24 outubro, 2016

CASSI - ABUSOS > análise Fernando Arthur Tollendal Pacheco

*Dia 22.10.2016:* Fiquei sabendo da existência de memorando de entendimentos assinado pelas entidades AAFBB, ANABB, FAABB, Contraf, Contec e Banco do Brasil. Esse documento foi disponibilizado pela Confederação dos Bancários pela Internet.

Ainda não há certeza da proporcionalidade do aumento da contribuição até 2019 por parte do Banco, porém a dos funcionários é do conhecimento de todos - já foi divulgada. Se confirmada a não participação do BB, o estatuto em vigor entra em impedimento legal, pois a proporcionalidade das contribuições nele está fixada e assim será descumprida. Também não consta do documento a implantação do ESF - Estrategia da Saúde Familiar, que em por objetivo o acompanhamento da saúde integral do associado para contemplar a proposta de qualidade de vida e de redução de custos. 
Cabe ressaltar que o número de doenças decorrentes do trabalho é muito elevado e que o BB não vem arcando com os custos dos afastamentos.

*Dia 24.10.2016:* Reunião extraordinária com o Conselho Deliberativo, às 10h30m.

Isso significa que darão quorum para a consulta que o Banco quer fazer aos associados. Em havendo, provavelmente será aprovado. Perguntas direcionadas para respostas afirmativas, numero maior de votantes na ativa, cujos terminais de trabalham abrem a tela toda hora exigindo votação. Os chefes, normalmente, controlam os funcionários que votaram ou ainda não o fizeram, e os pressionam.

Está em pauta discussão do acordo, de súmulas referentes ao dia-a-dia da Caixa, uma vez que por decisão do Conselho Deliberativo continua sendo aplicado em estado de improvisação desde 2014.

O Conselho Deliberativo é composto por 16 integrantes: 8 indicados pelo Banco (4 titulares e 4 suplentes); 8 indicados pelos associados (4 titulares e 4 suplentes). Nas reuniões todos têm voz, porém só os titulares podem votar. Assim, o BB conta com 4 votos, acrescidos de 2 que são indicados pela Contraf-CUT. O "acordo", portanto, está automaticamente aprovado - a maioria é simples de votos, os eleitos nunca poderão vencer.
 
Parece-me que tal "critério" deveria ser imediatamente revisto, pois
claramente ofende a nossa inteligência e inviabiliza os nossos direitos.

A Contraf-CUT esta em campanha, juntamente com as associações, para conseguir apoio à proposta.

*Dias 25 e 26.10.2016:* Reunião ordinária.

Resgatando os fatos, para reflexão: nunca nos informaram sobre pautas específicas, datas de reuniões ou o que foi aceito a priori e o não acordado entre as partes presentes nos evento, com as explicações sobre os acordos e desacordos.

As associações e sindicatos não postaram nas redes sociais as razões pelas quais sempre os mesmos os escolhidos pelo Banco, assim como as razões pelas quais sempre imediatamente aceitam, quando todos deveriam ter sidodemocraticamente convidados.

São sempre os mesmos os que participam das reuniões, acordos e campanhas para o SIM em que o BET transferiu para o Banco a vultosa soma de R$ 7 bilhões, subtraída das reservas que garantem as aposentadorias. 

Quando o Banco rompeu o acordado com os que se dizem nossos representantes nenhum deles assumiu a responsabilidade ou protestou contra o abuso. Ao que se sabe não houve documentos assinados. Alguns dos "representantes" disseram ser responsabilidade exclusiva do Banco. Blablablá ...

A história se repete, agora, com a Cassi. Os protagonistas os mesmos, o Banco o mesmo ... o mesmo ... o mesmo...

A Caixa conta agora com novo presidente, colega Carlos Célio, ex gerente da DIREF e que está substituindo Sérgio Yunes, que esteve às frente da negociação nos últimos tempos. Apesar da substituição, não creio que o jogo mude. Creio mesmo que se a intenção do Banco fosse séria, se houvesse real intenção de resolver os problemas, a troca não deveria ser feita enquanto a proposta não fosse sacramentada. 

Nenhuma das instituições que se arvoram a nos representar exige do novo presidente as indispensáveis auditorias (contábil, fiscal, contratual, de gestão e de processos administrativos).
 
Não o fazem para evitar desgastar-se - por pura conveniência, uma vez que a conta será paga mesmo pelos associados... O Banco sempre esteve muito à vontade: administra sem que nenhuma dessas entidades cobre resultados!

Alguém pode informar por que a nossa taxa de contribuição aumentará e a do Banco não? Se for por questão estatutária, a nossa taxa também não pode.

É bom lembrar que há funcionários amparados por contratos de trabalho diversos, inclusive regidos pelo estatuto de 1967. Alguém realmente espera que as "soluções" até agora apresentadas poderão evitar os rombos?

É previsível que o destino da Cassi parece selado: ser levada à falência para ser adquirida por empresas norte-americanas de mercantllização da saúde.



Obs: grifos meus.
Também concordo que se o BB quisesse acabar com toda essa agonia daqueles que um dia trabalharam para que a empresa BB fosse a empresa que é hoje, o próprio BB teria um mínimo de consideração com os que foram, no passado, seus braços e suas pernas sem a interferência de tecnologias, pois se quisesse resolver o impasse, muito justamente, bastaria direcionar apenas 1% do seu estratosférico lucro trimestral para cobrir as despesas da CASSI e assim compensar aqueles que deram suas vidas pela saúde do BB e daqueles que ainda estão sacrificando suas vidas em nome dele.

#ficaadica para as associações que dizem nos representar.

Leopoldina Corrêa
 

 

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