21 novembro, 2014

35° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão



Breve resumo sobre os principais temas discutidos e avaliação pessoal sob o ponto de vista de aposentados e pensionistas.

Isa Musa de Noronha
Presidente da FAABB

 
PARADOXO CONTEMPORÂNEO: O CURTO E O LONGO PRAZO - A NOVA ESTRATÉGIA PARA SE APOSENTAR
Gustavo Cerbasi

O PAPEL DO CRÉDITO NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Antonio Delfim Netto

A IMPORTÂNCIA SOCIAL E ECONÔMICA DOS FUNDOS DE PENSÃO
Eduardo de Azevedo Barros

PREVIDÊNCIA É RIQUEZA COMPARTILHADA: RECEITA PARA O BRASIL NO SÉCULO XXI
Paulo Rabello de Castro

PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS E SOLVÊNCIA DE PLANOS DE BENEFÍCIOS
Antônio Fernando Gazzoni

OBSERVAÇÕES SOBRE A PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA O BRASIL
Nelson Barbosa

DESAFIOS E AÇÕES PARA ESTIMULAR A CONECTIVIDADE ENTRE PARTICIPANTES, ENTIDADE E PATROCINADORAS OU INSTITUIDORAS
Vanessa Rachadel





1.    PARADOXO CONTEMPORÂNEO: O CURTO E O LONGO PRAZO




Palestra de GUSTAVO CERBASI*

*Educador Financeiro, mestre em Administração e Finanças pela FEA/USP, formado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com especialização em Finanças pela Stern School of Business – New York University e pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Leciona cursos de pós-graduação e de MBA pela FIA, além de ministrar diversos cursos in company.



RESUMO:


A aposentadoria, da maneira que muitos pensam alcançá-la, não é mais viável. Sequer é interessante, pois, quando foi criada, no final do século XIX na Alemanha, seu objetivo era o de prover idosos incapazes com alguma renda. Hoje, fazer planos para parar aos 65 ou antes talvez lhe traga tranquilidade financeira, mas a limitação de possibilidades profissionais pode condenar sua vida ao tédio. O que muitas pessoas esperam não é a aposentadoria, mas sim a liberdade de fazer o que lhes agrada sem terem de se preocupar com a obtenção da renda.

Dr. Gustavo defende que é preciso buscar alternativas para a vida após a aposentadoria. Sugere que o empreendedorismo seria parte da solução para se ter mais liberdade de escolha e independência financeira, muitos retrucam que ter uma empresa é arriscado, ou que exige muito conhecimento e dedicação, ou que simplesmente não têm talento para isso. Realmente, essas são reflexões pertinentes e que não podem ser desprezadas, principalmente pelas pessoas que são mais conservadoras em seus investimentos ou que não levam jeito para liderar pessoas ou para lidar com a rotina burocrática e complexa de uma empresa.

Estudos comportamentais mostram que cerca de 15% a 20% dos indivíduos possuem um perfil adequado de liderança e capacidade para conseguir tocar um negócio próprio. É como em uma sala de aula: por melhor que seja o professor, sempre teremos aqueles 20% dos alunos que serão mais eficientes nas disciplinas em que se sentem melhor. A concorrência elevará o nível das provas e sempre teremos os bons alunos ofuscando o desempenho dos não tão bons. Mesmo que o empreendedorismo seja incluído como disciplina nas escolas, sempre teremos os 20% mais capazes minando a concorrência.

Do Gustavo conclui que se nossos planos acontecerem em um ritmo adequado, este será o momento da vida que mais se aproximará daquele antigo conceito de aposentadoria – teremos mais tempo livre para fazer o que bem entender, inclusive para se divertir na rotina de trabalho. Afirma, por experiência própria, que poucas sensações são tão boas quanto a de trabalhar pela realização de sonhos e não por necessidade de pagar contas.



Avaliação pessoal:



Teoricamente o Dr Gustavo está correto. Todos deveríamos buscar alternativas de trabalho mesmo pós-aposentadoria. Ocorre que em nossa cultura, especialmente nós, aposentados e pensionistas do BB, fizemos uma carreira considerando que além de ser para toda a vida seria necessária e suficiente para assegurar o merecido lazer sem obrigação de correr atrás de recursos para pagar as contas. No entanto, sucessivas alterações legais trouxeram insegurança jurídica ao sistema de previdência complementar. Isso o emérito professor não avaliou.

 

2.    O PAPEL DO CRÉDITO NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Palestra de ANTONIO DELFIM NETTO*


*Economista, formado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, é Professor Catedrático de Economia Brasileira e de Teoria do Desenvolvimento Econômico e Professor Emérito da FEA/USP.



Para Delfim Netto, a economia brasileira vive um período de relativa estagnação. Existem hipóteses alternativas sobre as causas desse tímido desempenho. Todas elas têm alguma relevância para explicar o que está ocorrendo. Entretanto, o ponto essencial é a falta de investimento e de inovação, seja pública (infraestrutura), seja privada. Sem aumentar o capital por trabalhador e a produtividade da mão de obra, fator essencial do desenvolvimento, a economia não pode crescer. Existe ainda um complicador adicional: o salário médio real por trabalhador vem aumentando mais do que a produtividade, principalmente na indústria manufatureira. A falta de uma perspectiva clara dos empresários para os próximos anos e uma descrença na ação do governo agravam a situação, inibindo investimentos privados que, em geral, levam tempo para a sua maturação.

Para melhor entender o papel da produtividade da mão de obra para o crescimento do país, considere-se a seguinte igualdade (válida para pequenas variações relativas).

Variação relativa do PIB per capita = soma das variações relativas de:

• pessoas em idade ativa/população;

• força de trabalho/pessoas em idade ativa;

• PIB/força de trabalho.

Com o envelhecimento da população brasileira, o primeiro componente da igualdade (pessoas em idade ativa/população) vai começar a declinar lentamente, provavelmente dentro de uns 15 anos. O segundo componente (força de trabalho/pessoas em idade ativa) depende dos hábitos culturais, da pressão social, da melhoria da renda, da necessidade econômica de trabalhar e da oferta de trabalho. No período entre 1992 a 2012, a média foi de 53,2%, com mínimo de 51,8% em 1998, máximo de 54,4% em 2008 e desvio-padrão de 0,89%. Em 2012, foi de 53,7%. Aqui existe alguma possibilidade de melhorar a relação por meio de estímulos bem dirigidos. O terceiro componente é fundamental para aumentar a renda per capita porque, da soma dos componentes 1 e 2, não se pode esperar quase nenhuma contribuição. É mais provável que ela seja negativa no longo prazo. É a imposição da evolução demográfica sobre o crescimento econômico.

