01 março, 2015

Operação Lava Jato trava concessão de aeroportos brasileiros

A Operação Lava Jato, da PF, teve como efeito colateral travar a terceira fase do programa de concessões de aeroportos brasileiros, prevista para este ano. Nem o mais otimista no governo prevê leilões de terminais tão cedo. 

Segundo a Folha apurou, o programa, com sorte, só será viabilizado na virada de 2015 para 2016, em data ainda indefinida. Na lista de espera estão os aeroportos de Salvador e Porto Alegre. 


Editoria de Arte/Folhapress
A avaliação interna é que não há ambiente para realizar as concorrências neste ano devido ao envolvimento das principais empreiteiras do país no escândalo de corrupção da Petrobras. 

Um assessor de Dilma brinca, dizendo que quem não está na carceragem da PF em Curitiba, onde está centrada a Lava Lato, teme parar lá. 

Nas duas primeiras fases, entre 2012 e 2013, as principais construtoras brasileiras tiveram papel central na formação dos consórcios que levaram os aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins. 

Hoje, o temor de restrições financeiras paira sobre construtoras como Odebrecht, UTC, OAS, Engevix e Camargo Corrêa. As companhias investigadas pela Lava Jato têm dívidas com bancos privados e públicos que superam os R$ 130 bilhões, conforme revelou a Folha em novembro. 

Há, ainda, outros dois fantasmas gerando insegurança para novos negócios em terminais aeroportuários: a possibilidade de que as grandes construtoras sejam proibidas de assinar contratos com o poder público –algo que Dilma Rousseff tenta evitar– e a cobrança bilionária feita pelo Ministério Público Federal a título de ressarcimento do que foi desviado na estatal. 

Nesse cenário, a Lava Jato reduz drasticamente o número de atores aptos a disputar a concessão de aeroportos e, com isso, tende a limitar o ágio de eventuais leilões. 

Autoridades acreditam que administradores independentes podem até arrematar algum terminal na próxima fase de leilões, mas, sem associação com construtoras, seriam obrigados a subcontratar as obras, o que elevaria despesas e poderia reduzir o apetite de seus lances. 

Embora evite vínculo direto com a operação da PF, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, admite que o ambiente é menos favorável. "Talvez não se consiga fazer o pregão neste ano. O mercado não está bom para entrar com expectativas muito altas", afirma. 

Padilha ponderou, contudo, que o setor de aviação deve crescer ao menos 7% pelos próximos 20 anos, o que torna o país naturalmente atrativo para investir. 

Para contornar as dificuldades atuais, o ministro diz que o governo tentará atrair mais parceiros estrangeiros. 

Em reuniões recentes com ministros, Dilma manifestou preocupação com a deterioração do ambiente de negócios causada pela Lava Jato, que ameaça uma das principais estratégias do Planalto para amenizar a crise de popularidade da presidente: o fortalecimento dos leilões de infraestrutura. 

A presidente orientou sua equipe a tocar todas as obras que não tenham relação direta com a Petrobras, para evitar o distanciamento entre o governo e o empresariado.




Maragogipe: Chanchada do PT vira drama na terra de Zé Trindade


Uma chanchada eleitoral com todos os ingredientes para terminar em clamoroso desastre social

Neste sábado, 28, fim de fevereiro para não esquecer, o Consórcio Estaleiros Paraguaçu(CEP) - formado pelas empreiteiras OAS, UTC e Odebrecht -  confirma o triste desenlace de um engodo anunciado: o encerramento das atividades na obra monumental de engenharia naval em Mararagogipe, coração do Recôncavo Baiano. Prometia empregar 5 mil pessoas na fase de construção e mais 6 mil em seguida à inauguração, anunciada para o ano eleitoral de 2014.

O megaempreendimento de infraestrutura nacional, realizado na Bahia, foi vendido pelo governo federal, desde o lançamento da pedra fundamental em julho de 2012, como sonho dourado no Nordeste. Atravessou assim a campanha que reelegeu presidente da República a petista Dilma Rousseff. De quebra, fez de Rui Costa (empurrado pelo muque do então ocupante do Palácio de Ondina e atual ministro da Defesa, Jaques Wagner) governador do estado já no primeiro turno.

A miragem de R$ 2 bilhões prometida com pompa e circunstância, em badalação sem tamanho no lançamento da pedra fundamental, foi um festival de guisos e euforia. Presentes Dilma, Wagner, Rui, Graça Foster, Gabrielli e a nata do poder no governo petista. Todos ao lado de poderosos empresários nacionais e estrangeiros, acatados executivos de empresas (antes da Lava Jato), prefeitos, parlamentares e a gente humilde e trabalhadora do lugar.

Tudo, ou quase, desmorona agora em meio ao silêncio quase completo. De omissão ou cumplicidade.

