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24 fevereiro, 2016

O Preço de um Alento

“Além disso, aguarda-se que a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil-ANABB, sob nova direção, saia da ambiguidade em que sempre esteve e faça algo, inclusive apurando o que de verdade existe sobre o envolvimento da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil-PREVI, nos escândalos do governo”

“Infelizmente, o Brasil caminha noutra direção e, por isso, o caos se avizinha. Não há crescimento econômico, o desemprego estrutural continua fazendo vítimas, o descalabro atinge a educação, saúde, estradas, saneamento básico; Os conflitos no campo se generalizam por negligência e falta de vontade política na efetivação de uma reforma agrária que não consegue sair do papel.”

Esses dois primeiros parágrafos parecem ser discursos da oposição ao atual governo. Mas não.   São da oposição ao governo neoliberal e privatista de FHC e seus aliados. São trechos de um livro de autoria de Lúcio Flávio V. Lima, sob o título de “A AGONIA DE UM POVO – Nacionalismo x Gobalização” (1999), crítica ao governo tucano, muito bem embasada, no qual há um depoimento de Fernando Amaral Baptista Filho, nome sempre presente há muitos anos em nossa rotina diária com a ANABB, PREVI, CASSI e BB. Ambos, Lúcio Flávio e Fernando Amaral são das fileiras do BB.

Nós, ativos e aposentados integrantes dos fundos de pensão, temos um fantasma a nos perseguir e nos atemorizar, que é a drástica depreciação dos seus ativos na Bolsa, decorrente do aparelhamento político das empresas estatais, com as respectivas administrações tendo livre  acesso aos seus recursos financeiros para abastecer interesses particulares de políticos e de partidos. A corrupção, esse monstro que sempre existiu desde outros governos, assume atualmente proporções escandalosamente gigantescas. Soma-se a isto, a crise econômica com forte presença de um ingrediente político pernicioso, para o qual interessa os efeitos da crise, valendo da máxima do “quanto pior, melhor”. Sem dúvida, há por trás disto uma arquitetura de interesses maiores que ambos os lados políticos já não conseguem  e nem se preocupam em ocultar.

De um lado, um projeto de permanência no poder que está se esgotando por conta da impossibilidade de ocultar os efeitos devastadores dos assaltos e desvios de recursos cometidos sob as mais diversas e ardilosas formas de corrupção contra o Tesouro, as estatais, os fundos de pensão, a Previdência e a Saúde Pública, e onde mais houvesse recursos acessíveis.

Do outro lado, uma oposição com um projeto de retorno ao poder, que conta com os favores do  tempo que fez a maioria do eleitorado esquecer o rastro entreguista da privataria tucana no período de 1995 a 2003, com FHC.

Durante seus mandatos, o esforço do governo tucano foi dedicado a privatizar as estatais estratégicas e cobiçadas pelo poder econômico nacional e predominantemente internacional. Sistema Telebrás, Vale do Rio Doce, não ficando de fora nem mesmo o Banespa. É um fato que por maior que fosse o esforço estatal, pela sua estrutura complexa e limitada capacidade técnica, não conseguiria atender plenamente a crescente demanda nacional pelos benefícios dos seus produtos e serviços que o desenvolvimento da nação exigia. Inclusive pela demanda internacional para o caso da Vale. Privatizar era preciso, mas de forma estratégica, a preservar os interesses nacionais maiores, e nossa dignidade. E isto não aconteceu. Quando não se entregou as empresas a preço vil,  vendeu-se a preço financiado pelo nosso próprio Tesouro, e a juros reles. Não temos o direito de ser inocentes a ponto de faltar a certeza de que políticos tucanos também se locupletaram  fartamente com esses “bons negócios” para o nosso Brasil.