Dr Delfim conclui que o desenvolvimento do mercado para o financiamento de longo prazo é fundamental para ampliar a oferta de crédito às empresas e viabilizar o aumento dos investimentos. Em meio ao debate sobre quais seriam as diretrizes de política industrial necessárias para se recuperar a centralidade da indústria na estratégia de desenvolvimento econômico brasileiro, o diagnóstico proposto pelo ex-ministro Delfim Netto tem reverberado entre os economistas. Segundo ele, o "Governo destruiu a indústria e tem que reconstruí-la. O ex-ministro ressalta a importância da política industrial e propõe como eixo de uma nova estratégia de desenvolvimento do parque produtivo local sua integração virtuosa nas redes produtivas globais.



Avaliação pessoal:




Como a história mostra que o "cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”, é melhor prestar-lhe atenção. Continuemos a usar a urna e o mercado para ir construindo soluções cada vez mais aceitáveis moralmente na busca da sociedade civilizada. A chegada ao poder do cidadão comum cada vez mais educado através do sufrágio universal e a promoção de boas condições de funcionamento dos mercados podem nos levar ao limite possível da compatibilização da liberdade individual com a relativa igualdade e a eficiência econômica.





3.    A IMPORTÂNCIA SOCIAL E ECONÔMICA DOS FUNDOS DE PENSÃO



Palestra de EDUARDO DE AZEVEDO BARROS*


* Formado em Direito, possui pós-graduação em Direito Tributário e em Direito Comercial e cursos de Direito Norte-Americano. É Diretor Superintendente e de Assuntos Jurídicos da Volkswagen Previdência Privada



A Volkswagen do Brasil é a maior fabricante de veículos do país. A empresa está alinhada aos compromissos e estratégias do Grupo Volkswagen, que tem o objetivo de ser, em 2008, a fabricante de veículos mais rentável, fascinante e sustentável do mundo. A fim de alcançar essa meta, foi definido um plano global de dez anos para toda a organização, chamado Mach18. Revisado anualmente e validado em consenso pelo Comitê Executivo, o plano tem a proposta de assegurar o alinhamento do Grupo a mudanças macro e microeconômicas, em níveis local e global, de modo que toda a organização possa crescer de forma sustentável.

A Volkswagen Previdência Privada administra dois planos:

• plano de aposentadoria: na modalidade de contribuição definida;

• plano de pecúlio: oferecido a todos os empregados das patrocinadoras. Este plano é subsidiado integralmente pelos participantes.

Além das contribuições mensais das patrocinadoras, os participantes podem efetuar contribuições voluntárias mensais ou esporádicas. As contribuições voluntárias são descontadas em folha de pagamento e correspondem de 1% a 25% do salário nominal de cada participante. A qualquer momento, o participante pode aumentar, diminuir ou até mesmo suspender suas contribuições. Como é do conhecimento de todos, o envelhecimento da população brasileira está crescendo ao longo dos anos. Pensando nisto, deixamos de ser uma entidade que apenas se preocupa com a gestão financeira do saldo dos participantes e passamos a orientá-los para se prepararem para esta nova fase da vida – a aposentadoria.

Alguns fundos de pensão mudaram nos últimos anos a forma de administrar suas participações acionárias permanentes, passando a ocupar assentos nos conselhos de administração e nos conselhos fiscais das empresas, como forma de acompanhar mais de perto os negócios dessas empresas e influenciar suas administrações. Esta nova postura segue uma tendência mundial que se iniciou nos Estados Unidos e, também, vem ao encontro das demandas dos participantes dos fundos de pensão, por uma maior eficiência dos dirigentes, na gestão de seus patrimônios.

Esse acompanhamento das empresas onde são acionistas, por meio da participação em seus conselhos, além de mostrar uma melhoria nos processos decisórios de investimentos dos fundos de pensão, cria condições para que os representantes desses fundos, possam levar contribuições relevantes à orientação dos negócios das empresas, melhorando a rentabilidade de seus patrimônios.

Com relação à transparência hoje, esta virou a tarefa da moda das organizações. As empresas a colocam nos seus códigos de ética, adotam-na em palestras e reuniões, anunciam em campanhas publicitárias.

A importância da transparência está baseada no seu ponto fundamental, que é a honestidade. A adoção de práticas transparentes vai garantir a implantação da gestão socialmente responsável.

Em 2013, a Previc publicou a Instrução MPS/PREVIC/DC nº 5, de 1º de novembro de 2013, que orienta as entidades fechadas de previdência a fornecer informações mais precisas, detalhadas e transparentes aos participantes dos planos de benefícios. Esta instrução obriga as entidades a divulgar ampla série de dados e informações relativas aos planos de benefícios, aos direitos e às reservas dos participantes, às demonstrações contábeis e às despesas envolvidas com a administração dos recursos. A referida Instrução Normativa, que poderia contribuir para os anseios de entidades representativas dos participantes e assistidos em relação a dar mais transparência aos planos de benefícios dos quais fazem parte, foi suspensa, por diversas razões, por meio da Instrução MPS/PREVIC nº 8, de 17 de abril de 2014.

Entretanto, a existência de boas práticas de comunicação nas entidades trazem benefícios para patrocinadores, instituidores e participantes, pois podem fazer grande diferença em como os empregados, associados ou participantes e assistidos sentem e pensam sobre os seus planos de benefícios.

Avaliação pessoal:

Boa a experiência da Volkswagen e chama atenção a preocupação com a transparência. Na PREVI certas medidas internas pecam exatamente pela ausência absoluta de transparência, como a resistência em estabelecer um teto de benefícios e a criação do comprometedor bônus a dirigentes.



4.    PREVIDÊNCIA É RIQUEZA COMPARTILHADA:
RECEITA PARA O BRASIL NO SÉCULO XXI

Palestra de:  PAULO RABELLO DE CASTRO*


*Formado em Economia pela UFRJ e em Direito pela UERJ, é doutor em Economia pela Universidade de Chicago. Fundador da
RC Consultores, é Presidente do Instituto Atlântico, e Diretor-Presidente da SR Rating

Um país deve ser capaz de financiar seus investimentos, principalmente os de infraestrutura, com recursos de sua poupança interna. Economias populares de caráter previdenciário são particularmente adaptáveis ao esforço de empreender a infraestrutura do Brasil. Em países de fácil acesso à riqueza, um trabalhador jovem, que hoje poupa para seu futuro, quando deposita os valores mensais de sua contribuição num fundo previdenciário, espera que o administrador desses recursos eleja boas opções de investimento em áreas que ofereçam retorno relativamente seguro num largo horizonte de tempo.

É preciso recuperar o tempo perdido. O esforço do governo, até o presente, se resumiu em aprovar, no Congresso Nacional, uma legislação reformadora da Previdência Social dos servidores federais da União, que beneficia os empregados no setor público. Mas os milhões de empregados no setor privado brasileiro, que constituem o Regime Geral da Previdência Social, continuam excluídos de qualquer fundo acumulador de riqueza. Está na hora de se rever todo o arcabouço da estrutura previdenciária brasileira, especialmente no tocante aos incentivos para os indivíduos contribuintes estabelecerem suas próprias formas de acumulação de rendas. Vários países de forte sensibilidade social, como a Suécia, fizeram reformas interessantes em seus sistemas previdenciários, que hoje acumulam as contribuições em contas individualizadas, por contribuinte. Em suma, o que se recomenda é que, sob a forma de quotas de fundos previdenciários, os brasileiros passem a deter, em grau crescente, o acesso à propriedade dos bens de produção tangíveis do país, deste modo se distribuindo melhor a propriedade da riqueza a ser acumulada no futuro.