Propagava-se o ressurgimento da indústria pesada Off-Shore na Bahia (plataformas e equipamentos para exploração, transporte e distribuição de petróleo). Tudo antes de explodir a Lava Jato, que arrola corruptos e corruptores no maior escândalo da história brasileira e tem como pano de fundo a Petrobras, empresa do coração de todos. Executivos das empresas brasileiras do Consórcio estão presos, há meses, na carceragem da PF em Curitiba. Dilma, então, disse em seu discurso sobre a construção do estaleiro, "ser esse o jeito - diferentemente dos europeus - do governo brasileiro enfrentar a crise econômica: criando mais emprego e promovendo desenvolvimento". Uma peça histórica de retórica e enganação, que está na Internet e merece consulta.  

O saudoso humorista Zé Trindade, honra da Era de Ouro do Rádio e glória do chamado cinema de chanchada no Brasil, fez o seu povo sorrir e espantar o mau humor durante décadas. Mesmo em épocas as mais bicudas, e em governos os mais caóticos e mais desastrados, ou os mais intolerantes, partia dele a tirada, a galhofa, o chiste ou a piada que levava à gargalhadas, ajudava sua gente a suportar e resistir ao tranco.

Zé Trindade usava duas expressões que funcionavam como cartão de visita em suas apresentações e filmes. A primeira era uma espécie de registro de identidade geográfica e afetiva que ele afirmava alto e bom som em todo lugar: "Eu sou baiano de Maragogipe!", marca registrada ainda mais engraçada pelo o acento genuíno que o artista emprestava ao pronunciar o nome da sua cidade.

A segunda, de cunho político e social (além de alcance nacional), era um bordão crítico. Provavelmente, se vivo estivesse, o fabuloso humorista o estaria repetindo com frequência nestes dias cavernosos do segundo mandato presidencial da petista Dilma Rousseff: "Nossa situação é lamentável", dizia o maragogipano famoso, acentuando com seu sotaque e jeito inimitáveis cada sílaba da palavra la-men-tá-vel.

Difícil imaginar, apesar de seu prevalente bom humor, o sentimento de Zé Trindade, diante do quadro destes dias em sua terra. Gritos de desempregados e familiares que se multiplicam. Choro de desiludidos e indignados diante da situação que se delineia na véspera do encerramento das atividades no estaleiro do Paraguaçu, como mostrou ontem a Tribuna da Bahia, em esclarecedora reportagem. 
      
Ô, Bahia! É triste, dramático até em algumas passagens. Mas é necessário relembrar sem esconder ou escamotear fatos, a tragicomédiaque se desenrola em Maragogipe. Uma chanchada eleitoral com todos os ingredientes para terminar em clamoroso desastre social na terra de Zé Trindade. A conferir.


Estaleiro Paraguaçu, em Maragogipe encerra atividades neste sábado (Foto: Divulgação)Estaleiro Par aaguaçu, em Maragogipe encerra atividades neste sábado (Imagem: Divulgação)
BLOG DO NOBLAT 


É Noblat, a desventura dos baianos não é privilégio só deles não. O projeto da Refinaria Premium II, no Ceará, teve seu futuro investimento descontinuado pela Petrobras. O estelionato eleitoral virou marca petista. Vamos  aguardar quem serão as próximas vítimas.


Agora a vaca, além de tossir, foi mesmo para o brejo...

A matéria anterior foi indicada pelo amigo e colega Roberto Abdian e está intimamente ligada a esta  que passo a escrever agora. 

Embora eu não me deixe levar por críticas, às vezes, lhes dou trela. A mais recente delas foi o comentário, onde um "Anônimo" que não é o Veneziano, cobrava-me por eu reproduzir aqui no meu blog matérias dos maiores portais e  sites políticos do meu país, que assim como eu estão indignados com os desmando desse governo maldito chamado PT. 

Confesso que até fiquei muito feliz com a tal repreensão, sinal que meu objetivo está sendo alcançado, pois tenho certeza que estou incomodando-os e constrangendo-os. 

Ao que parece o tal anônimo quis dizer que não sei escrever. Bom, não sou assim, uma Brastemp, mas eu posso garantir que me expresso, tanto falando quanto escrevendo, muito melhor do que a ídola dele. Ou seja: a governanta, que aliás, mal e porcamente sabe falar.

Pois é, meu amigo Abdian, nosso país que possui as maiores riquezas naturais do mundo, tais como a Floresta Amazônica, a Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas, o Aquífero de Alter do Chão no rio Tapajós, no Pará, de onde sou nativa, me trás arrepios pensar que todos esse patrimônio esteja  entregue nas mãos nefastas desse governo pródigo, perdulário e mal dirigido por uma governanta loroteira dona de uma ganância pertinaz que com requintes de misoginia se utilizou da ingenuidade das mulheres induzindo-lhes a agraciarem-na com seus votos, e portanto, tornando-as suas maiores vítimas.

