14 fevereiro, 2017

Para renovar acordo, fundos de pensão e sócios da Vale travam disputa

" A Previ e o BB estão prestes a divulgar seus balanços de 2016 e temos que estar bastante atentos, pois em março deste ano,  ou seja,  próximo mês a Previ terá que tomar uma grande decisão relativamente à renovação do acordo de acionistas feito por 20 anos na era FHC na privatização da Vale do Rio Doce S A.

O que significa isso???

A Previ maior acionista da Vale juntamente com outros acionistas que compõe o grupo fizeram um acordo em 1997 de não realizar venda de ações da Vale do Rio Doce na Bovespa por vinte anos.  Imagine pessoal, você possui hoje 40 bilhões de reais em ações da Vale no mercado e estamos proibidos de vender essas ações.  Isso é inconcebível, criminoso,  para nós associados que voltamos a contribuir sob alegação de falta de dinheiro e déficit de 16 bilhões em 2015

Não podemos permitir que a Previ deixe esse dinheiro,  pessoal estou falando de 40 bilhões aproximadamente,  pois esse valor pode ser ainda maior.  Só este ano as ações da vale subiram mais de 30 por cento.

Essa será a decisão mais importante da Previ  para os próximos vinte anos.

Mesmo que esse acordo não seja renovado,  imaginem como a Previ poderia fazer uma movimentação financeira desse porte?? 

Vamos levar anos para realizar a venda dessas ações e se for de nisso interesse,  pra precisamos avaliar se vale a pena,  pois não sabemos por quanto foram compradas.

Mais o certo é que não podemos aceitar a proibição da venda.  Isso é inaceitável.

A Bradespar sócia da Previ está sinalizando renovação do acordo.  Imaginem porque??

A Bradespar é uma holding do Bradesco simples assim.

Não podemos admitir esse acordo.  Por favor se informem e peçam a Previ se posicionar.  Vamos abarrotar o site da Previ com mensagens para o Presidente e seus diretores."
 

Veja matéria abaixo sobre o assunto

 

 

Para renovar o acerto nas mesmas bases, entretanto, os fundos, liderados pela Previ, querem uma compensação. O ponto central do pagamento do prêmio diz respeito à manutenção do direito de veto

postado em 29/09/2016 09:42
A renovação do acordo de acionistas da Vale, que vence em abril do ano que vem, está pondo em lados opostos os sócios privados (Bradesco e Mitsui) e o grupo formado pelos fundos de pensão estatais e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O foco de tensão está em um pedido dos fundos para receber um prêmio de controle por um lote de ações, que, no passado, foi desvinculado do atual acordo de acionistas. Além disso, a intenção é cortar pela metade a duração do novo acordo, para dez anos, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Hoje, o atual acordo equilibra os poderes entre os acionistas na Valepar, empresa formada pelos controladores da mineradora. Sem esse acordo, os fundos se tornam os maiores acionistas da Vale e os sócios privados passam a ter menos força para influenciar os rumos da companhia. Para renovar o acerto nas mesmas bases, entretanto, os fundos, liderados pela Previ, querem uma compensação. O ponto central do pagamento do prêmio diz respeito à manutenção do direito de veto.

Hoje, o bloco formado por Bradesco e a Mitsui soma 39,4% das ações com direito a voto (ON) da Valepar, o que garante a possibilidade de barrar matérias em que o acordo exige aprovação de ao menos 75%. É o caso de alterações no estatuto da Vale, aprovação de incorporação, fusão ou cisão, eleição do conselho, aprovação do plano de negócios e pagamento de dividendos.

A Bradespar, braço de participações do Bradesco, resiste a pagar o prêmio. As negociações já tiveram idas e vindas, com a empresa mais propensa botar a mão no bolso. A chegada do executivo Sergio Clemente como representante da Bradespar nas negociações em 2014, entretanto, trouxe mais resistência ao pagamento. Segundo duas fontes, em outra ocasião as partes estiveram perto de assinar a renovação por dez anos sem prêmio, mas a Previ recuou.

A Previ tem maior poder de fogo na negociação por deter 78,4% das ações da Litel, veículo que reúne as participações dos fundos (Previ, Petros, Funcef e Fundação Cesp) na Valepar. Além disso, é dona da maior parte de uma fatia de 9% transformada em ações sem direito a voto para atender à regra que limitou em 49% a fatia por acionista no bloco de controle. A medida foi adotada no estatuto para tirar a pecha de estatal da Vale, privatizada em 1997.

O fundo dos funcionários do Banco do Brasil quer dar liquidez a esses papéis esterilizados, por isso exige o prêmio em dinheiro mesmo tendo a intenção de renovar o acordo. Seu poder de barganha na briga por esse ágio tem dois lados: a potencial recusa em assinar a renovação e a hipótese de uma cisão da Litel A cisão assusta os demais sócios porque neutralizaria o limite de 49%. Como acionistas independentes, os fundos poderiam continuar votando alinhados, só que com mais força, já que têm 58,07% do capital da Valepar.

Uma fonte afirma que quanto mais tempo durar o acordo, mais alto seria o prêmio. Calculado com base no valor da Vale, ele poderia variar de 15% a 30%. Outra pessoa familiarizada com a disputa acredita que ficará próximo do piso, sendo quase um pagamento simbólico para justificar a renovação.


 CORREIO BRAZILIENSE


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