O Brasil só será “de todos” se conseguir operacionalizar instrumentos de rápida e profunda socialização da riqueza, hoje esterilizada nos cofres e nos balanços contábeis do governo. Uma agenda de ação distributiva de riqueza assim se define:
• as políticas de rendas, de inclusão social e de redução da pobreza podem ser notavelmente potencializadas se forem introduzidos mecanismos paralelos de distribuição da riqueza “morta”, parada nos balanços dos governos, ou nos cartórios, sem prejuízo da riqueza “viva” das empresas e das pessoas, cuja proteção jurídica é essencial;
• o mercado de capitais é o centro de comunicação e trocas da riqueza viva do país, do qual dezenas de milhões de brasileiros deveriam participar como acionistas diretos ou indiretos, mediante fomento dessa forma superior de “inclusão social na riqueza nacional”;
• o instrumento essencial de formação da poupança pessoal e de acumulação de riqueza para o futuro é a previdência social e fundos assemelhados (fundos de pensão fechados e previdência associativa) cuja organização é crucial de modo a tornar tangíveis e mensuráveis os valores acumulados por cada participante do sistema de seguridade social. Cada segurado deve ter sua conta personalizada num fundo previdenciário identificável e poder acumular de modo seguro e tangível;

Avaliação pessoal:

Considero que a quantidade excessiva de leis, normas e resoluções tendem a tornar a Previdência Complementar um tiro no escuro. Percebo o Plano de Benefício como uma larga porta de entrada, mas não se vê a saída. Quando se entra, sabe-se das regras vigentes, mas nada nos assegura que essas regras irão nos assegurar o que agora foi contratado.



5.    PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS E SOLVÊNCIA DE PLANOS DE BENEFÍCIOS

Palestra de: ANTÔNIO FERNANDO GAZZONI*


*Diretor-Presidente da Gama Consultores Associados. Atuário e Administrador de Empresas, com especialização em Pension Funds and Money Management e Investimentos Alternativos e em Corporate Governance for Institucional Investors

As Entidades Fechadas de Previdência Complementar têm passado por um constante amadurecimento na gestão de seus planos de benefícios, amadurecimento este que é acompanhado pela evolução das normas que regulamentam o setor. A legislação que aborda a precificação de ativos e passivos e a solvência dos planos de benefícios tem sido objeto de intensas discussões, no sentido de aprimorá-la e adequá-la à realidade do tempo em que vivemos. A norma vigente que estabelece parâmetros para as hipóteses atuariais a serem adotadas em planos de EFPC – Resolução CGPC nº 18/2006, com alterações dadas pela Resolução CNPC nº 9/2012 – prevê a redução gradual do teto de taxa de juros, que, em 2018, será de 4,5% ao ano. Projeções mostram que a manutenção dessa norma poderá acarretar uma situação de déficit escritural em grande parte dos de planos de benefícios, o qual seria ocasionado por uma redução forçada das taxas de juros adotadas nas avaliações atuariais, sem que tal fenômeno corresponda à realidade dos fundos de pensão. Para evitar que tal situação, de todo indesejável, ocorra, a norma atualmente baseada em parâmetros fixos para definição dos limites de taxas de juros passíveis de utilização requer urgente adequação.

A solvência dos planos de benefícios, que decorre, diretamente, da precificação dos ativos e passivos, está sendo, cada vez mais, reconhecida no segmento de previdência complementar fechada como um aspecto basilar a ser observado. Neste contexto, regras de solvência também têm sido repensadas com o intuito de preservar, no longo prazo, o patrimônio dos planos de benefícios e, consequentemente, assegurar o direito dos participantes e assistidos a fazer jus aos benefícios contratados.

A previdência complementar fechada no Brasil tem passado por avanços, tanto na normatização, quanto nas práticas de gestão, os quais permeiam as mais variadas áreas de atuação dos fundos de pensão, inclusive aquelas ligadas à precificação do passivo e à solvência dos planos de benefícios.

No lado da precificação do passivo, a normatização que rege os regimes financeiros, os métodos de financiamento e as hipóteses atuariais encontram-se em um constante processo evolutivo. A última resolução que tratou do tema – Resolução CNPC nº 9/2012, que alterou a Resolução CGPC nº 18/2006 – quebrou um paradigma que perdurava há 35 anos, qual seja, a taxa máxima de juros atuarial de 6% ao ano, que vigia desde o primeiro marco regulatório do segmento, a Lei nº 6.435/1977.

No que tange às regras de solvência, a Resolução CGPC nº 26/2008, principal norma que trata do tema, tem sido objeto de constantes emendas. Além da Resolução CNPC nº 10/2012, que alterou a taxa de juros máxima e a tábua de mortalidade mínima possíveis de serem utilizadas para distribuição de superavit, as Resoluções CNPC nº 13/2013 e nº 14/2014 flexibilizaram regras para fins de equacionamento de déficit. As alterações normativas citadas nos parágrafos acima possuem, entre si, uma relação de causa e consequência. Enquanto a Resolução CNPC nº 9/2012 reduziu a taxa máxima de juros atuarial dos fundos de pensão, com o respectivo reflexo na taxa máxima para fins de distribuição de superávit dado pela Resolução CNPC nº 10/2012, as Resoluções CNPC nº 13/2013 e nº 14/2014 flexibilizaram as regras de equacionamento de déficit. Isso decorre do fato de alguns resultados deficitários surgidos em planos de benefícios terem sido ocasionados, em parte, pela redução da taxa de juros, a qual eleva o passivo atuarial dos planos.

Em face deste cenário, pode-se considerar, dentro da realidade brasileira, permutar os percentuais fixos e decrescentes, atualmente estabelecidos na Resolução CNPC nº 9/2012 e em vigor, por limites definidos por um intervalo em torno de uma taxa real anual de juros parâmetro que represente, de modo referencial, para cada de benefícios e a cada ano que venha a ser utilizada, a média dos preços dos títulos públicos atrelados a índice de preços praticado nos últimos anos. No caso dos fundos de pensão brasileiros, é comum se referir às NTN-B como representativo de um título público atrelado a índice de preço, visto que são tais títulos os que possuem vencimentos mais longos, o que se coaduna com a realidade das EFPC, além de ter sua rentabilidade atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, indicador
oficial de inflação adotado no Brasil.