Levando-se em conta as críticas nas redes sociais sobre sua cinturinha de ôvo ou comparação  com um botijão de gás por ocasião de sua posse, podem ter mexido com os "brios" de Dilma, se é que ela os têm. Em assim sendo, do mesmo modo que ela deu um upgrad no seu visual para transformá-la numa candidata presidencial mais "palatável" aos olhos dos incautos eleitores, Dilma pode muito bem ter se submetido ao "sacrifício" de uma cirurgia bariátrica para não perder pontos perante sua claque de petistas e petrouxas. 

Não me surpreende que sua "dieta milagrosa" tenha sido fruto de mais uma de suas pinocagens, posto que, a única coisa que mexe com Dilma é sua obsessão pelas aparências. Portanto, depois do sumiço e da recente reaparição, visivelmente menos gorda,  não descarto a possibilidade de uma cirurgia de redução de estômago. Aliás, eu, particularmente, só acredito nessa hipótese para o sucesso de Dilma na sua tão "eficiente dieta" e em tão curto espaço de tempo.


Por esse ato ela deve ser perdoada. Já os petistas e petrouxas, os verdadeiros culpados pela reeleição de Dilma, é quem deveriam arcar sozinhos com custos do estelionato eleitoral aplicado pela governanta nos eleitores de toda a Nação, após enganar e debochar de todos nós com o episódio da vaca, que além de tossir, pelo visto, agora  foi mesmo para o brejo!
Leopoldina Corrêa

Fim de feira


José Nêumanne - O Estado de S.Paulo
25 Fevereiro 2015 | 02h 05


Faltam 46 meses para o governo Dilma acabar. É tolice tentar abreviar a agonia que, tudo indica (ou melhor, nada indica que não), nos afligirá em três longas prorrogações deste nada promissor ano de dois mil e cinzas. 

Impeachment já ou logo, como exigem alguns, que prometem sair em bloco às ruas no dia 15, é inviável e só interessa por enquanto ao ex abandonado Luiz Inácio Lula da Silva. Este não é mais o ai-jesus de antes, mas continua sem adversários na oposição, cuja única novidade a apresentar ao público pagante era a barba de Aécio, que a tirou para não a pôr de molho.

Talvez venha a ser a mais longa caminhada de um pato manco na História desta República, pois a chefe do governo só conseguirá ser a líder política de que o País precisa para administrar a herança maldita que ela própria se legou se parar de mentir e mancar a cada passo. Por enquanto, o único sucesso que ela tem a apresentar ao eleitorado que a levou de volta ao trono é que este não vai vergar sob seu peso por causa de uma invejável dieta evidentemente bem-sucedida. Fora isso, o que comemorar de uma governante(a) que só não erra quando cala - lembrando aquela frase cruel de Romário sobre Pelé: "Calado, é um poeta"?

Dilma cuspiu nos direitos trabalhistas que jurou proteger; aumentou a tarifa de luz (no Sudeste, calcula-se, em 70%), que prometeu reduzir; e deixou de pagar o Pronatec, que esfregou na cara do adversário em campanha.

Agora, para dar um jeito no cofre, transferiu a responsabilidade para o economista ao alcance. Joaquim Levy saiu do segundo time do candidato derrotado para assumir o que este teria de fazer se ganhasse. E deve agradecer a Deus pelos três pontos porcentuais que ela teve a mais de votos, sempre que se persigna. Cabe-lhe defender o indefensável e salvar a pele da chefona. Se tiver sucesso, será substituído por um companheiro fiel às ideias muito próprias que ela tem da economia. Se não tiver, será apontado como o substituto de Fernando Henrique na condição de bode expiatório preferencial.

Mesmo tendo um escudo para se proteger do material orgânico em que pode resultar sua tentativa de corrigir os erros do próprio passado, contudo, Dilma continua empenhada em dizer e fazer tudo errado. Produziu, por exemplo, depois da Quarta-Feira de Cinzas a piada do carnaval - que tinha tudo para ser a do voo da Beija-Flor até a Guiné Equatorial -, ao transferir a culpa da roubalheira na Petrobrás ao tucano antecessor dos três governos petistas. Agarrou-se à tábua de salvação da delação premiada do ex-gerente Pedro Barusco, que confessou ter começado a roubar discretamente em 1996 (ou 1997?). O professor passou a ser acusado pelo dilúvio universal bíblico e pela seca em que São Paulo virou sertão.

Antes de ser acusado pela traição de Calabar e pela amputação dos braços da Vênus de Milo, o sociólogo desceu das tamancas e bateu abaixo da linha de sua cintura afinada, ao compará-la com o punguista "que mete a mão no bolso da vítima, rouba e sai gritando 'pega ladrão'!" O adversário não foi muito elegante, mas, ainda se levando em conta a eventualidade, é possível concluir que, tendo sido ministra de Energia, presidente do conselho de administração da estatal assaltada , chefe da Casa Civil e presidente no período de 12 anos em que o furto foi "sistêmico", segundo o delator, ela poderia ter ido dormir sem essa.

