16 fevereiro, 2014

E O QUE PENSO DE SEU ESCÁRNIO por Isa Musa de Noronha

Diante da repulsa que a mensagem do tal Sasseron gerou,  vou fazer esta postagem de trás para a frente:

A mensagem do ex-diretor da Previ, Sasseron, é no mínimo cínica, para não dizer indecente, imoral. Sasseron, às vésperas de nova eleição da PREVI tenta ressurgir dos mortos para defender a mesma burocracia sindical parasitária que fez dele e seus asseclas serem guindados a conselheiros e diretores da Previ ao longo dos anos, exatamente desde 1997, quando a troco de direitos que a lei já concedia, mas a Previ se escusava a implementar, os trocaram - esses direitos - pelo perdão de uma dívida do Banco para com a Previ de mais de 5 bilhões de reais.



Sasseron convenientemente oculta que esse “interventor” de 2002, de ordem de Fernando Henrique Cardoso que ele e sua CONTRAF CUT tanto esculhambaram, tão logo Lula foi eleito, foi guindado à Casa Civil, mais tarde substituindo até o próprio Ministro da Casa Civil, trata-se de Carlos Eduardo Esteves de Lima. Ao que se vê, esse interventor, Carlos Eduardo, serviu muito bem aos interesses de ambos os Governos, tanto o de FHC quanto ao de Lula.



Depois, Sasseron se arvora na defesa de que mesmo sem existir qualquer norma legal, o BB se apropriou em 2007 “só” de 30% das reservas a troco de alguns benefícos que sequer contemplaram a todos participantes e assistidos.



Veio o acordo de 2010, já sob o tacão da Resolução CGPC 26, esta sim! Verdadeira "pérola" engendrada dentro do Conselho formado em maioria por homens do Governo Lula, assinada pelo então Ministro petista José Barroso Pimentel onde ai sim: Governo e Patrocinadores fazem barba, cabelo e bigode: determinam por decreto que, havendo superávit, patrocinadores ficam com a metade e participantes e assistidos ainda têm de se sujeitar aos caprichos do Banco para definir o que fazer com a outra metade, “a nossa metade”. Ou seja, sem discussão, sem choro e nem vela, de imediato o BB tem a metade e ainda decide como e quando nós teremos algum quinhão com o que sobrou.



Sasseron, hoje afastado dos quadros da Previ, aposentado “sem teto”, já que se beneficia da má vontade dos dirigentes do banco e previ para cumprir as determinações da Previc quanto ao estabelecimento do teto de benefícios Previ, ressurge das trevas, qual cadáver insepulto, a espalhar a pestilência de suas análises sempre a favor do patrão.



Vá de retro Satanás!

Isa Musa




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A mensagem do ex-diretor da Previ, Sasseron, não é só cínica e imoral. É também tendenciosa, ou seja, com intenção de conspurcar. Sasseron, às vésperas de nova eleição da PREVI tenta ressurgir dos mortos de modo deprimente, infame, vergonhoso e desprezível.  

Isto sim, é o tipo de mensagem que não devia ser publicada, mas enfim, não podemos matar o mensageiro. Se ainda acharem que devem ler este escárnio, ei-lo:

"Mudanças na Previ. Quando negociadas, melhoraram a vida do associado. Quando impostas, beneficiaram só o Banco do Brasil

O tempo é o senhor da razão. Analisando mudanças importantes na Previ, o tempo dá razão a quem aposta, como eu, nas soluções negociadas. Vejamos.
Em 1967 e 1980 governos impuseram duas grandes mudanças à Previ, que reduziram as despesas do banco e aumentaram as dos associados.

Até 1967 o BB era o único responsável pela complementação de aposentadoria dos funcionários. Ninguém contribuía para a Previ. Naquele ano o banco impôs a criação do Plano 1. Funcionários da ativa começaram a contribuir com percentuais de 1% a 8% sobre o salário e os aposentados, com 8% sobre o complemento de aposentadoria. Quem não aderiu ao Plano 1 se aposentou só pelo INSS. O banco reduziu seus compromissos com as aposentadorias e dividiu a conta com os funcionários. Reinava a paz dos cemitérios: os sindicatos sofriam intervenção e eram dominados por pelegos.

Em 1980 o BB mandou aumentar as contribuições dos associados, em cascata: 3% sobre a faixa salarial de até ½ teto da previdência oficial, 5% para a faixa entre ½ e 1 teto da previdência e 13% para a faixa restante. Sem negociar com ninguém, o banco aumentou as despesas dos associados e ainda criou a idade mínima de 55 anos para a aposentadoria.
Naquele tempo o banco pagava o dobro das contribuições dos associados.