Tal intervalo serviria para confrontar com a taxa real de juros obtida pelos estudos de convergência, sendo que quando esta resultasse inclusa no mencionado intervalo, a EFPC não precisaria solicitar prévia autorização para sua utilização, mas apenas nos casos em que a EFPC optasse por utilizar a taxa de juros resultante dos ditos estudos que estivesse fora do referido intervalo.
 

Avaliação pessoal:


A partir de 2015, a meta atuarial será específica para cada plano e levará em conta a duração dele e a rentabilidade média da NTN-B nos últimos três anos. A meta atuarial é o retorno necessário das aplicações para garantir o pagamento das aposentadorias e pensões.

Segundo o Dr Jaime Mariz, “O sistema ganhará muito com esse novo modelo, que não fica a mercê de alterações na taxa de juros”, (Dr Jaime é o presidente do CNPC e secretário de políticas de previdência complementar do Ministério da Previdência). A decisão acaba com a escada de redução que estava em vigor atualmente e previa a diminuição da meta atuarial de 6% para 4,5% gradualmente até 2018.As alterações na meta atuarial não envolveram grandes discussões no CNPC.

Como se sabe, a meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”. Valor presente é o quanto um Fundo de Pensão deve ter HOJE para cumprir seus compromissos; e esses recursos deverão ser aplicados e remunerados à meta atuarial, viabilizando o pagamento dos compromissos. Por isto, a meta atuarial precisa refletir uma expectativa de rentabilidade que se consiga efetivamente alcançar. O que mudou é que a partir de 2015, cada plano terá uma meta atuarial própria que levará em conta a duração do seu passivo e a rentabilidade média da NTN-B nos últimos três anos. Para a PREVI somente depois que sua atuária fizer os cálculos de acordo com a nova norma é que saberemos de seu impacto. Tudo indica que a fixação da meta será mais próxima da realidade.



6.     OBSERVAÇÕES SOBRE A PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA O BRASIL

Palestra de: NELSON BARBOSA*

*Pesquisador do IBRE/FGV e Professor na Escola São Paulo de Economia (Fundação Getúlio Vargas) e no Instituto de Economia da UFRJ

Segundo os dados mais recentes da Abrapp, atualmente os fundos de pensão do Brasil atendem a três milhões de participantes, incluindo ativos e assistidos, um contingente que junto com os seus familiares alcança um total de cerca de sete milhões de pessoas protegidas. Mensalmente, os fundos desembolsam em torno de R$ 2,5 bilhões com o pagamento de aposentadorias e pensões a cerca de 700 mil participantes já assistidos por seus planos previdenciários. Existem atualmente, autorizados a funcionar no país, 321 fundos de pensão. Como podem administrar mais de um plano previdenciário, o número de planos existentes chega a 3.078, sendo 2.159 são patrocinados por empresas privadas, 426 por empresas estatais e 493 instituídos por sindicatos e outras instituições classistas.
O conjunto de fundos de pensão também é um agente importante para a economia brasileira, dado que a poupança previdenciária acumulada nos planos responde por cerca de 33% do volume negociado total da BM&FBovespa, em 2013. No mesmo sentido, as maiores entidades do setor estão investindo cada vez mais em participações em grupos de controle de grandes empresas e, do lado fiscal, fundos de pensão já detêm 13,7% da dívida pública, que ganha, assim, melhores condições de ser financiada num horizonte de mais longo prazo.

Os recursos administrados pelos fundos de pensão somam hoje R$ 669 bilhões, cifra que corresponde a 13,8% do PIB brasileiro. Esse percentual é modesto quando comparado aos 114% da Suíça, 160% da Holanda, 95% do Reino Unido ou 75% dos EUA. De fato, ainda há um longo caminho a ser percorrido para ampliar a participação dos trabalhadores e das empresas em fundos de pensão no Brasil.

O crescimento dos fundos de pensão no Brasil atende a dois objetivos fundamentais de desenvolvimento econômico e social do país. De um lado, com maior participação em previdência complementar, beneficia as empresas e os trabalhadores, pois contribuições patronais para fundos de pensão são um ótimo instrumento para atrair e reter talentos, melhorando o ambiente interno das empresas e fomentando o sentimento de cooperação entre capital e trabalho. Mais importante, a participação em fundos de pensão também auxilia os trabalhadores na transição para a aposentadoria, complementando os benefícios da previdência pública e dando mais segurança a todos.

Cabe destacar que também é necessário diminuir o risco institucional de que benefícios não previstos no contrato previdenciário sejam reconhecidos, mais tarde, como direitos de alguns participantes por parte da Justiça. Não existe benefício sem custo. Quem paga a conta da incerteza jurídica sobre planos previdenciários são os próprios participantes remanescentes dos fundos de pensão. A redução da incerteza jurídica implica definir melhor as escolhas dos participantes que, por sua vez, devem ter liberdade para escolher o tipo de plano que melhor se adaptar às suas demandas. O Estado não deve limitar excessivamente as alternativas de planos de previdência disponíveis, mas sim garantir que cada participante tenha acesso a uma ampla variedade de combinações de contribuições e benefícios, bem como à informação necessária para avaliar tais alternativas.

Avaliação Pessoal:

Vire e mexe técnicos de governo voltam a falar sobre os riscos da judicialização da previdência. Parecem querer espalhar dentre participantes e assistidos o medo de recorrer aos tribunais em defesa de seus direitos. Somos nós, participantes e assistidos, os que mais temem a tão falada “incerteza jurídica”. Ora. Quando aderimos a um Plano estamos assinando um contrato para vigorar por 60, 60, 80 anos. O tempo de nossas vidas. Insegurança jurídica é o que sentimos ao assinar hoje um contato que ninguém nos assegura de que, lá aos 80 anos, de idade, ainda teremos os mesmos direitos pactuados no passado.


7.    DESAFIOS E AÇÕES PARA ESTIMULAR A CONECTIVIDADE
ENTRE PARTICIPANTES, ENTIDADE E PATROCINADORAS OU INSTITUIDORAS

Palestra de: VANESSA RACHADEL*

*Graduanda em Administração, especialista em Previdência Complementar, atua neste segmento há mais de oito anos. É Gerente de Relacionamento da Quanta Previdência Unicred e possui certificação pelo Instituto de Certificação Profissional de Seguridade Social (ICSS) e CPA-20 emitida pela ANBIMA.

Na Era do Relacionamento, atender os participantes de forma satisfatória não é mais um diferencial para as organizações e, sim, condição mínima esperada numa relação de prestação de serviços. Sendo esta uma realidade para as empresas comerciais, o que dizer daquelas empresas na qual os clientes são os donos?

O relacionamento entre a tríade (participante, patrocinador/instituidor e entidades) deverá ser permeado por ações de valorização das necessidades dos participantes/instituidores, já que perdura desde o início do planejamento previdenciário, transita pela fase de acumulação e alongar-se-á até a fase de recebimento do benefício de aposentadoria.