A galhofa é nossa, mas sugiro que se preste mais atenção em algo mais sério que ela também disse ao voltar da mudez dos idos de Momo. Depois de ter rasgado a bandeira socialista ao garantir que não se apena empresa, para evitar desemprego, mas gente, para punir corrupção, ela deu uma guinada de 180 graus ao afirmar: "Isso não significa de maneira alguma ser conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja". E completou, repetindo o lugar-comum traduzido do portunhol do aliado Collor: "Doa a quem doer".

O noticiário dá-lhe duas boas oportunidades de provar que será coerente com o "duela a quién duela" que assumiu. Para fazê-lo terá de interromper imediatamente a tentativa canhestra de seu novo controlador-geral da União, Valdir Moisés Simão, de celebrar acordos de leniência com as empreiteiras acusadas de pagar propina a petroleiros, partidos do governo e políticos aliados para tentar evitar delação premiada de empresários presos. A proposta foi avalizada pelo advogado-geral da União, Luís Inácio (que não se perca pelo nome) Adams, outro funcionário a ela diretamente subordinado, e abençoada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), cuja composição é fiel a seu governo. É, porém, contestada pelo Ministério Público Federal, que tem todas as razões do mundo para temê-la. Pois jogaria por terra a oportunidade inédita que a presidente diz perseguir de, enfim, punir judicialmente corruptores.

Outro episódio constrangedor para ela é o das audiências do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo - um dos militantes que não riem da piada do Fernandinho primeiro bode expiatório -, aos advogados dos empreiteiros presos. Sabe-se que ele chamou de medievais nossas masmorras, mas nunca fixou um prego numa barra de sabão para mudar o fato. 

Agora recebe causídicos de luxo, mas não faz idêntico esforço para conseguir nas varas de execuções penais a soltura de 9 mil ex-condenados que já cumpriram pena e não saem da cela por não poderem pagar advogados que tenham acesso à agenda dele. Ou melhor: à agenda controlada pela assessora de confiança, e não a que aos pagadores de seus proventos é dado conhecer. Segundo a Folha, o que ele fez em 80 de 217 dias de trabalho desde o início da Operação Lava Jato foi mantido em segredo, o que torna Sua Excelência o primeiro ministro clandestino da história de qualquer democracia.

Só atitudes dela contra essas tentativas de melar o jogo dissiparão o clima de xepa. Segundo minha avó, "desculpa de cego é feira ruim e saco furado".

*José Nêumanne é jornalista, poeta e escritor 



28 fevereiro, 2015

Os benefícios de um deputado após os aumentos



* Atualmente os parlamentares recebem, como os demais trabalhadores brasileiros, 13 salários anuais. Até 2013, eles recebiam 15 salários por ano.

** Verba a que os parlamentares têm direito para exercer o mandato, como aluguel de escritório e veículo, combustíveis, passagens, hospedagem e alimentação, entre outros gastos. Para a estimativa acima, foi considerado o valor médio do benefício, que varia de estado para estado.

***  Nem todos os deputados fazem uso desse benefício. Parte deles ocupa apartamentos-funcionais recentemente reformados pela Câmara. A manutenção desses imóveis também gera custos aos cofres públicos.

**** Esse dinheiro não vai para a conta do parlamentar. Serve para ele contratar até 25 funcionários de sua confiança em Brasília e no estado de origem. 

***** O valor se refere ao pagamento integral de dois salários extras aos parlamentares – um no primeiro mês da legislatura e outro no último mês da legislatura, ou seja, só é pago de quatro em quatro anos. Esse benefício substitui o 14º e o 15º salários, extintos em 2013

Leia ainda: 

Após morte de caminhoneiro, dobra nº de bloqueios em estradas do RS

Após a morte do caminhoneiro de São Sepé (RS) atropelado por um caminhão que furou o bloqueio, subiu de 13 para 28 o número de rodovias federais interditadas no Rio Grande do Sul neste sábado (28), de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. 

Os dados se referem aos boletins da corporação divulgados às 7h e às 15h. No país todo, o número de bloqueios também aumentou –de 38 de manhã para 56 à tarde (alta de 47%)– e está espalhado por seis Estados (eram cinco às 7h). 

Os outros 28 bloqueios se dividem por Santa Catarina (12), Paraná (9), Mato Grosso (5), Maranhão e Rio de Janeiro (um em cada). 


Gabriel Haesbaert/Agência RBS
Após o atropelamento e a morte de um caminhoneiro em São Sepé, colegas fazem homenagem
Após o atropelamento e a morte de um caminhoneiro em São Sepé, colegas fazem homenagem

Na comparação com sexta-feira (27), o número de protestos se mantém praticamente estável, segundo o boletim das 19h, quando foram registradas 57 interdições. Na semana passada –auge das manifestações–, porém, os números eram bem maiores: os caminhoneiros chegaram a realizar mais de cem bloqueios em 14 Estados –incluindo São Paulo. 

