01 fevereiro, 2017

Sobre a prisão de Eike Batista e os bancos públicos:

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A prisão de Eike Batista mostra qual foi o resultado da política das empresas denominadas campeãs nacionais pelo governo e pela mídia. O Grupo X foi, por vários anos, o queridinho do BNDES e tinha amplas linhas de financiamento do banco.

O interessante é que agora vários analistas dizem que Eike teve sua fortuna feita pelo financiamento público . Mas, se olharmos com cuidado, essa realidade envolve grande parte das empresas nacionais e não começou agora. 

Um caso exmplar é a Odebrecht, que se construiu como grande empresa na ditadura militar. O decreto de 1969, de Costa e Silva, garantiu que as grandes obras da ditadura tinham que ser feitas por empreteiras nacionais. Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e Odebrecht deram um salto de faturamento e se tornaram grandes construtoras nacionais. 

Em 71, a Odebrecht era a 19ª empreiteira do país; em 84, já era a quarta. Vários militares ocuparam cargos nas principais construtoras do país. No governo FHC, com as privatizações, a Odebrechet dá um salto quando ganha o leilão da Brasken e entra no mercado petroquímico. No govenro do PT, dá um salto ainda maior quando ganha grandes obras na Africa e Amercia Latina. 

Evidente que todos esse processo teve uma relação promiscua com o Estado. Hoje, conhecemos toda a máquina de propina que foi construída durante esses vários anos. Seja nos Planos de Desenvolvimento da época da ditadura militar, no financiamento das privatizações, na política das campeãs nacionais ou nas obras do PAC do governo do PT, quem financiou as grandes empresas do país foi o dinheiro público. 

Hoje, o mico das dívidas da OI, Sete Brasil, OAS e outras que venham entrar em recuperação judicial ficam em grande parte na mão dos bancos públicos. No Conselho de Administração do BB, nosso mandato sempre se posicionou contra o financiamento das grandes empresas por termos a certeza que esse não é o papel de um banco público.

 Juliana Donato CAREF Banco do Brasil

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