Cabe à governança e aos gestores a disseminação da importância de todas as formas de atendimento (interno e externo) com qualidade, de modo que os funcionários responsáveis por atender tenham claro seus objetivos e a importância de como os subsídios devem ser fornecidos pelas equipes de suporte interno, como áreas administrativas, financeiras, entre outras, que não possuem o contato direto com os clientes, mas que detenham as informações demandadas por eles, fazendo, desta forma, com que toda organização reconheça a importância do participante, afinal, sem ele não existiria entidade, departamentos, setores e funcionários.



Avaliação Pessoal:


Nem sempre os colegiados – Conselho Deliberativo, Diretoria Executiva, Conselho Fiscal – funcionam, no que se refere à governança, de forma adequada pelo fato de terem a forma desenhada na legislação. Como consequência, nem sempre produzem decisões também adequadas e alinhadas com os objetivos da entidade que administram e fiscalizam. As razões são de diversas ordens. Podemos falar de algumas delas que têm como causa o comportamento do grupo ou comportamentos individuais, ou seja, dos membros que compõem esses colégios.Começando pelo fim. Nem sempre o nível o nível de qualificação do grupo é homogêneo. Nem sempre, também, o grau de interesse e comprometimento é o mesmo entre eles. Nessa hipótese, os menos qualificados os menos comprometidos tendem a se influenciar e a se orientar ou adotar posições que não são suas, mas daquele que mostra mais convicção (nem sempre isso quer dizer conhecimento).Outra situação: a omissão. Pensando, mas não falando ou fazendo, alguns membros entendem que evitam confronto ou não se comprometem, dando prioridade ao conforto pessoal em detrimento do compromisso com a entidade e os planos de benefícios que assumem ao aceitar o posto.Outros comportamentos individuais poderiam ser mencionados, mas o mais importante é lembrar que o comportamento do colegiado é reflexo do comportamento dos seus membros, individualmente.Conselho Deliberativo, Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Comitês, Comissões sempre funcionam melhor e produzem melhores resultados e decisões quando seus membros são qualificados, independentes e comprometidos com os resultados das suas decisões.


Resumo do Jornal Asas > 20-11-14



Câmara rejeita pedidos de impeachment de Dilma

Durante a campanha eleitoral, Dilma foi alvo de três pedidos de impeachment na  Câmara

A consultoria jurídica da Câmara encaminhou ontem (20) ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), parecer contra o pedido de impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff feito por um presidiário. O caso, revelado pelo Congresso em Foco, deve ser arquivado na próxima semana, segundo a Secretaria Geral da Mesa. Até agora, a Casa já rejeitou 12 pedidos de impeachment de Dilma desde o início de seu governo. Todos pelo mesmo motivo: inconsistência jurídica. Três dessas solicitações foram apresentadas em meio à disputa presidencial.

De acordo com a Secretaria Geral, a maioria dos pedidos foi arquivada por não ter comprovado “tipicidade e/ou indícios mínimos de autoria e materialidade”. Outros requerimentos foram rejeitados porque a denúncia neles formulada foi “formalmente inepta”, ou seja, não atendeu às exigências protocolares.


Para a professora e doutora em Direito Penal Maria da Rosa Mendes, além de não ter substância, a banalização dos requerimentos, formal ou informalmente, representa risco para a democracia brasileira. Ela avalia que o ofício do preso João Pedro Boria Caiado, que pede o enquadramento de Dilma por crime de responsabilidade, deve ser visto como um protesto para denunciar a realidade do sistema carcerário. O problema maior, considera a especialista, está nas manifestações populares de caráter “conservador e antidemocrático” que suscitam a ideia de impeachment como passo inicial para a intervenção militar.


“Precisamos diferenciar esse tipo de pedido de impeachment, que é muito mais um grito de alerta que, simbolicamente, significa a importância que deveria ser dada à questão do sistema carcerário brasileiro. Eu separaria o joio do trigo: de um lado, que fiquem esses conservadores ensandecidos que preferem o silêncio e a paz dos cemitérios que as ditaduras impõem; de outro lado, que venham, sim, os gritos do fundo das masmorras, para que signifique uma modificação, uma linha para esse governo”, disse Maria da Rosa, autora do livro Criminologia feminista.


Caráter simbólico

Ela defende que o “caráter simbólico” da demanda de João Pedro deve ser estendido a outras mazelas nacionais. “No caso específico do sistema carcerário, que se leve em consideração que essas pessoas que lá estão, em sua maioria, são vítimas de um sistema excludente. Temos lá [nas prisões] a maioria de mulheres e homens pobres, pretos. Os dados estão aí para demonstrar isso. Devemos repensar o sistema carcerário”, acrescentou a professora, para quem apenas os casos “perfeitamente enquadrados” no crime de responsabilidade são passíveis de impeachment.


Um dos requerimentos sem indícios do crime de responsabilidade foi apresentado pelo senador Mário Couto (PSDB-PA), contumaz crítico dos governos petistas na tribuna do Senado. Para o tucano, o ato criminoso de Dilma foi feito “enquanto ocupava os cargos de ministra chefe da Casa Civil e de presidente do Conselho de Administração da Petrobras, relacionado à compra da refinaria Pasadena pela referida empresa em 2006”. Ao pedido de impeachment, apresentado em 1º de abril, o senador anexa um exemplar da revista Veja, edição de 26 de março deste ano, com reportagem que teria demonstrado as perdas da estatal com a operação de compra – “um prejuízo na ordem de um bilhão de dólares”, diz Mário Couto.


“[...] resta configurado que o comportamento comissivo da conselheira, da então ministra chefe da Casa Civil e, inequivocamente, da chefe do setor energético brasileiro e, portanto, responsável pelo Programa de Aceleração do Crescimento, era quem dava as ordens, logo, impositivo a conduta da senhora Dilma Rousseff como atentatória à probidade administrativa e à guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos, da forma como prescrito na lei especial”, diz o requerimento, anunciado pelo próprio senador em plenário.


Confira no vídeo:

              Mário Couto protocola pedido de impeachment

Publicado em 1 de abr de 2014
Foi na tarde desta terça-feira, 01, pouco depois de o senador ir à tribuna para anunciar sua iniciativa e falar da volta da inflação, do aumento dos impostos e dos gastos excessivos do Governo Federal. Caberá ao presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), dar andamento ao pedido de impeachment.

 Congressoemfoco

18 novembro, 2014

Pizzolato diz ter obtido no presídio 'pequenos sinais' da existência de Deus

Condenado no julgamento do mensalão, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato afirma ter "encontrado pequenos sinais da existência de Deus" na prisão. Disse também que Jesus atuou como seu "advogado" e impediu sua extradição para o Brasil. 

A alegada "liberdade com Jesus" foi tema de um testemunho de fé dado por Pizzolato na igreja pentecostal Fonte de Vida, na periferia da cidade italiana de Módena, no último domingo, conforme vídeo mostrado à Folha. 

Falando em italiano num púlpito montado diante de uma cruz luminosa, Pizzolato foi interrompido três vezes pelos aplausos de um grupo de cerca de setenta fiéis que assistiam ao ofício religioso. 

