26 setembro, 2013

UMA RÉGUA PARA OS RISCOS

A queda dos juros e da Bolsa não permitem mais, por exemplo, que as entidades corram certos riscos, especialmente se não estiverem claramente mensurados. Na falta de um mercado de anuidades, o gestor do plano pode ainda assim negociar a transferência do risco da longevidade, por exemplo, para uma seguradora. “Mas o primeiro passo será sempre identificar e entender muito bem o risco que se está correndo”, destaca Geraldo Magela, responsável na Mercer pela área de previdência para os países do Cone Sul.

Há experiências exitosas com o resseguro, relatou Alessandra Monteiro, diretora-superintendente da Previrb, em painel no 34º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, duas semanas atrás, tornando com isso possível contornar quando a longevidade da massa se descola das hipóteses atuariais. Mas isso não dispensa que se reflita sobre a obrigação que as entidades têm de conhecer em profundidade os riscos, que até as seguradoras geralmente dividem entre si, não o assumindo no todo sozinhas.

Conhecer os riscos é algo que se faz junto com o atuário, na companhia de quem o dirigente vai buscar identificar os potenciais fatores de desvios, considerando as coberturas acertadas, hipóteses utilizadas e em detalhes a massa que se está cobrindo. Afinal, observa Magela, na empresa patrocinadora, dependendo dos salários mas não só deles, um grupo pequeno de executivos pode representar um problema de mais difícil solução para o plano do que um contingente muito maior de trabalhadores. E isso não só no que diz respeito às aposentadorias, mas também às pensões.

“Os dirigentes precisam pensar de quanto precisam ser, por exemplo, as reservas matemáticas necessárias para pagar uma renda mensal vitalícia para a esposa de um alto executivo”, sublinha Magela.

Fonte: ABRAP 

Matéria recebida do colega Aldo Alfano

3 comentários:

  1. Adaí Rosembak,

    Muito oportuno e objetivo o comentário.
    No BB e, consequentemente, na PREVI, o problema dos estatutários encaixa-se como uma luva no assunto abordado pelo Colega Aldo Alfano.

    Adaí Rosembak

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  2. ROBERTO ABDIAN DISSE;

    Prezado amigo Aldo

    Esse interesse neoliberalista selvagem sobre os Fundos de Pensão, particularmente ao que chamam de “risco de longevidade”, mais se assemelha e vermes desejando devorar idosos antes mesmo que se transformarem em cadáveres. Esperamos que nossos dirigentes eleitos impeçam de serem devorados vivos, os teimosos que insistem em viver além do dia marcado para morrer.

    Afinal, “a massa que se descola das hipóteses atuariais” e ínfirma e não representa incapacidade dos fundos de pensão em arcar com o chamado ofensivo “risco de longevidade”. Veja o quadro abaixo, tirado do site da Previ.

    85 a 89 anos* 2 1.349 - - 1.351
    90 a 94 anos* 1 344 - - 345
    95 a 99 anos - 89 - - 89
    100 a 104 na - 9 - - 9___
    175.448
    Seria preocupante o risco atuarial que representam 1.790 “teimosos” dentre um conjunto de 175.448 ?

    Em longo artigo que escrevi em novembro passado, com o título de “Fundos de Pensão – A Bola da Vez”, fiz uma despretensiosa inferência a respeito do que está acontecendo agora. Foi por ocasião do 33º Congresso da Abrapp, em outubro/2012. O 34º agora ocorrido, foi ainda mais agressivo.

    CONTINUA...


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    1. ROBERTO ABDIAN DISSE:

      CONTINUAÇÃO:

      Fundos de Pensão – A Bola da Vez
      “Está aí a corroborar esta ilação sobre esse interesse internacional, o 33º Congresso realizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar-ABRAPP (www.abrapp.org.br), em outubro passado, com a importante presença de representantes internacionais - Ross Jones, Presidente da Organização Internacional de Supervisores de Pensão–IOPS e Vice-Presidente da Autoridade de Regulação e Supervisão Australiana–PARA; Rogelio Marchetti, Especialista Sênior do Banco Mundial; Fiona Stewart, Membro do Secretariado da Organização Internacional de Supervisores de Pensão– IOPS; Liviu Ionescu, Membro do Secretariado da Organização Internacional de Supervisores de Pensão–IOPS; Philip Diamond Especialista da Autoridade de Regulação do Reino Unido–TPR, e outros.”

      “De acordo com a Revista PREVI 167/out/2012, o sugestivo tema central desse Congresso promovido pela ABRAPP, foi “Transição para um Novo Tempo”, com a participação de diretores da PREVI, Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar e do Instituto de Certificação de Seguridade. É oportuno lembrar que a ABRAPP, é aquela entidade.”

      “Relembrando informações inesquecíveis sobre a atuação da Abrapp”
      “No dia 01/10/2009 a Abrapp realizou um evento intitulado `O Poder Judiciário e o Equilíbrio Atuarial e Financeiro dos Fundos de Pensão´, com os temas:

      1) Impacto das decisões judiciais sobre o equilíbrio atuarial e financeiro dos planos;

      2) A importância do Poder Judiciário para o cumprimento dos contratos;

      3) Relacionamento com o Poder Judiciário como item fundamental à estabilidade do Sistema. Um dos palestrantes foi o senhor Adacir Reis, sócio do escritório Reis, Tôrres e Florêncio Advocacia. Foi secretário da Secretaria da Previdência Complementar (SPC).”

      “Não é preciso um raciocínio muito engenhoso para revelar aos nossos sentidos que levantar aquelas três questões do citado evento, na atual conjuntura, tem o propósito sutil de praticar uma chantagem, aplainar os caminhos, alargar as veredas e remover as pedras de tropeço da prática de ilegalidades. Uma grave tentativa de suborno ao Poder Judiciário, convencendo-o a não cumprir com seu dever sob a justificativa de estar praticando um mal necessário, ao autorizar os fundos a não cumprirem seus contratos legais.” (do blog da Afabb-Tupã)
      Foi também a Abrapp quem disse que “Todo o conceito de financiamento da Previc, inclusive da taxa a ser paga pelos fundos – a Tafic – foi baseado nas melhores práticas internacionais ditadas pela OCDE”. Teve atuação decisiva na Res.26 e na Retirada do Patrocinador.

      Esclarecendo, OCDE quer dizer Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Congrega trinta países membros e uma série de organizações não governamentais e sociedades civis, que pagam altas taxas à Organização.

      Roberto Abdian
      Tupã (SP)

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