05 março, 2016

CPI dos Fundos de Pensão investiga suposto desvio em usina de Campos



Agentes da PF e deputados estiveram na Usina Canabrava.
Comissão investiga se repasse de R$ 700 milhões foi desviado.

Operação da Polícia Federal acontece na Usina Canabrava (Foto: Valéria Vieira/ Inter TV) 
Operação da Polícia Federal acontece na Usina Canabrava (Foto: Valéria Vieira/ Inter TV)

Agentes da Polícia Federal e integrantes da CPI dos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados estiveram na Usina Canabrava, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, durante a manhã desta sexta-feira (4) para fazer investigações. A usina, que fica localizada na RJ-224, está sendo investigada por um possível desvio de R$ 700 milhões. O G1 entrou em contato com a usina por telefone e email, ainda sem retorno.

A CPI chegou à usina Canabrava por volta das 11h junto com agentes da Polícia Federal. O grupo visitou vários setores e encontrou um cenário de abandono, mas de acordo com o presidente da CPI, Efraim Filho (DEM-PB), foram investidos cerca de R$ 700 milhões na usina, R$ 350 milhões só do Petros, que é o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, e o Postalis, plano de previdência dos funcinários dos Correios.

Segundo a comissão, a verba começou a ser captada em 2008 e até agora não foi explicado onde o dinheiro foi investido. Os parlamentares estiveram com o gerente administrativo da usina, Fernando Alfini, que mostrou documentos e afirmou ter, atualmente, cerca de R$ 6 milhões em dívidas trabalhistas.

A equipe também sobrevoou Usina Santa Cruz, em Campos. O empreendimento foi comprado, em 2011, com a verba dos Fundos de Pensão e até o momento não está funcionando. De acordo com o relator da CPI, Sérgio Souza (PMDB/PR), o objetivo é encerrar todo o trabalho de investigação até a segunda quinzena de abril.

A Polícia Federal e os integrantes da CPI ainda não divulgaram um balanço da operação.

A CPI investiga as operações de quatro fundos: Funcef (Caixa), Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil).

Em 2015, os fundos de pensão tiveram um prejuízo estimado em R$ 30 bilhões.

Segundo as investigações, as fraudes investigadas teriam ocorrido entre 2003 e 2015. A CPI foi criada em agosto de 2015 pelo deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara.


03 março, 2016

“Delcídio Conta Tudo’, assim diz capa da revista com suposta delação de petista

Até o 'mensalão' foi citada em suposta delação
 


Saiu a pouco a capa da revista IstoÉ desta semana. Nela, o periódico informa que o senador Delcídio do Amaral (PT) fez delação premiada sobre os desvios de recursos na Petrobras, implicando diretamente o ex-presidente Lula (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT). A assessoria do sul-mato-grossense afirmou que uma nota negando a revista será divulgada nas próximas horas.
 De acordo com a revista, que teria tido acesso ao depoimento que  Delcídio deu à Polícia Federal, durante o tempo em que esteve preso em Brasília, Dilma interferiu nas investigações da Lava Jato, indicando ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que poderiam absolver políticos e empresários envolvidos no escândalo do ‘Petrolão’.

O ex-presidente Lula, teria contado o senador, foi o mandante dos pagamentos de ‘mesada’ à família do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para que ele não fizesse sua delação premiada. Os valores prometidos por Delcídio, a mando do presidente de honra do PT, seriam de R$ 50 mil mensais, valor que seria conseguido pelo banqueiro André Esteves.

Segundo a reportagem do periódico, Dilma, que sabia de toda a negociação da compra da refinaria de Pasadena, atuou, juntamente com agora ex-ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, para que réus na operação Lava Jato fossem soltos.

A delação de Delcídio seria ainda apenas um documento preliminar de colaboração, no qual o petista apenas citou nomes e casos em que pretenderia ‘entregar’ esquemas após a homologação da delação pela Justiça. O depoimento, diz a revista, teria 400 já 400 páginas.

Além de implicar os principais nomes do PT diretamente no esquema de desvio da Petrobras, a delação de Delcídio ainda envolveria casos de corrupção já julgados pelo Supremo, como o ‘mensalão’.

Segunda a revista, Delcídio contou aos agentes federais que Lula teria comprado o silêncio do publicitário apontado como operador do ‘mensalão’, Marco Valério.