Das 28 interdições no RS divulgadas no boletim das 15h da Polícia Rodoviária Federal, 15 são deste sábado –os 13 outros bloqueios começaram entre quinta (26) e sexta e continuaram hoje. Dessas 15 novas interdições, dez foram iniciadas após as 7h15, horário da morte do caminhoneiro Cléber Adriano Machado Ouriques, 38. 

Ouriques foi morto após ser atropelado por um veículo dirigido por um colega de profissão na BR-392, na região de Santa Maria –centro-sul do RS.


De acordo com a Brigada Militar –a PM no RS–, a vítima foi atingida por um caminhão que furou duas vezes o bloqueio que os caminhoneiros faziam a pé e com carros particulares na estrada. Após o atropelamento, o motorista do veículo fugiu do local. 

Segundo um tio de Ouriques, a vítima foi arrastada pelo caminhão por 20 metros e morreu na hora. 

Procurada, a Polícia Rodoviária Federal no Estado informou que não há relação entre a morte de Ouriques e o aumento de interdições no RS. 

Segundo Alessandro Castro, chefe de Comunicação da corporação no Rio Grande do Sul, o boletim das 15h está desatualizado, pois no final da tarde deste sábado eram 25 os pontos de bloqueio –e não 28. 

ATROPELADOR IDENTIFICADO
 
No final da manhã deste sábado, o caminhão que atropelou Ouriques foi encontrado em Caçapava do Sul –cidade vizinha a São Sepé–, segundo José Antonio Taschetto Mota, um dos delegados responsáveis pelo caso. 

De acordo com Mota, o caminhão transportava produtos têxteis e, na estrada havia marcas da tentativa de frenagem. 

Já o delegado de São Sepé Antonio Firmino Freitas disse que o motorista continua foragido. Será mandado um pedido de prisão temporária contra o motorista, cujo nome não foi divulgado pela polícia. 

REIVINDICAÇÕES
 
Os caminhoneiros pedem redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte da presidente Dilma Rousseff, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho.

Na última quarta (25), o governo chegou a anunciar um acordo com a categoria, prevendo por exemplo a manutenção do preço do diesel por seis meses. Parte dos motoristas não reconhece o acordo. 

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou lamentar a morte por atropelamento de Ouriques. "Ao mesmo tempo em que se solidariza com familiares e amigos da vítima, o governo federal reforça o compromisso e a disposição para o diálogo."

FOLHA

Mais uma morte para o rol de crimes da governanta.

Entrevista de Levy provoca irritação no Planalto


Ao utilizar vocábulos como “grosseiro” e “brincadeira” para se referir à desoneração da folha de pagamento, o ministro Joaquim Levy causou irritação no Palácio do Planalto. Um auxiliar de Dilma Rousseff definiu a entrevista do titular da Fazenda com outras duas palavras tóxicas: “desnecessária” e “desastrosa”.

Ao anunciar aos jornalistas que o governo decidira elevar a contribuição previdenciária das empresas, revendo parcialmente a política de desoneração adotada desde 2011 pelo antecessor Guido Mantega, Levy disse coisas assim:

“Você aplicou um negócio que era muito grosseiro. O problema é que essa brincadeira nos custa 25 bilhões por ano e […] não tem protegido emprego. […] O momento que a gente vive, a gente tem que pegar as coisas que são pouco menos eficientes e reduzir”.

As mudanças elevarão o custo do empregado em 59 setores da economia a partir de junho. Com isso, o governo espera voltar a arrecadar algo como R$ 13 bilhões por ano. Como a coleta será retomada somente a partir de junho, a cifra a ser amealhada em 2015 será de R$ 5,3 bilhões.

O modo como Levy anunciou a má notícia não aborreceu apenas o staff de Dilma. 

Parlamentares que integram partidos governistas também saltaram da cadeira. “Nós aprovamos a desoneração no Congresso porque imaginávamos que era coisa séria”, disse, por exemplo, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). “Os empresários também se reprogramaram imaginando que a coisa era séria. De repente, descobrem que não há segurança jurídica no país.''

“Quando enviar novas propostas ao Legislativo, a presidente Dilma precisa informar se é brincadeira ou se devemos levar a sério”, acrescentou Vieira Lima. “A cúpula do PMDB será recebida pela presidente num jantar marcado para segunda-feira. A primeira coisa que o partido precisa perguntar para a Dilma é se a conversa será séria ou se é mais uma brincadeirinha.”


