos domésticos. 


     É possível imaginar o qüiproquó gerado por um calote de um desses fundos de investimentos com o embaraço das leis entre os países de origem e o de destino desses recursos aplicados no exterior através desses fundos.


    Além do risco de ”trilhar por caminhos que exigem especial cautela e prudência"” há um importante detalhe revelado por outra reportagem que reproduzimos em seguida, segundo o qual os investidores – no nosso caso, os Fundos de Previdência – não precisam saber qual o destino último dos seus recursos, isto é, em quais empresas produtivas seus recursos entregues serão investidos. E em momento algum dessas reportagens, toca-se no assunto da remuneração desses capitais.


Vejam abaixo:
Dúvidas regulatórias atrasaram aportes

12/02/2014
 VALOR ECONÔMICO -SP
Editoria: FINANÇAS
Luciana Seabra | De São Paulo

A incerteza sobre as regras para investir no exterior é um dos principais fatores para que os fundos de pensão, há um ano em debates sobre alocações fora do país, ainda não tenham feito aportes expressivos. Uma consulta feita pela PREVI à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), em janeiro, esclareceu algumas dessas questões e foi determinante para a primeira alocação do fundo de pensão dos funcionários do BANCO DO BRASIL no exterior, de R$ 30 milhões. Autorizada pelo regulador, a PREVI repassou a resposta à consulta para as outras fundações na última semana. (Quer dizer que precisou de uma autorização para divulgar. Sugere ser assunto tratado sob sigilo! Afinal, o que se tem a esconder?)

Um dos falsos entendimentos era que seria necessário informar ao regulador brasileiro os ativos finais em que o fundo estrangeiro aplica, segundo Renê Sanda, diretor de investimentos da PREVI. Em resposta à consulta, a Previc informou que não é preciso abrir a cota até o último nível se o valor investido na carteira for inferior a 3% do patrimônio do fundo de pensão.  (Quer dizer que o investidor, no caso os fundos de pensão, a nossa Previ em particular, não precisam saber em qual atividade produtiva serão empregados seus recursos entregues a um grupo financeirono exterior? Como fica então a tão orgulhosa propaganda em seu site, em que a PREVI diz ser  “Signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) desde 2006, a PREVI incluiu em suas Políticas de Investimentos os critérios de responsabilidade socioambiental (RSA), de maneira a disseminar esse tipo de prática, além de solidificar seu posicionamento em prol de investimentos que levem em consideração aspectos ambientais, econômicos e sociais. No ano de 2011, a PREVI recebeu o prêmio Ecosofia do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), na categoria Gestão, pelo processo de construção e implementação de sua Política de RSA)"
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Afinal, não precisamos correr riscos dessa natureza. Repetimos: o PB1 não precisa ter ambições que levam a assumir riscos desnecessários com aplicações de risco em renda variável, até porque o seu limite está exaurido. É um plano fechado desde 1997, está em fase de liquidação com o aumento gradual da necessidade de locação de recursos para pagamento de suas obrigações, o que poderá ser suficientemente garantido com investimentos bem planejados em renda fixa e imóveis.

ATENÇÃO COLEGAS. As eleições da PREVI, estão programadas para este ano.  É bem verdade que os nossos eleitos têm poder muito relativo dentro desse sistema de governança perverso e fascista que domina a PREVI, mas podem reagir de alguma forma, tendo coragem de revelar e tornar público e transparente tudo o que acontece às portas fechadas e que representem conspiração contra os aposentados e ativos do PB1, aceitando o risco de se enquadrarem em algum espúrio código de ética.

Prestemos atenção ao histórico dos candidatos. Não basta ser competente. Colega, acione o seu "feeling" e sinta a autenticidade das boas intenções declaradas pelos candidatos, além da indispenável competência.  Excluir, de início, candidatos ligados a interesses políticos, partidários e sindicatos. Estamos cansados de sofrer estelionatos eleitorais.

Saudações

3 comentários:

  1. Será que não terá maracutaia nas urnas? Fiquem atentos, se for possível.

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  2. Anônimo disse...
    LEIA ABAIXO:
    >
    > À
    >
    > Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil
    >
    >
    >
    > Sr. Presidente,
    >
    > Face a noticia veiculada nos principais jornais do país, principalmente na Folha de São Paulo, edição de 14/02/2014,
    >
    > PREVI - PARCEIRA DOS SONHOS DE JOESLEY
    >
    > essa FAABB reitera seu convencimento de que a PREVI deve esquivar-se de investimentos de retorno duvidoso, de riscos desnecessários a um Plano, como o nosso, o Plano 1, fechado em 1997 e em processo de extinção. Nosso Plano 1, maduro e, portanto, em fase de crescimento de volume de pagamentos, necessita de maior liquidez para garantir o pagamento do benefício. É fundamental que a PREVI reduza as participações acionárias e outros investimentos em renda variável e, por outro lado, aumente os investimentos imobiliários, estruturados e em renda fixa, para a maior diversificação do portfólio e liquidez. Nosso Plano neste ano deu duro golpe em seus aposentados e pensionistas, pois face o resultado em 2013, a Diretoria determinou a extinção do Benefício Especial Temporário e a volta das contribuições. De sorte que, se não há recursos para manter benefícios especiais, é inaceitável que existam recursos para investimentos dessa espécie.
    >
    > Mais surpreendente ainda é a notícia de que “Mantega e Dida querem a PREVI na ELDORADOâ€.
    >
    > Repudiamos veementemente a interferência do Ministro da Fazenda e do Presidente do Banco do Brasil nos negócios da PREVI e responsabilizaremos diretamente a Diretoria da PREVI caso cedam a tais apelos oportunistas.
    >
    > ATT
    >
    > Isa Musa de Noronha
    >
    > Presidente

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  3. Parabéns à D. Isa Musa, sempre vigilante contra as possíveis ações delituosas da PREVI/CASSI/BB/Governo.

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O blog Olhar de Coruja apoia AMIR SANTOS - No 5 - candidato a DIRETOR DE PLANEJAMENTO NA PREVI