"Um dia antes do julgamento, o pastor me mandou uma carta e me deu um livrinho. Sublinhei um trecho da carta que dizia que o senhor Jesus era meu advogado", contou Pizzolato em sua primeira aparição pública desde que a Corte de Apelação de Bolonha o libertou, no último dia 28. 

"Quando os juízes começaram a ler a decisão, senti qualquer coisa, e o meu advogado começou a tremer. E a gente se abraçou. Ele me disse: Você será livre'", afirmou. 

Sobre os quase nove meses que ficou na penitenciária italiana, Pizzolato disse que viveu a experiência de ser "um dos últimos dos últimos" e comparou a prisão aos leprosários onde eram depositados doentes na Idade Média. 

Ele citou o episódio em que Saulo, o futuro apóstolo Paulo, foi convertido ao cristianismo após uma queda de cavalo a caminho de Damasco. 

"Eu me vi no escuro, na dificuldade e na derrota, não tinha mais forças, e era como se me apertassem e asfixiassem. Procurava um meio de poder sobreviver e pedi a Jesus que me mandasse um sinal de qual era a sua vontade", relembrou. 

Os sinais de Jesus, diz, foram os cultos celebrados pelo pastor Romolo Giovanardi todas as quintas na penitenciária de Módena. 

"O pastor segurava a Bíblia e pôs a mão na minha cabeça. Naquele momento eu me senti mais leve, me sentia com um pouco mais de ar e de luz", disse, enquanto alguns fieis respondiam com "amém". 

A igreja de Pizzolato na Itália não tem nenhuma relação com a denominação evangélica de mesmo nome que opera no Brasil. 

O petista mencionou também Steve Jobs, o fundador da Apple, para exemplificar como os milagres de Deus precisam de tempo para serem compreendidos. 

Ele citou o episódio em que Jobs, após abandonar a universidade, fez um curso de caligrafia e design que mais tarde seriam importantes para o desenvolvimento de softwares. 

"Deus deu a ele a oportunidade de aprender, e ele levou 20 anos para compreender isso. Hoje eu não sei qual é a vontade de Deus, mas o que eu quero é não falhar no Seu projeto ("¦). Deus me deu uma oportunidade ao me mandar para um lugar difícil", disse sobre sua conversão religiosa na prisão. 

Livre na Itália, Pizzolato disse que, como aposentado do Banco do Brasil, poderá se dedicar a alguma atividade voluntária na igreja. "Se tivesse a oportunidade de viver de novo, não mudaria nada na minha vida. Nem a passagem pelo presídio, pela alegria e os amigos que conheci lá. Espero dedicar o que me resta de vida a poder ajudar os outros", encerrou, sob aplausos. 

O Ministério Público italiano impetrou ontem na Corte de Cassação (a instância mais alta do Judiciário local) um recurso para tentar obter a extradição do petista para o Brasil, onde foi condenado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
 
COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA: Somos roubados e ainda temos que "engolir" deboche!

FOLHA


MANIFESTAÇAO ELEITOS DA PREVI

Prezados Colegas,

Para Conhecimento.
Att
Isa Musa
=====================================

  

                Parte dos nossos eleitos na PREVI divulgaram um Manifesto pela blindagem dos fundos de pensão das nocivas ingerências políticas. Esse Manifesto contou com a adesão de outros dirigentes eleitos da PETROS e da FUNCEF, pois pretendem buscar a troca de ideias a respeito da melhor forma de agir na defesa do patrimônio dos participantes. Consideram que essa união de esforços é saudável é necessária na atual conjuntura. O documento foi divulgado na imprensa conforme transcrição abaixo.

Imediatamente a PREVI apressou-se a publicar em sua página na web uma nota onde diz que “repudia acusações de ingerência política na sua gestão”. A íntegra da nota da PREVI também está transcrita abaixo.

A FAABB entende que o Manifesto de alguns de nossos eleitos, corroborados por outros de PETROS e FUNCEF, não merece repúdio, mas louvor, pois o que  todos almejamos é que nossa PREVI seja gerida para os objetivos pelos quais foi criada há mais de cem anos: assegurar uma velhice tranquila a aposentados e pensionsitas. E mais. Já vivenciamos o uso político da PREVI no passado, em lamentáveis episódios nas privatizações, quando certo dirigente da Patrocianadora chegou a dizer que “agiu no limite da irresponsabilidade.” É o caso da privatização do sistema de telefonia, que contou com a participação de pesos-pesados como a Previ e acabou desaguando no grampo do BNDES. “Hoje se sabe, também, que os fundos gastaram quase 1 bilhão de reais nos malfadados títulos de precatórios. Em outro episódio escandaloso, a Funcef, fundo da Caixa Econômica Federal, com uma carteira de mais de 5 bilhões de reais, enterrou 130 milhões em um empreendimento da construtora Encol, na época já sabidamente em situação falimentar.”(Revista Veja, 1.679, de 13 de dezembro de 2000, reportagem de Marcelo Carneiro sob o título “Pela Porta dos Fundos” – link: http://veja.abril.com.br/131200/p_194.html.

Vale lembrar que também no passado, “os fundos compraram, por imposição do governo, grande quantidade de títulos depois considerados ``moedas podres", como papéis do FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento)”. (Folha de São Paulo, 23 de julho de 1995 – matéria Empresa estatal rende 40% para o comprador, por Francisco Santos, link em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/7/23/dinheiro/13.html

Assim é que a sabedoria popular já ensina que “cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém” e a iniciativa do Manifesto reflete adequadamente a preocupação da grande massa de participantes e assistidos da PREVI, de sorte que a FAABB não vê nenhuma estranheza nessa forma de manifestação, que se reveste do direito livre de reunião e de opinião tornando o repúdio da Previ, em seu site, inapropriado e inoportuno, constituindo-se, no mínimo, em uma forma de procurar inibir a transparência no fundo e coagir conselheiros e diretores eleitos.

As matérias citadas estão transcritas a seguir.

 Atenciosamente,

Isa Musa de Noronha

Correio Braziliense/BR

Sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ANTONIO TEMÓTEO

Enviado Especial

São Paulo -- Diretores e conselheiros eleitos pelos participantes dos três maiores fundos de pensão do país divulgaram ontem, durante o 35º congresso do setor, um manifesto para externar preocupações relacionadas ao uso político das fundações. Os representantes dos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa na gestão da Previ, da Petros e da Funcef, respectivas entidades de previdência complementar destas estatais, estão insatisfeitos com a gestão do patrimônio dos funcionários.

Os 13 signatários do documento temem que as intervenções do governo diminuam a rentabilidade dos fundos de pensão e que patrimônio dos trabalhadores não seja suficiente para pagar os benefícios esperados. Previ, Petros e Funcef têm R$ 309,7 bilhões em caixa, valor que corresponde a 44% do total de ativos do setor. No manifesto, os executivos definiram a criação de um fórum independente, que se reunirá pela primeira vez, em Brasília, nos dias 19 e 20 de janeiro de 2015.