27 fevereiro, 2015

Lula é um 'agitador de rua', diz Clube Militar

As declarações do ex-presidente Lula durante ato em favor da Petrobras, na terça (24), causaram revolta à direção do Clube Militar. A entidade –formada, em sua maioria, por oficiais da reserva do Exército– divulgou uma nota, em sua página criticando o ex-presidente. 

Para os militares, Lula exagerou ao reclamar das manifestações contra a presidente Dilma Rousseff. A nota ainda critica as palavras do ex-presidente quando ele cita um "exército" que iria para as ruas sobre o comando de João Pedro Stédile, do MST (Movimento dos Sem-terra). 

"Também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas", disse o ex-presidente na ocasião. 

"Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas", informou a nota no site da instituição. 

Para o presidente do Clube Militar, o general Gilberto Pimentel, o ex-presidente Lula tenta se antecipar à prováveis denúncias de corrupção que possam ainda surgir no processo da Lava Jato, que apura irregularidades praticadas na Petrobras. 

"O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste país sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas", disse Pimentel.



Janot pedirá só abertura de inquéritos contra políticos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) apenas aberturas de inquéritos –e não fazer denúncias diretas– contra os políticos suspeitos de participar do esquema de corrupção na Petrobras. 

A informação foi confirmada à Folha por três pessoas que têm acesso a investigadores da Operação Lava Jato. 

A partir das delações e das provas colhidas em buscas e apreensões, procuradores avaliaram que, em alguns casos, havia elementos suficientemente robustos para a apresentação direta de denúncias contra alguns políticos. 

Entre esses casos estava o do senador Fernando Collor (PTB-AL). Em 2014, policiais encontraram no escritório do doleiro Alberto Youssef oito comprovantes de depósitos para Collor, que somam R$ 50 mil. Todos feitos em dinheiro vivo em maio de 2013. 

Collor negou manter relação com o doleiro. 

No entanto, após a formação de um grupo de trabalho na PGR (Procuradoria-Geral da República) para finalizar as peças que serão enviadas ao STF (Supremo Tribunal Federal), surgiram divergências sobre a conveniência de apresentação direta de denúncias. 

Alguns ponderaram que o mais seguro para o processo seria pedir a abertura de inquéritos, complementar as investigações e, posteriormente, fazer as denúncias. Foi o que prevaleceu. 

Com isso, Collor, que poderia enfrentar uma denúncia direta na Justiça, terá contra si um pedido de abertura de inquérito. Caberá ao ministro do STF Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato, autorizar ou não. 

Inquéritos ou denúncias não significam culpa. O julgamento final cabe ao STF. 

Segundo interlocutores, Janot quer manter um ''padrão linear'' para as peças que tratam das autoridades. A ideia seria dar o tratamento mais isonômico possível para evitar eventual acusação de exploração política do caso. 

Outra questão diz respeito à linha de corte para solicitação de inquérito. Políticos que aparecem lateralmente, citados por delatores que "ouviram dizer", devem ficar de fora do alvo da PGR. 

A lista de políticos suspeitos deverá ser divulgada na terça, dia 3. 



Pedro Ladeira - 2.fev.15/Folhapress
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot

FOLHA


Dois executivos da Camargo Corrêa fecham acordo de delação

Dois executivos da cúpula da Camargo Corrêa fecharam na noite desta sexta-feira (27) um acordo de delação premiada com procuradores da Operação Lava Jato. São os primeiros integrantes de uma empreiteira de grande porte que decidem colaborar com as investigações sobre desvios na Petrobras para tentar obter uma pena menor. 

Os procuradores, no entanto, recusaram o acordo com João Auler, presidente do conselho de administração da empreiteira. Segundo a Folha apurou, o acordo foi recusado porque os procuradores consideram que o executivo não contara tudo o que sabia sobre as irregularidades em que a empreiteira está supostamente envolvida. 

A dupla que fez o acordo é formada pelo presidente da empreiteira, Dalton Avancini, e pelo vice-presidente Eduardo Leite. Com os novos acordos, a Lava Jato passa a ter 15 delatores.
Os dois novos delatores acertaram o pagamento de uma multa cujo valor deve ultrapassar R$ 10 milhões. 

O trio está preso desde novembro do ano passado, quando a Polícia Federal desencadeou a nona fase da Lava Jato, batizada de Juízo Final. Eles são acusados de pagar propina para conseguir contratos com a Petrobras.
A dupla que fechou o acordo deve ser solta nos próximos dias. 

A Camargo Corrêa tinha uma espécie de conta-corrente com Youssef, segundo o próprio doleiro, que disse ter adiantado dinheiro para a empreiteira em certos casos. 

Numa conversa gravada pela Polícia Federal, Youssef reclama: "Tô com um pepinão aqui na Camargo que você nem imagina. Cara me deve 12 paus [R$ 12 milhões], não paga. Pior que diretor é amigo, vice-presidente é amigo". 

A expectativa dos procuradores é que os executivos revelem, além dos problemas da Petrobras, irregularidades na construção da usina de Belo Monte, na Amazônia. 