Em 1997, conseguimos negociar com o Governo FHC a primeira grande mudança na Previ, aprovada em plebiscito nacional. O superávit existente, de R$ 11 bilhões, foi dividido. Metade do superávit foi utilizada para melhorar benefícios dos associados. A outra metade foi utilizada para cobrir parte dos compromissos do banco com o Grupo 67, composto pelos associados que já estavam no banco antes daquela data. Para quem contesta a qualidade daquele acordo, aí vai uma informação preciosa. Dos associados que ajuizaram ações contra a Previ, pleiteando calcular os benefícios pelas regras dos estatutos anteriores a 1997, e ganharam, em quase 100% dos casos o benefício calculado pelo regulamento de 1997 é maior que o calculado pelos estatutos anteriores.

Em 2000 e 2002 o Governo FHC fez duas intervenções autoritárias na Previ. Na primeira, reduziu as contribuições do BB pela metade, utilizando recursos do superávit, e mandou repassar ao banco 90% do superávit excedente. Os sindicatos impediram o repasse na Justiça. Em 2002, o interventor nomeado pelo Governo destituiu todos os dirigentes da Previ, acabou com o direito dos associados votarem em alterações estatutárias e de regulamento, implantou o voto de minerva e o utilizou para mandar a Previ recolher R$ 1,7 bilhão (valor da época) em Imposto de Renda. Nos dois episódios, o beneficiado foi só o banco. Ou só o governo.

A partir daí prevaleceram as negociações.

Em 2006, diretores eleitos, sindicatos e entidades negociaram a redução da Parcela Previ e o aumento do benefício mínimo. 2/3 do superávit foram utilizados para melhorar benefícios e 1/3 foi contabilizado para pagar os passivos do banco com o Plano 1. As contribuições foram reduzidas em 40%, beneficiando ambos os lados.

Nova negociação em 2007, para aumentar o teto de benefícios para 90% dos salários, rever a proporcionalidade da Parcela Previ, suspender as contribuições, rever a tábua de expectativa de vida e reduzir a taxa de juros atuariais. 70% do superávit utilizada a favor dos associados e 30% a favor do banco, que foi contemplado com a suspensão de contribuições e a cobertura do impacto da redução da taxa de juros e aumento da expectativa de vida no Grupo 67.

Em 2010, em nova negociação criamos o BET e se mantiveram as contribuições suspensas. Metade do superávit foi usada para bancar estes pagamentos aos associados. A outra metade, contabilizada a favor do banco. Importante: os recursos destinados ao banco no acordo de 2010 continuam na Previ, contabilizados a seu favor. Os aposentados receberam seus recursos.

Infelizmente, o pagamento do BET teve de ser suspenso. A legislação determina manter uma reserva de contingência de 25% da reserva matemática. Se este percentual não for atingido, a distribuição de superávit deve ser interrompida e por isso o BET foi suspenso. Mas o Plano 1 continua superavitário em 23% da reserva matemática.

Fica evidente: negociações trouxeram benefícios aos associados. Ditaduras e intervenções só favoreceram ao banco e ao governo. Há quem critique as soluções negociadas, mas as mudanças impostas de maneira autoritária só nos trouxeram prejuízos.

Criticam as soluções negociadas porque, nelas, o banco utilizou parte do superávit. A lei determina: alterações estatutárias e regulamentares devem ser aprovadas pelo patrocinador, no caso o BB, empresa pública que custeia metade de nossas aposentadorias. Pergunto: se dependemos da anuência do BB para aprovar nossas reivindicações, alguém acredita que ele as aceitaria sem de alguma forma reduzir seus compromissos com o Plano 1 da Previ?

É melhor negociar resultados concretos para todos. Acreditar inutilmente que o banco acatará todas as nossas demandas sem querer nada em troca ou acreditar que intervenções externas vão melhorar a vida dos associados é coisa que só acontece nos sonhos das noites de verão.

José Ricardo Sasseron, ex-diretor de Seguridade da Previ, eleito pelos associados.

4 comentários:

  1. Roberto Abdian escreveu:
    É CÍNICO, INDECENTE E IMORAL, E MENOSPREZA A INTELIGÊNCIA DOS OUTROS.
    O SASSERON ESTÁ DIZENDO QUE O LADRÃO QUE TE ROUBA TEM DIREITO DE FAZER ISTO, E QUE VOCÊ DEVE NEGOCIAR COM O LADRÃO PARA QUE NÃO LEVE TUDO E TE DEIXE ALGUMA COISA.

    Roberto Abdian

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  2. D. Leopoldina,
    O seu blog é democrático e muito importante para todos nós, mas por favor, não faça deste precioso espaço um penico. Delete o nome e tudo que escreveu aquela criatura que nos humilhou e nos chamou de trambiqueiros.
    Obrigado.

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    1. Meu ilustríssimo anônimo,

      Com todo o respeito que eu tenho pelo anonimato das pessoas que zelam por "este precioso espaço" que é o blog Olhar de Coruja, entretanto, NÃO posso DELETAR uma postagem de Isa Musa de Noronha.

      Ademais, aquele que nos chamou de trambiqueiros deve ser exposto à execração pública MESMO!!!

      Leopoldina Corrêa

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  3. Sasseron é nada mais nada menos do que a situação já querendo iludir o eleitorado.
    Os desavisados que tomem cuidado para não cair novamente em erro.

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