Na ocasião, os gestores debaterão questões relacionadas à política de investimentos e a mecanismos para ampliar a divulgação de informações aos participantes. Além disso, eles discutirão a necessidade de que todas as diretorias colegiadas de estatais tenham metade dos representantes eleitos por quem contribui para formação do patrimônio. Em paralelo a reunião, os diretores e conselheiros querem um encontro com os dirigentes da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) para abrir um canal direto de diálogo.



Assinaram o manifesto, pela Funcef, os diretores Antonio Augusto de Miranda e Souza, Max Mauran Pantoja da Costa e Délvio Joaquim Lopes de Brito; pela Previ, os diretores Cecília Garcez e Décio Bottechia Júnior, além dos conselheiros Antonio José de Carvalho, Ari Zanella, José Bernardo de Medeiros Neto e Williams Francisco da Silva; e pela Petros, os conselheiros Epaminondas de Souza Mendes, Paulo Teixeira Brandão, Ronaldo Tedesco e Silvio Sinedino.





SITE DA PREVI - 14/11/2014

PREVI se posiciona sobre manifesto de dirigentes

Entidade repudia acusações de ingerência política na sua gestão e encaminha resposta ao Correio Braziliense



A propósito da notícia intitulada Revolta nos fundos, publicada na edição desta sexta-feira, 14/11, do jornal Correio Braziliense, registramos que a PREVI é reconhecida pelo seu avançado modelo de governança corporativa, com a composição de todos os seus órgãos colegiados de forma paritária entre patrocinador e participantes, estes elegendo seus representantes de forma direta. Além disso, o processo decisório, inclusive de investimentos, é norteado por uma política de investimentos, elaborada pela Diretoria de Planejamento, cujo diretor é eleito pelos participantes, e pautado por análises técnicas, o que proporciona à Entidade autonomia e independência em sua gestão.



Cabe lembrar que, ao todo, são 6 executivos estatutários responsáveis pelas decisões, em colegiado, na Diretoria Executiva da PREVI, não havendo sequer voto de qualidade neste fórum. O Presidente, o diretor de Investimentos e o de Participações são indicados pelo Patrocinador. Os diretores de Administração, de Planejamento e o de Seguridade são eleitos pelos participantes.



As decisões obedecem a alçadas pré-estabelecidas em normas internas e são tomadas com base em notas técnicas, elaboradas por funcionários de carreira, altamente qualificados e capacitados, originários dos quadros do Banco do Brasil e escolhidos a partir de seleção interna quando do ingresso aos quadros da PREVI. Esses funcionários são também regularmente avaliados e pontuados por uma consultoria externa, que os orienta para crescimento na carreira e os qualifica para futuras promoções. Toda essa gestão de pessoas está sob a responsabilidade da Diretoria de Administração, também eleita pelos participantes.



Esse modelo de governança, implementado na PREVI a partir de 1998, tem passado por sucessivos aprimoramentos e tem se mostrado vencedor, pois permite a participação equilibrada entre representantes do Patrocinador e dos Participantes nas grandes decisões administrativas e de investimento e/ou desinvestimento do Fundo, não sendo pertinentes ilações de que a PREVI possa estar sendo alvo de uso político.



Portanto, diferentemente do registrado na matéria do CB, a PREVI já possui, há muitos anos, metade dos seus órgãos de governança formada por representantes eleitos pelos participantes, dentro do bom princípio da equidade de direitos.



O sucesso desse modelo de gestão na PREVI pode ser validado pelos sucessivos superávits registrados no Plano 1 e também pelo desempenho do PREVI Futuro. Esses resultados são amplamente divulgados aos participantes, seja por canais institucionais como o sítio da PREVI na internet, ou por reuniões presenciais realizadas anualmente nas principais capitais brasileiras pela Diretoria da PREVI com os associados do Fundo.



Mesmo num contexto econômico adverso, o Plano 1, maior e mais antigo plano de benefícios da Entidade, conta atualmente com cerca de R$ 22 bilhões a mais do que o montante necessário para honrar todos os compromissos atuais e futuros com seus participantes. E essa informação é de amplo conhecimento dos diretores e conselheiros deliberativos e fiscais eleitos e indicados da Entidade.



Vale ressaltar, ainda, que a PREVI tem pago mais de R$ 9 bilhões em benefícios anualmente a seus associados e que, nos seus 110 anos de existência, ela nunca deixou de arcar rigorosamente com suas responsabilidades.



Por fim, causa-nos estranheza o fato de alguns diretores e conselheiros eleitos, conhecedores da robustez e da qualidade da governança da PREVI, terem recorrido a um veículo de imprensa para divulgar um manifesto, uma vez que, enquanto membros de órgãos colegiados, eleitos pelos participantes, poderiam ter usado as vias formais de governança interna e comunicação institucional da Entidade para exporem suas ideias, propostas ou insatisfações.



Tal atitude torna-se ainda mais inadequada por ter sido adotada em conjunto com representantes de outros fundos de pensão, cujas características, necessidades e realidades são distintas da PREVI.

Dilma se beneficiou de desvios na Petrobras, diz Aloysio

Para tucano, a presidente obteve dividendos políticos do megaesquema de corrupção montado para desviar recursos da estatal para políticos partidos 

 Gabriel Castro, de Brasília
Aloysio Nunes durante encontro com líderes do Democratas, em São Paulo
      Aloysio Nunes Ferreira: "A presidente se beneficiou politicamente porque esse esquema de corrupção da Petrobras" (Adriana Spaca/Folhapress/VEJA) 
 
O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), disse nesta segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff se beneficiou diretamente dos desvios na Petrobras revelados pela Operação Lava Jato. “A presidente se beneficiou politicamente porque esse esquema de corrupção da Petrobras, a exemplo do mensalão, é uma forma de formar maioria parlamentar, arrumar apoio político para sua eleição, de somar tempo de rádio e televisão”, disse ele.


Apesar de ressalvar que não há provas de enriquecimento pessoal da chefe do governo, o tucano afirmou que a corrupção na Petrobras mostra que os desvios eram parte do método petista de governar, uma espécie de “política de estado para formar maioria parlamentar”.

Aloysio esteve numa passeata que pedia o impeachment da presidente, em São Paulo, no sábado. Ele diz, entretanto, que é preciso produzir provas “muito contundentes” antes de iniciar um eventual processo de cassação.

O tucano também afirmou que a base aliada não terá argumentos para impedir novamente a convocação de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras que foi preso na sexta-feira. “Depois dos fatos desse último fim de semana, penso que a base governista não terá condições políticas nem morais de impedir aquilo que nós já tentamos fazer na semana passada, que é a convocação de Renato Duque, Sérgio Machado e Leonardo Meirelles”. Machado é o diretor licenciado da Transpetro. Meirelles é diretor do Labogen, um laboratório do doleiro Alberto Yousseff que era usado para movimentar dinheiro sujo. Na semana passada, a base aliada manobrou para impedir a convocação do trio.