A empreiteira havia tentado fechar um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, mas abandonou as negociações alegando que a multa proposta pelos procuradores, de R$ 1,5 bilhão, provocaria a quebra da empresa. Acordo de leniência é o equivalente ao acordo de delação para empresas. 

O primeiro valor estipulado pelo grupo de procuradores foi de R$ 2 bilhões, superior ao valor da empreiteira antes da Lava Jato, de R$ 1,7 bilhão, segundo avaliação de um banco, de acordo com um executivo da empresa ouvido pela Folha. A Camargo Corrêa aceitava pagar até R$ 500 milhões, mas os procuradores declinaram da oferta por considerar o valor baixo. 

Após a operação, a estimativa de executivos da Camargo Corrêa e de concorrentes é que a empresa valha menos de R$ 1 bilhão. Em 2013, a empreiteira teve uma receita de R$ 5,9 bilhões e tinha 28 mil funcionários, segundo o relatório anual do grupo. 

A Camargo Corrêa perdeu valor após as investigações porque terá de pagar multas milionárias impostas pela Justiça e vai perder negócios futuros da Petrobras, que a colocou no final de 2014 numa lista de 23 empresas proibidas de assinar novos contratos com a estatal petroleira. 

Só numa ação de improbidade apresentada na semana passada, os procuradores pedem que a Camargo pague uma multa de R$ 844 milhões junto com a Sanko Sider (empresa acusada de ter sido usada para o repasse de suborno pago pela empreiteira). Em outra ação penal, contra a Camargo Corrêa e a UTC, o Ministério Público cobra mais R$ 429 milhões.

O grupo do qual a Camargo faz parte, no entanto, alcançou uma receita de R$ 25,8 bilhões em 2013, o último dado disponível. 

Procuradores da Lava Jato acusam a Camargo Corrêa de ter pago cerca de R$ 40 milhões em propina para conseguir contratos como o da a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a modernização da refinaria Presidente Vargas, no Paraná. Só esses dois contratos com a Petrobras somam R$ 7,9 bilhões.

OUTRO LADO
 
O advogado de dois executivos da Camargo Corrêa, Celso Vilardi, disse às 22h30 desta sexta (27) que não havia sido avisado "oficialmente" sobre a conclusão do acordo –ele defende João Auler e Dalton Avancini. Vilardi afirmou que, sendo verdadeira a conclusão do acordo, vai renunciar à defesa de Avancini e continuará atuando no caso de João Auler. 

Ele não quis emitir julgamentos sobre os dois que se tornaram delatores por não conhecer os termos do acordo. 

O advogado diz que foi Auler quem preferiu não fechar o acordo. 


Editoria de Arte/Folhapress



Novo delator terá que pagar multa de R$ 1,3 milhão

O acordo de delação premiada do empresário Shinko Nakandakari, um dos operadores dos pagamentos de propina na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato, prevê o pagamento de R$ 1,3 milhão de multa pelos crimes praticados. 

Além disso, o cumprimento de pena pelo operador terá que ser inicialmente em regime semiaberto, limitado a um ano e quatro meses, seguido por uma progressão ao regime aberto limitado a seis anos e oito meses e que inclui a prestação de serviços à comunidade. 

O juiz federal Sergio Moro, da Lava Jato, divulgou nesta sexta-feira (27) o termo do acordo de delação firmado com Shinko. 

Pelo acordo, ele se comprometeu a detalhar a intermediação, para várias empresas, do pagamento de propina ao ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Dentre as empresas para a qual ele diz ter feito o serviço está a Galvão Engenharia. 

Segundo o acordo, a multa refere-se a uma compensação pelos danos que ele reconhece ter causado ao cometer crimes como lavagem de dinheiro e crime contra administração pública. O empresário também ofereceu um imóvel como garantia do pagamento da multa, que pode ser dividida em até cinco vezes de R$ 260 mil. A primeira parcela deve ser depositada até 15 de março. 

Sobre esse assunto, a defesa da Galvão Engenharia já declarou que seus contratos foram obtidos de forma legal.



PF encontrou com Youssef cópia de documento de empresa de deputado do PT

Investigadores da operação Lava Jato encontraram nas buscas no escritório do doleiro Alberto Youssef, em março de 2014, cópia de documento de alteração societária de uma empresa especializada em consultorias para prefeituras, o Instituto Tebar, que pertence ao deputado estadual de São Paulo eleito pelo PT Luiz Fernando Teixeira Ferreira. Luiz Fernando - como é conhecido - é irmão do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do PT na Câmara.

O fundador do instituto é muito próximo do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) - apesar de não ter cargo no governo local. O documento foi encontrado em meio ao material recolhido pela PF no escritório de Youssef, em São Paulo - local onde eram tratadas as propinas pagas por empreiteiras do cartel a agentes públicos e políticos alvos da Lava Jato. O parlamentar não está sob investigação, nem o Instituto Tebar.