Hoje, não faltam críticas grosseiras aos que votaram em Lula, e em particular, aos colegas do Banco. Não se lembram, porém, da irresistível pressão que se exercia no sentido de privatizar o Banco do Brasil, começando pelas severas restrições às suas áreas de atuação, restrições estas que partiam dos próprios ministros das áreas econômicas. Naqueles tempos, fomos tomados por um grande temor pela privatização e suas consequências para nós e para a Nação. Não tínhamos outra opção viável para preservar o Banco do Brasil. Não quero com esta consideração, dar justificativa  a essa “ideocracia “ que veio a se instalar no País, e que a História Contemporânea já demonstrou seu fracasso político, administrativo e econômico, e suas consequências sociais, em diversas partes do mundo.

Não pode cair no esquecimento a torpe e engenhosa tentativa de criar uma nova imagem da empresa que era motivo de orgulho nacional, e ainda é, apesar da devastação moral e econômica a que está sendo submetida pela corrupção que a assola, e pela suspeitosa queda brusca do preço do petróleo. O que FHC não conseguiu fazer com Petrobrax, o atual governo está fazendo, como um tiro no pé, graças à ganância voraz dos seus políticos que arruinaram a empresa orgulho nacional. Essa profusão infindável de denúncias de corrupção, os grandes rombos abertos na sua estrutura econômica e financeira, a queda do preço do petróleo, aguçam o apetite privatista. Segundo informações de O Globo, recursos da ordem de US$6 bilhões poderão ingressar na Petrobras pelos canadenses Brookfiel e o Canadian Pension Plan Investiment, e é esperado também um grande aporte de dinheiro chinês. Este anúncio, e mais o comportamento da OPEP com a alta do preço do petróleo, já foi o suficiente para melhorar um pouco a cotação das ações da Petrobras nas Bolsas.

E para nós da PREVI, especialmente do PB 1, assim como os integrantes dos demais Fundos de Pensão, que estamos vendo uma grande fatia dos nossos ativos depositados na Petrobras desabarem, levando junto nossa confiança no futuro, temos que aceitar, por fim, o aumento da presença do capital privado para viabilizar a continuidade da Petrobras e recuperar sua rentabilidade, da qual muito dependemos. É o preço que temos de pagar por esse alento.

Bolsa em 23/02:  Petr3 = R$7,08 ; Petr4 = R$4,92
Petr3 = ON (ordinária nominativa, teoricamente dá direito a voto)
Petr3 = PN (preferencial nominativa, não dá direito a voto)
 
As dividas da Petrobras para com os Bancos, serão transformadas em ações, conforme notícias nas páginas de economia dos jornais. De credores, passarão a ser sócios.

BB = R$26 bilhões, Caixa R$11 bilhões e BNDES R$50 bilhões


Abraço
Roberto Abdian



01 dezembro, 2015

Roberto Abdian> "Apelo sem respaldo jurídico"





O texto de apresentação desta mensagem apela para uma reflexão sobre a necessidade de os associados participarem ativamente das negociações. Quem emite este apelo, está numa situação muito cômoda, porque não tem capacidade jurídica para fazer acontecer o que nos pede para fazer: “participar ativamente das negociações”. Esta é uma forma de eximir-se da responsabilidade, seja pessoal ou de grupos, e poder acusar os outros caso ocorra um insucesso nas negociações.

O enfraquecimento de nossa classe começou com essas divisões com formação de grupos independentes que só apresentam reivindicações e fazem cobranças, mas não têm poder para representar efetivamente a nossa classe.  Essas divisões apenas enfraqueceram nossa representação oficial que é a FAABB nas mesas de negociações, abrindo espaço para a prevalência da Contraf/Cut, cujo histórico todos nós sabemos, e não representam os aposentados.
O caminho ainda é a Justiça, apesar de todas as incertezas.

Roberto Abdian


Date: Tue, 1 Dec 2015 08:55:50 -0200
From: robertomarilia@bol.com.br
Subject: Fwd: [ACORDA-BB-INFORMATIVO] Fwd: Cassi- URGENTE para
To:

AOS AMIGOS INTERNAUTAS DO BB E ANABB

EIS A QUESTÃO ..... CASSI!!! SAUDE É QUE INTERESSA... O RESTO...TAMBÉM TEM PRESSA!!!