Já líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), descartou aprovar um requerimento de convocação de Duque. Antes mesmo de saber se o depoente pretende colaborar, o senador disse que a convocação seria inútil: “Tenho clareza de que simplesmente transportar de um ponto para outro um preso eu entendo que essa não é a melhor forma de investigar”, afirmou.


 

MPE entra com recurso contra escolha de Gilmar Mendes para relatar contas de Dilma


Ministro Gilmar Mendes profere seu voto no julgamento de ação contra cotas raciais na UnB
Gilmar Mendes herdou processo de Henrique Neves, que deixou o TSE na última semana (Fellipe Sampaio/SCO/STF/VEJA) 
 
A Procuradoria-Geral Eleitoral recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão de redistribuir livremente o processo de prestação de contas da campanha à reeleição de Dilma Rousseff. O processo que reunia os dados de arrecadação e despesas da campanha da presidente-candidata em 2014 estava a cargo do ministro Henrique Neves, que deixou o tribunal na última quinta-feira. Com isso, diz o Ministério Público Eleitoral, o caso deveria ser repassado a um ministro da mesma classe de Neves, ou seja, da classe dos advogados indicados para compor a Corte, e não indiscriminadamente a qualquer magistrado do TSE. De acordo com o parecer do MPE, a prestação de contas deveria sair da responsabilidade do ministro Gilmar Mendes, que herdou o processo de Henrique Neves, e passar para as mãos do ministro-advogado Admar Gonzaga. Em tempo: Gonzaga foi um dos principais integrantes do núcleo jurídico da campanha da petista nas eleições de 2010. (Laryssa Borges, de Brasília)


COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA:  até tu Ministério Público? 

17 novembro, 2014

Resumo do Jornal Asas > 17-11-14

Cortesia com o chapéu alheio

Caros colegas,

Através de minhas várias fontes, chegou-me uma informação dando conta de que a pedido da Rede-SOS houve uma solicitação de parecer à celebridade Ivens Gandra Martins como forma de endosso a uma ação ACP/MPF que é contra os termos da resolução 26. Ocorre que, tal consulta não custaria nada menos do que a bagatela de CR $ 150.000,00, (cento e cinquenta mil reais), o que para nós, na atual conjuntura é uma fábula pela qual nem a ANABB, nossa maior associação, se arriscaria a pagar.

Dinheiro é uma mercadoria muito cara, portanto, no meu ponto de vista esta medida além de inócua, é uma aberração, haja vista, que juiz nenhum, já tendo sua opinião formada se deixaria levar pela opinião de nenhum advogado, mesmo que este advogado possua um status em âmbito nacional, como é o caso do nome em foco.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção, foi o fato da iniciativa partir da Rede-SOS, um grupo conhecidamente radical, que o quê mais sabe fazer é criticar as nossas Associações e, que, no entanto, seus membros não são associados às entidades que eles tanto criticam. 


Surpreendo-me ao ver que este mesmo grupo venha pedir ajuda financeira das nossas associações para pagar o trabalho de um especialista solicitado por ele, ainda mais, sem um mínimo de garantia de que o tal documento possa surtir efeito.

Sinceramente, eu como associada de todas as nossas entidades não posso concordar que a minha mensalidade seja usada para bancar este ato supérfluo.

Uma sugestão ao grupo Rede SOS:
arrecade o dinheiro e contrate, por si só,  o profissional de sua escolha. Caso tenha sucesso, terá o meu aplauso, o meu respeito e a minha admiração, porque aí sim, direi que pode criticar as associações.

Leopoldina Corrêa



15 novembro, 2014

Protesto contra Dilma reúne 6.000 em SP, mas exclui pedido de impeachment

Ampliar

Em atos pelo Brasil, manifestantes pedem saída de Dilma 

15.nov.2014 - Manifestantes pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) durante protesto na avenida Paulista, região central de São Paulo. É o segundo ato pedindo a saída da petista do governo em menos de 15 dias Reinaldo Canato/UOL

Pelo menos 6.000 pessoas protestam contra o governo de Dilma Rousseff e contra os escândalos de corrupção da Petrobras neste sábado (15), em São Paulo, segundo estimativa da Polícia Militar. O protesto acontece na avenida Paulista, e segue em dois grupos: um que parte da avenida rumo à praça da Sé e outro que segue até o Segundo Comando Militar do Sudeste, próximo ao parque Ibirapuera, na zona sul.

O tom do protesto, no entanto, mudou em relação às últimas manifestações contra a petista, que pediam o impeachment ou anulação do pleito. Auto-falantes de carros de som avisam que respeitam os resultados eleitorais e que não vão pedir pela saída da presidente. "Hoje só queremos o fim da corrupção e zelar pela democracia", bradam.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que foi candidato à vice-presidência na chapa de Aécio Neves, participa do evento. Segundo o tucano, o protesto "é uma oportunidade da população protestar contra os recentes escândalos da Petrobras".

O deputado federal Jair Bolsonaro e o filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) estão em um dos cinco carros de som que andam no sentido da avenida Brigadeiro Luis Antônio, na região central.

Grande parte dos manifestantes seguram bandeiras do Brasil e usam roupas nas cores verde e amarela. Alguns deles queimaram uma bandeira da campanha de Dilma e pisaram no que restou dela aos gritos "Fora Dilma", "fora PT".

Avenida parcialmente interditada

A avenida Paulista está interditada a partir do Museu de Arte de São Paulo (Masp) até a avenida Brigadeiro Luís Antônio, nos dois sentidos. A PM mantém uma unidade móvel em frente ao museu com câmeras, e dois PMs filmam os manifestantes.

Na última manifestação semelhante cerca de 2.500 pessoas participaram do protesto, segundo estimativa da Polícia Militar. Além do impeachment de Dilma, parte dos presentes defendeu um golpe militar para retirar Dilma do poder.

Esquerda versus direita

Na quinta-feira (13), diversas organizações de esquerda, entre elas o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) fizeram um protesto em resposta à manifestações pela derrubada do governo. Segundo a PM, cerca de 12 mil pessoas foram ao protesto.

No ato, os manifestantes defenderam a realização de uma série de reformas populares, entre elas a política --por meio de uma constituinte e de um plebiscito--, a urbana, a agrária e a tributária. Os presentes também defenderam a democratização da comunicação e a desmilitarização da polícia.

Ampliar

Protestos e greves pelo Brasil

13.nov.2014 - Manifestantes concentrados em frente ao vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, exibem réplicas de machados durante ato por "reformas populares" nesta quinta-feira (13). De acordo com policiais militares que acompanham o ato, cerca de 12 mil pessoas estão presentes. Os organizadores estimam em 15 mil Leia mais Fernando Zamoura/ Futura Press/ Estadão Conteúdo