 Outro ponto levantado na reportagem diz respeito a pagamentos de dívidas de campanha de Dilma nas eleições de 2014. A OAS, uma das empresas investigadas na Lava Jato, pagou ilegalmente gastos da petista no pleito em que ela venceu o senador tucano Aécio Neves.

Revista

A publicação da capa da edição desta semana da IstoÉ nas redes sociais veio acompanhada de uma enxurrada de críticas dos internautas, já que a página do periódico está indisponível desde a divulgação da imagem. 

ISTO É



NEGOCIAÇÕES CASSI


 
A reunião da Mesa de Negociação da Cassi nesta quarta-feira dia 02/03 entre as entidades de representação dos funcionários e aposentados e o Banco do Brasil trouxe poucas novidades com relação às ações emergências de reforço de caixa e quanto ao andamento da implantação dos projetos estruturantes.

As entidades presentes cobraram informações quanto ao processo de contratação das empresas que irão dar início aos projetos de ações estruturantes e também das propostas que, na reunião de janeiro,  o BB declarou que apresentaria no âmbito da Cassi para solucionar temporariamente os problemas de caixa e fluxo financeiro. Esse reforço de caixa será fundamental para que  a negociação prossiga com o objetivo de se formatar uma solução global a ser discutida pelos associados antes de ser levada à consulta do Corpo Social.

O Banco informou que no que se refere às contratações das empresas, já foram feitas prospecção e apresentação de projetos e que já estaria em fase de pré-licitação para a contratação.

Tais projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pelas diretorias da Cassi e que miram o aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação, controle da gestão da rede de prestadores, acesso qualificado através do sistema integrado de saúde, gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais, aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi e novos planos.

Quanto às propostas emergenciais para reforço de caixa, o banco informou que elaborou estudos técnicos e está avaliando a possibilidade de fazer a antecipação da parte patronal do 13º salário de novembro. De acordo com os normativos, para que isso ocorra  é necessária a tramitação nas instâncias de governança do BB e da Cassi.

O banco também informou que outras propostas continuam sendo debatidas no âmbito da Cassi e que assim que aprovadas serão divulgadas às entidades e associados.

Os representantes dos funcionários e aposentados na mesa cobraram do banco que nenhuma proposta contenha corte de benefício ou direitos e também que não haja falta de dinheiro para pagamento aos prestadores e fornecedores. O banco afirmou que não fará proposta com corte de benefício e, mais uma vez garantiu que não terá falta de caixa na Cassi.

Face a expectativa favorável que o Banco despertou na reunião de janeiro, a FAABB considera frustrante o ritmo lento com que ele se debruçou nas alternativas que prometeu naquela oportunidade. Pela FAABB, deixei clara a enorme angústia causada pela indefinição do processo negocial.

Tal lentidão evidencia a pouca importância que os gestores do Banco dão às nossas angústias. Sabemos que o Banco do Brasil não adoece, não precisa de médicos, clínicas, hospitais,  programas de fornecimento de medicamentos, não precisa de atendimento a doenças crônicas, mas nós sim! Essas questões são prioritárias para nós. Reforcei que qualquer entrave em algum programa não traz economia à CASSI, ao contrário, pois o associado não assistido vê sua doença agravar.

Na segunda quinzena do mês de março será agendada uma nova reunião da mesa de negociação para que sejam apresentadas detalhadamente as medidas estruturantes implantadas e as soluções emergenciais de reforço de caixa.

Isa Musa




01 março, 2016

Aposentados pedem que governo não faça reforma na Previdência

Da Redação | 22/02/2016, 14h35 - 


Paim afirmou que, caso a reforma seja enviada o Congresso nos moldes em que está sendo anunciada, ele irá aos 27 estados para debater o assunto. Ele acrescentou que deputado e senador que votarem nessa reforma, "se depender do povo, não se elegem mais para nada".

Paim fez ainda um discurso em nome do presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em que este apontou a necessidade de recompensar os aposentados com uma política pública de efetiva proteção social como está na Constituição.

— O projeto que nós já aprovamos aqui no Senado e está na Câmara diz, sim, que o aposentado tem que voltar a receber o número de salários mínimos que ele recebia na época em que se aposentou — disse o senador.

Segundo Paim, que se posicionou radicalmente contrário à proposta do governo de reformar a Previdência, os problemas do sistema previdenciário brasileiro são as sonegações, "a roubalheira” e a inadimplência.