De: ACORDA-BB-INFORMATIVO@yahoogrupos.com.br
Enviada: Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015 21:35
Para: ACORDA-BB-INFORMATIVO@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ACORDA-BB-INFORMATIVO] Fwd: Cassi- URGENTE para


Repasso para conhecimento.

Faço um apelo para que os colegas dediquem alguns minutos para a leitura atenta dos anexos, e reflitam sobre a necessidade de participar ativamente das negociações, retransmitindo as informações aos amigos do BB e acompanhando passo a passo o posicionamento de sua associação representativa na defesa dos nossos direitos.

Anexos: boletim

pessoal, a proposta do Banco, de 19.11.2015 e os convites para conferências de Saúde da CASSI, no Rio e em São Paulo.

Abçs
Daisy- SP - SP
MSU/Acorda-BB/REDE-SOS


É, meu caro Abdian, parece que temos muito cacique para muito pouco índio.
 

10 fevereiro, 2015

     POR ABDIAN E PELA AFABB TUPÃ


Dirijo-me a você, colega de Tupã e Região, com afeto e profunda esperança.

Em meio a angústia dos últimos tempos, quando a CASSI enfrenta mais uma de suas crises, em tempos difíceis onde assistimos um jovem ex-presidente do BB aposentar-se da “Casa” saindo com uma aposentadoria, à custa da PREVI, em torno de R$ 62.400,00 graças a norma que ele mesmo criou em sua gestão no BB, recebemos a notícia de que a AFABB TUPÃ está a fechar suas portas, pois a atual Diretoria, capitaneada pelo guerreiro Roberto Abdian, não encontra, dentre seus associados, quem a queira substituir na condução da entidade.

    Sabemos das agruras que encontra todo aquele que se lança na jornada de conduzir uma Associação de Aposentados. Sem remuneração, com poucos sócios, dirigentes muitas vezes custeiam a associação com seus próprios recursos. Graças à boa vontade de alguns gerentes do BB no interior, algumas associações conseguem uma sala na agência para ali instalar sua Sede e convivem com condições mínimas: um computador, um telefone, mas com muita disposição, muito devotamento. E ainda temos de ler/ouvir por ai que “dirigentes se perpetuam nas associações”, “dirigentes não largam o osso”, “associações com redutos de sinecuras, desvios”, etc. Os críticos são muitos. Poucos são os que tomam para si a tarefa de ombrear com quem resiste e luta.

    Assistir uma Associação de brio como a AFABB TUPÃ encerrar suas atividades é uma derrota fragorosa para todos aposentados e pensionistas do BB. É o ruir da nossa mais antiga convicção: a de que somos um corpo, somos um exército invencível, pois embora percamos tantas batalhas, jamais esmorecemos.

    Assim é que apelo aos colegas amigos de Tupã e Região, para que não abandonem a AFABB TUPÃ exatamente quando mais precisamos de união e de trabalho devotado. Rogo aos companheiros de Marília, Lins, Assis, cidades adjacentes a Tupã que reflitam, compreendam a importância de uma entidade como a AFABB TUPÃ e cerrem fileiras ao lado de Roberto Abdian. 

    Conclamo a todos os colegas que, tomando conhecimento desse meu apelo, converse com seus amigos, conhecidos aposentados e pensionistas do BB em Tupã e Região, para que não deixem morrer a nossa AFABB TUPÃ.

Deixo aqui uma mensagem para reflexão:
Precisa-se

“De pessoas que tenham os pés na terra e a cabeça nas estrelas.

Capazes de sonhar, sem medo de seus sonhos.
Tão idealistas que transformem seus sonhos em metas.

Pessoas tão práticas que sejam capazes de tornar suas metas em realidade.

Pessoas determinadas que nunca abram mão de construir seus destinos e arquitetar suas vidas.