"Não faço ideia do que esse documento poderia estar fazendo com Youssef. Nunca tive nada com ele", afirmou o deputado eleito, que será empossado no dia 15.

Ele disse não haver irregularidades nos serviços prestados pelo instituto para prefeituras e reagiu com indignação ao saber da existência de um documento da empresa em meio aos papeis apreendidos no escritório do doleiro, alvo central da Operação Lava Jato.
O Instituto Tebar - Fomento, Desenvolvimento, Especialização e Modernização da Administração Pública foi criado em 1993, em São Bermardo do Campo, na Grande São Paulo, por Luiz Fernando. Está registrado em seu nome e no de sua mulher.

A empresa é especializada em dar cursos de formação para gestões municipais, em especial na área de licitações. Em uma página oficial na internet, o Instituto Tebar informa que "iniciou a discussão da modernização da administração pública, principalmente no que toca às licitações e contratações".

O documento que estava em poder de Youssef tem seis folhas com registro em cartório da quarta alteração contratual da empresa, datado de 1º de julho de 2011. O documento trata de uma alteração de endereço da empresa e foi recolhido em abril do ano passado, durante buscas no escritório de Youssef. O documento foi anexado aos autos da Lava Jato.

Como não havia interesse específico para as investigações da Petrobras, o material não foi analisado e não houve aprofundamento de apurações sobre o caso. O deputado eleito pelo PT informou que vai buscar informações sobre essa documentação. "Meu contador é de São Bernardo, não tem absolutamente nada, não tenho nem noção de quem seja esse senhor (Alberto Youssef)", afirmou Luiz Fernando. "Isso é uma aberração, essa documentação estar lá (no escritório do doleiro da Lava Jato). Não conheço esse pessoal, não tenho nenhuma relação, zero."

Cardozo

O parlamentar ressaltou que nunca prestou serviços para a Petrobras. O Instituto Tebar teve em seu quadro técnico, quando foi criado nos anos 90, o atual ministro de Justiça, José Eduardo Cardozo.

O ministro protagonizou nos últimos dias um polêmico capítulo da Lava Jato. Ele admitiu ter recebido advogados de empreiteiras que estão sob suspeita de formação de cartel na Petrobrás. O ministro foi procurado por defensores dos empresários capturados no dia 14 de novembro de 2014, quando foi deflagrada a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato que fez ruir o poderoso braço econômico do esquema de corrupção e propinas na estatal petrolífera.

O episódio provocou críticas abertas do juiz federal Sérgio Moro que conduz todas as ações da Lava Jato. Ele classificou de "interferências políticas indevidas" a estratégia das empreiteiras em buscar socorro do governo. O juiz sugeriu ao ministro que cuide de dar condições estruturais e independência à Polícia Federal, afeta ao Ministério da Justiça.

O nome do ministro ainda consta da lista do "corpo técnico" do Instituto Tebar. A empresa - conhecida hoje apenas como Instituto Tebar de Treinamento S/C Ltda. - enfatiza em seu site a importância de "corpo técnico". Outro nome dos quadros técnicos é o do próprio deputado Luiz Fernando.

Luiz Fernando afirmou que Cardozo nunca foi contratado nem recebeu pelo seu trabalho no Instituto Tebar. "Ele deu aula em um dos cursos. Isso foi lá por 2000. Faz mais de 12 anos que o Zé nunca mais deu nenhuma palestra para gente, nada."

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmou que deu várias aulas para o Instituto Tebar no começo da década de 90 e que recebeu pelo trabalho absolutamente regular. "Dei muita aula, mas foi há mais de 20 anos." O período, lembra o ministro, foi entre 1993 e 1995.

"Na década de 90, não sei quando foi criado, mas quando conheci o Luiz Fernando logo depois da Lei de Licitações, a 8.666 de 1993, entrar em vigor. E na época o Instituto Tebar organizava muitos cursos sobre licitação no País", destaca Cardozo.

Ele afirmou que estava fora da política ou cargos públicos naquele período. "Teve um período de dois anos que fiquei advogando e dando aula", explicou o ministro. Ele disse que chegou a ser um dos principais professores a dar aula para a empresa.

O ministro explicou que as aulas que dava eram pagas pela empresa, mas que nunca teve vínculo empregatício nem prestou consultoria para o Instituto Tebar. Cardozo chegou a ser convidado para ser sócio do negócio, mas não aceitou.
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Operação Lava Jato da PF

26.fev.2015 - Hotel Príncipe da Enseada, do doleiro Alberto Youssef, é saqueado e pichado em Porto Seguro, na Bahia. Apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras, Youssef disse à Justiça que os estabelecimentos e bens que abriu mão são fruto de dinheiro oriundo de atividade criminosa Leia mais Namidia News/Divulgação

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