— A quem interessa a mentira, e eu desafio qualquer um a fazer esse debate comigo, do rombo das contas da seguridade? — protestou o senador.

Para Paim e para os aposentados que estiveram presentes na audiência, essa reforma interessa aos bancos, que querem privatizar todo o sistema de previdência. As senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também participaram da sessão e se posicionaram contra a reforma previdenciária.

- Não é com aumento de impostos que nós vamos resolver os problemas nacionais e nem tampouco penalizando ainda mais esta classe que está aqui. Não é penalizando e, sobretudo, tirando direito adquirido, que nós vamos resolver os problemas do país – afirmou Ana Amélia.

— Se nós lutamos para que o aposentado tenha hoje o nível de reajuste salarial igual ao nível que tem o salário mínimo, lá, do outro lado, tem gente querendo fazer uma reforma previdenciária para tirar ainda mais direitos dos aposentados e, principalmente, das mulheres. Nós não vamos permitir — disse Vanessa.

A sessão de homenagem ao Dia do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro, foi aproveitada pelos representantes dos aposentados também para defender a aprovação de propostas que tramitam na Câmara. Entre elas, está o Projeto de Lei (PL) 4434/2008, que dispõe sobre o reajuste dos benefícios mantidos pelo Regime Geral de Previdência Social, e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/2006, que revoga dispositivo da Emenda 41, promulgada em 2003, acabando com a contribuição de inativos.

Paim fez um apelo à presidente Dilma Rousseff para que reveja a decisão de enviar ao Congresso a proposta de reforma da Previdência, prevista para abril ou maio.

— Então, presidenta, fica aqui o apelo desta plenária do Senado da República: revise a sua posição, não mande esse projeto de reforma da Previdência. Porque todo mundo sabe que, quando se fala em reforma, é retirada de direitos — disse Paim.

29 fevereiro, 2016

Conheça as chapas inscritas nas Eleições PREVI 2016

 
29/02/2016

Cinco chapas tiveram seus requerimentos de inscrição recebidos.

A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições regulamentares, divulga a composição das 05 (cinco) chapas que tiveram seus requerimentos de inscrição recebidos. As chapas precisam ser homologadas até 7 de abril.
Confira as chapas inscritas nas Eleições PREVI 2016:


 O
 
 declara o seu apoio à chapa PREVI E INDEPENDENTE:

Nome da Chapa: PREVI PLURAL E INDEPENDENTE

Conselho Deliberativo 
Titular: Humberto Fernandes de Oliveira Suplente: Gilberto Antonio Vieira
Titular: Maria das Graças Conceição Machado Costa Suplente: Lissane Pereira Holanda

Conselho Fiscal
Titular: Luciano Silva Reis
Suplente: Diórgenes Sebastião Rosy


Diretor de Seguridade
William José Alves Bento

Conselho Consultivo do Plano de Benefícios 1
Titular: José Rodrigues Pereira Suplente: Irmar de Castro Fonseca

Conselho Consultivo do Plano de Benefícios PREVI Futuro
Titular: Vera Neves Mafra
Suplente: Adriana Lagares de Souza Cortes 


 




CHAPA DOS VALMISTAS PARA AS ELEIÇÕES PREVI 2016


Diretor: William Bento
 

CD Titulares :
Humberto Fernandes Oliveira 

(GEPES Campinas-SP) e 
Graça Machado
 

CD Suplentes:
Gilberto Vieira e Lissane Holanda
 

CF Titular: Luciano Reis (aposentado BA/SE)
 

CF Suplente: Diorgenes Rosy (COGER DF)
 

CC Plano 1 Titular:
José Rodrigues Pereira (VP Afabb RS)
 

CC Plano 1 Suplente:
Irmar Fonseca
 

CC Plano PF Titular:
Verinha Mafra (DITEC DF )
 

CC Plano PF Suplente:
Adriana Lagares (CESUP BH)


Previ fecha 2015 com déficit atuarial de R$ 16 bi

"Nunca na história deste país"  uma ilusão custou tão caro para os aposentados associados de Fundos de Pensão. Literalmente passaram suas mãos sujas nos nossos Fundos, passaram-nos a perna  e ainda posam de ofendidos quando os denunciamos. 

Arrependidos pelos danos causados a uma classe tão indefesa? É ruim. Talvez estejam arrependidos por não terem liquidado-nos de  vez. Mas estamos juntos. Estamos unidos!!!
 

 A combinação de inflação elevada com uma queda expressiva no valor dos ativos de renda variável levou a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a fechar 2015 com déficit atuarial de R$ 16,56 bilhões, conforme dados preliminares que constam do balanço do banco. Os números oficiais devem ser divulgados pela entidade de previdência em março, após aprovação dos dados por seus órgãos de governança. 

Ao fim de 2014, a Previ ostentava um superávit de R$ 12,37 bilhões, já bastante inferior ao número do fim de 2013, que havia ficado em R$ 24,59 bilhões. 

A inversão de superávit para déficit entre 2014 e 2015 se deve ao fato de o valor dos ativos ter diminuído de R$ 134,45 bilhões para R$ 119,3 bilhões entre um ano e outro, enquanto o valor presente dos compromissos com as aposentadorias aumentou de R$ 122,07 bilhões para R$ 135,86 bilhões em igual período. 

Esses dados acima constam de notas explicativas do balanço do banco e se referem a déficits e superávits apurados segundo os critérios da própria Previ, embora a entidade não confirme os números de 2015. 

Para registrar os ativos e passivos atuariais a que está sujeito por ser patrocinador dos planos de aposentadoria, o BB precisa adaptar uma série de premissas e critérios, conforme determinam as normas contábeis a que está sujeito. E a instituição financeira apresenta as duas apurações em notas explicativas. 

Entre as diferenças estão os critérios de avaliação da participação que a Previ tem na Vale e na Neoenergia - a entidade de previdência usa o valor econômico apurado por laudo e o banco o valor de mercado - e também a taxa de desconto usada para trazer o passivo atuarial a valor presente, sendo que quanto maior ela for, menor o passivo. A Previ usa a taxa real de 5%, conforme determina o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e o BB adotou taxa de 7,35%, de acordo com a realidade atual no mercado de títulos públicos. 

Feitos os ajustes, aos olhos do banco o déficit fica muito menor, de R$ 2,95 bilhões, sendo que a parte que lhe cabe é de 50% do total. No balanço do BB, portanto, o ativo atuarial de R$ 6,13 bilhões referente ao Plano 1 existente em dezembro de 2014 virou um passivo de R$ 1,47 bilhão no fim do ano passado. 

Conforme as regras contábeis atuais, essa variação total negativa de R$ 7,6 bilhões é registrada diretamente no patrimônio líquido do BB, sem transitar pela conta de resultados.
O déficit da Previ foi abordado por analistas na teleconferência de resultados do BB na manhã de sexta-feira. "Não vemos nenhuma mudança em termos da nossa contribuição para Previ no curto prazo. Essa foi a primeira vez que mudamos de superávit para déficit naquele plano em particular. Há muito espaço para a Previ gerenciar isso", disse Bernardo Rothe, gerente geral de relações com investidores do BB, ao ser questionado sobre o assunto. "As posições de ativos e passivos da Previ vão mudar com o tempo, dado vários impactos de mercado. Até agora, eles foram negativos, mas podem ser positivos dependendo de como eles gerenciarem o portfólio."
 
 
 

28 fevereiro, 2016

Eleições CASSI E PREVI 2016: "quem cala consente"

Não tenho o menor prazer em ser porta-voz de notícias ruins, adoraria divulgar boas-novas, entretanto, fazer o quê se as informações que eu tenho para compartilhar são lesivas?

Aprendi com meu pai que quem cala consente. Portanto, não calo e nem consinto que me façam de idiota. Acordei e quero acordar meus iguais. Não dá mais para confiar na fama de santo que só propalam, mas milagre que é bom, nada.  

Muita atenção, um bem-te-vi me confirmou que, causada pelos excessos da má gestão dos petistas, é grave a situação financeira da ANABB.

Infelizmente, o cenário é sombrio, mas eu ainda tenho mais e más notícias que vão surpreender o nosso quadro de associados, não só da ANABB, mas da CASSI, nessas eleições 2016, o que é uma lástima. Aguardem.

Tenho visto muitas manifestações de desfiliação em massa contra a ANABB, mas sou contra. A ANABB é um patrimônio nosso e como tal deve ser cuidado e não abandonado. O que devemos fazer é cuidar e denunciar os desmando a fim de coibir os abusos. Precisamos botar a boca no trombone para desblindar os “santos” do pau-ôco que lá já firmaram morada.

Estou voltando ao assunto e voltarei quantas vezes se fizerem necessárias porque mais de uma das minhas fontes garantiu que, em reação as minhas críticas e para nos confundir, alguns dirigentes da ANABB resolveram inscrever uma chapa para as Eleições PREVI 2016. Não adianta. Não convence. A posição da ANABB já foi tomada através da matéria:  Eleições Cassi e Previ 2016: veja como será a participação da ANABB

São Branisso que me perdoe, não é porque tenha ele profissionalizado-se um dirigente ANABB, com quase 30 (trinta) anos de “profissão”, e São Douglas 23 (vinte e três) também como um dirigente ANABB que eles possam dar-se o direito de sentirem-se donos da nossa associação a ponto de decidirem por ela sem nos oferecer a menor opção, sem sequer, respeitar que somos nós quem pagamos os seus belos salários de “dirigentes ANABB profissionalizados”.

Segundo minhas fontes a chapa receberá o nome de ANABB Independente ou equivalente, o que não seria nem criativo e nem ético, uma vez que a própria ANABB se eximiu de inscrever uma chapa única para não ter que enfrentar as possíveis concorrentes governistas.


 

PROJETOS DE LEI QUE ALTERAM A LC 108/2001

Colegas
         A FAABB requereu ao Senador Paulo Bauer e Senadora Ana Amélia a realização de uma Audiência Pública no Senado, na Comissão de Constituição e Justiça. Observem que existem dois Projetos de Lei sobre a mesma matéria (LC 108/2001) tramitando na mesma Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (Secretaria de Apoio à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania): o PLS 379/2014 de autoria da Senadora Ana Amélia e o PLS 388/2015, de autoria do Senador Paulo Bauer. Veja que o PLS do Senador Paulo Bauer está tramitando mais rapidamente. O Relator, Senador Aécio Neves já apresentou seu Relatório favorável e com adendos. Somente não foi à votação na Comissão atendendo pedido de vistas da Senadora Gleisi Hoffmann e dos Senadores Ataídes Oliveira e Aloysio Nunes Ferreira.

         Elaboramos um quadro comparativo de ambas as propostas e consideramos que o PLS da Senadora Ana Amélia é mais enxuto, embora ainda mereça ajustes, mas os grandes riscos, sob a ótica de aposentados e pensionistas, são as proposições do PLS 388 com os adendos do Senador Aécio Neves. Esse PLS do Senador Paulo Bauer já tinha alguns equívocos, como a manutenção do Voto de Minerva e infelizmente o Relatório do Senador Aécio coloca "conselheiros independentes" no Deliberativo e Fiscal e ainda prevê que toda a Diretoria seja contratada mediante seleção por empresa especializada - ou seja, coloca a gestão dos Fundos de Pensão das Estatais nas mãos do mercado. Consideramos que jogar os Fundos de Pensão das Estatais nas mãos do mercado não os livra de interferência política. Ao contrário, além das frequentes interferências políticas, existem os interesses do mercado que via de regra não se ocupa de proteger direitos de participantes e assistidos.

         Nosso temor é que os Senadores que pediram vistas devolvam à Comissão de Constituição sem nenhum reparo e tal projeto vá a votação e venha a ser aprovado.

         Estamos convictos de que nossa firme presença junto aos Senadores Ana Amélia e o Senador Paulo Bauer pode permitir que ambos acordem pela realização de uma Audiência Pública onde esses projetos serão examinados à luz das intervenções dos interessados, dentre esses, principalmente, os representantes de participantes e assistidos dos Fundos de Pensão das Estatais.

         Reiteramos que a matéria é importantíssima à segurança jurídica de participantes e assistidos dos Fundos de Pensão.  Veja que o Projeto do Senador Paulo Bauer complementado pelo Relatório do Senador Aécio Neves mantém o Voto de Qualidade, ou Voto de Minerva. A Senadora Ana Amélia em seu Projeto, exclui essa aberração. O Voto de Qualidade é a prerrogativa dos Patrocinadores decidirem questões no Conselho Deliberativo usando o Voto de Qualidade. Isso desequilibra a paridade, pois em caso de empate, sempre o Patrocinador decidirá a seu favor.       

Isa Musa de Noronha

COMPARAÇÃO PROJETOS DE LEI

 

27 fevereiro, 2016

CCJ pode votar proposta que blinda fundos de pensão contra influência política

OUÇA O ÁUDIO AQUI⤵⤵⤵⤵⤵⤵⤵⤵⤵


O projeto, do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), muda as regras para a escolha dos diretores dos fundos de pensão públicos e de estatais. O principal objetivo da proposta é eliminar a influência política na indicação dos dirigentes e conselheiros. Mais detalhes com o repórter da Rádio Senado Roberto Fragoso. Ele fala de outros destaques das atividades programadas pelas comissões do Senado para a próxima semana.

https://soundcloud.com/radio-coruja 



26 fevereiro, 2016

Presidente da Associação de Funcionários do Banco do Brasil acusa fundo de pensão de atuar de acordo com os interesses do PT

Caros consortes, 

Sendo hoje uma sexta-feira quero deixá-los com uma matéria objeto de reflexão para o fim de semana. 

A matéria data de 30 de abril de 2005 e versa sobre os danos e avarias do governo petista em denúncia feita por Valmir Camilo então Presidente da ANABB, um mês antes do mensalão quando a casa caiu e Pizzolato, que era Presidente do CD da PREVI, foi destituído e no Mensalão foram envolvidos BB, Previ, Daniel Dantas, Visa Net etc. Portanto, suponho que se explica o ódio dos petistas por Valmir Camilo, que infelizmente, não se candidatará às Eleições PREVI 2016.


Conselheiro diz que denunciará ação da Previ 

JANAÍNA LEITE
DA REPORTAGEM LOCAL 

O presidente da Associação Nacional de Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), Valmir Camilo, diz que pretende denunciar ao Ministério Público Federal e aos congressistas os dirigentes da Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB. Camilo, que também é conselheiro da Previ, acusa os demais dirigentes de estarem gerindo a Previ de acordo com interesses do governo e do PT.

Em entrevista à Folha, ele afirmou que presidente da Previ, Sérgio Rosa, e os demais conselheiros ligados ao PT vêm fechando negócios sem prestar explicações aos participantes da Previ. O objetivo seria arrecadar mais recursos para a campanha petista nas eleições do próximo ano.

Além disso, diz ele, dirigentes do fundo estariam agindo, ao lado do PT, em favor da Companhia Vale do Rio Doce (CRVD), em que a Previ tem participação. Isso estaria acontecendo em detrimento da Brasil Ferrovias, outra empresa na qual a Previ é sócia.

Ele também critica a atuação no setor de telecomunicações. "[A disputa da Previ com o banqueiro Daniel] Dantas é uma cortina de fumaça para encobrir essa relação espúria do PT com os italianos [Telecom Italia]. Está na cara que aí tem dinheiro grosso, de campanha", afirmou Camilo.

A Previ é acionista da Brasil Telecom e liderou os fundos de pensão na disputa com o grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. Até a última quinta-feira, quando fechou um acordo com a Telecom Italia, Dantas acusava os fundos de pensão de jogarem acompanhados dos italianos contra o Opportunity na disputa pelo controle da operadora. Em entrevista concedida dois dias antes do anúncio do acordo, Camilo seguiu pelo mesmo raciocínio.

"O Dantas tinha um acordo, [eu sei] porque estava lá. Ninguém me contou. A Previ ia comprar a Embratel e fez um acordo com o Opportunity", disse. "Os fundos iam aparecer como donos da Embratel, e o Dantas ficaria administrando a fixa [Brasil Telecom] escondido." Para Camilo, os atuais dirigentes estão embarcando na briga das teles "de gaiatos".


Logística

O presidente da Anabb questiona também a reestruturação societária da Brasil Ferrovias, companhia em que a Previ é sócia majoritária. Na avaliação de Camilo, o negócio vem sendo conduzido para beneficiar Vale do Rio Doce.

"Por que o PT faz questão, se ele tem quatro vagas no Conselho da Vale, de tirar todos os técnicos da Previ de lá e botar quatro militantes do partido? Ele [PT] vai operar a Vale junto com o Bradesco, sem que a Previ possa saber", afirmou durante a entrevista à Folha.

Questionado como a Previ não saberia, uma vez que o presidente do fundo também é presidente do Conselho de Administração da Vale, Camilo respondeu: "Mas ele [Sérgio Rosa] não está a serviço da Previ. Estaria a serviço de quem? É inadmissível que existam quatro vagas no conselho administrativo de uma empresa que representa 15% dos ativos da Previ e todos [os conselheiros indicados pelo fundo] sigam a mesma linha de pensamento político, sem nenhum técnico."

Alertado pela Folha da gravidade das acusações, Camilo afirmou estar tranqüilo. "Eles [os dirigentes ligados ao PT] sabem que [as provas] existem", disse.

"Se eles não têm responsabilidade, por que eu vou ficar segurando esse rojão? Eles estão operando o sistema, pô!", disse Camilo.


Fiscalização

O presidente da Anabb informou também que procurou o presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, para relatar problemas na Previ.

"A coisa não funcionou", disse. "Qual é a capacidade que o Rossano tem hoje de chamar o Sérgio [Rosa] lá e enquadrá-lo? Nenhuma." O presidente do BB assumiu o cargo definitivamente há menos de um mês. Segundo fontes da instituição, nenhuma prova de má gestão da Previ foi apresentada a ele por Valmir Camilo.

Na avaliação do presidente da Anabb, o sistema de fundos de pensão sofre com uma fiscalização viciada.

"O secretário [de Previdência Complementar, Adacir Reis, era assessor do ministro [da Secom, Luiz] Gushiken. Esse setor está sendo operado pelo Gushiken. As pessoas administrando [os fundos de pensão] estão nas mãos dele e quem controla e fiscaliza também. Qual é a garantia dos participantes?", indagou.


Prejuízo

Quanto a possíveis prejuízos aos associados da Previ, Camilo disse crer que faltará dinheiro para o fundo de pensão no futuro. Isso porque a entidade estaria usando uma base de cálculo que não corresponde à realidade.

"Esse superávit [que a Previ registrou em 2004], a gente sabe que é coisa de mercado. A Previ trabalha com uma tábua de mortalidade que não resiste no tempo. Joga a reserva atuarial lá para baixo, não é? E ainda sobra superávit", disse o presidente da Anabb. "O fundo tem de trabalhar com dados reais ou vai faltar dinheiro no futuro. Eles não estão encarando essa discussão."

Por conta de declarações do presidente da Anabb à imprensa, o senador José Jorge (PFL-PE) apresentou um requerimento na última quarta-feira convidando o presidente da Previ e Valmir Camilo para se explicarem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

"Fui eleito [para o conselho da Previ] com eles [dirigentes ligados ao PT]. Foi feito um acordo de eleição [para dirigentes da Previ] no ano passado. [O tempo passou] e estou aqui [no conselho da Previ] há um ano. Um ano sem fazer nada, nada, nada", afirmou Camilo. "Estou esperando ser convidado para ir ao Congresso e debater com parlamentares, começar uma discussão. O PT não pode continuar operando os fundos de pensão como ele está operando. Fizeram um acordo para ficar na moita. Eu rompo o acordo. Não vou ficar na moita, não. Não cumprem nada com a gente", afirmou.





CMN exclui direito de fundos de pensão de receber reembolso via FGC

Bárbara Nascimento,Gabriela Valente - O Globo

BRASÍLIA – O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante um reembolso de até R$ 250 mil para investidores que aplicaram em bancos que faliram. A resolução exclui fundos de pensão, seguradoras, clubes de investimento e sociedades de capitalização de receber o crédito.

A justificativa do Banco Central é que essas entidades são qualificadas e possuem meios de qualificar o risco das instituições financeiras em que irão investir.

— Em função desse profissionalismo, dessa qualificação, essa garantia ordinária está sendo retirada dele. O FGCfoi criado para garantir os pequenos depositantes, por isso o valor da garantia chega até R$ 250 mil — explica o chefe de gabinete do diretor de organização do sistema financeiro e operações de crédito rural, José Reynaldo Furlani.

Ele explica que os investidores pessoa física que investem diretamente em títulos de renda fixa e CDB, por exemplo, têm a garantia assegurada. Os que possuem cotas em fundos de investimento que aplicam em bancos, contudo, não terão a cobertura.

A resolução do CMN determina ainda que o valor das contribuições das entidades financeiras associadas ao FGC deve ser apurado considerando os saldos do último dia do mês das contas de registro do objeto de garantia. A contribuição dessas instituições financeiras, além disso, deve ser apurada com base no percentual aplicado sobre o montante dos saldos das das contas que serão objeto da garantia do fundo. A norma prevê mudanças de terminologia e de funcionamento interno, como exigência de quórum de 2/3 para eleições e reformas de estatuto.