Que tornem seu trabalho objeto de prazer e uma porção substancial de realização pessoal.

Que percebam, na visão e na missão de suas associações, um forte impulso para sua própria motivação.

Pessoas com dignidade, que se conduzam com coerência em seus discursos, seus atos, suas crenças e seus valores.

Precisa-se de pessoas que questionem, não pela simples contestação, mas pela necessidade íntima de só aplicar as melhores idéias.

Pessoas que mostrem sua face serena de parceiros legais, sem se mostrar superiores nem inferiores, mas... Iguais.

Precisa-se de pessoas ávidas por aprender e que se orgulhem de absorver o novo.

Pessoas de coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados sem medo de errar.

Precisa-se de pessoas que construam equipes e se integrem nelas.

Que não tomem para si o poder, mas saibam compartilhá-lo.

Pessoas que não se empolguem com o seu próprio brilho, mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto.

Precisa-se de pessoas que enxerguem as árvores, mas também prestem atenção na magia da floresta – que tenham a percepção do todo e da parte.

Seres humanos justos, que inspirem confiança e demonstrem confiança nos parceiros, estimulando-os, energizando-os, sem receio que lhe façam sombra e sim se orgulhando deles.

Precisa-se de pessoas que criem em torno de si um ambiente de entusiasmo, de liberdade, de responsabilidade, de determinação, de respeito e de amizade.

Precisa-se de seres racionais. Tão racionais que compreendam que sua realização pessoal está atrelada à vazão de suas emoções.

É na emoção que encontramos a razão de viver. 

Precisa-se de Gente!”


Abraços
Isa Musa de Noronha

28 outubro, 2014

QUESTÕES TRATADAS EM PARTE DA REUNIÃO DAS AFABBs REALIZADA EM 16/OUTUBRO/2014, NA SEDE CAMPESTRE DA AAFBB

Colegas

Estive presente representando esta Associação, na reunião das AFABBs convocada pela Federação-FAABB, que se deu no dia 16 deste mês de outubro/14, na sede campestre da AAFBB em Xerém-Rio de Janeiro. Reproduzimos abaixo um relatório sucinto do que foi tratado.
No anexo, editei quadro a quadro retirando de um vídeo, um conteúdo ilustrativo das questões que nos afetam atualmente como beneficiários da PREVI. Os textos explicativos abaixo de cada quadro são de nossa autoria.

Esclareço que há anotações com pequena fonte à margem inferior de alguns quadros, que reproduzem textos finais que não aparecem integralmente no corpo do quadro.

Saudações
Boa semana
​Roberto Abdian

EM XERÉM – RIO DE JANEIRO

Como já divulgado e discutido, a Comissão de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), hoje Comissão Nacional da Previdência Complementar (CNPC), era presidida naquela época pelo então ministro da Previdência José Barroso Pimentel, que assinou a Resolução 26/2008, dando direito ao Banco de se apropriar da metade da nossa Reserva Especial na PREVI, que deve ser destinada exclusivamente para revisão dos benefícios, conforme determina a Lei Complementar 109.
Hoje, o senhor Pimentel é senador e relator da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que julga o PDS 275 do senador Paulo Bauer, que altera aquela Resolução 26. Em Audiência Pública, o senador Pimentel foi questionado pelo colega dr. Ruy Brito sobre seu impedimento legal de julgar devido ao flagrante conflito de interesses, pois vai julgar uma contestação a uma Resolução da qual ele mesmo foi o autor, o senador  disse ter sido ofendido com tal pergunta. Pasmemo-nos. Um dos presentes na plateia deu uma risada, e a mando do senador Pimentel, o cidadão foi retirado pelos seguranças. Gesto autoritário e descabido. Se houve ofensa, foi ela cometida pelo senador contra os princípios da moralidade e da legalidade.
Anteriormente, o projeto obteve aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo como relator o senador Aloysio Nunes Ferreira. O projeto foi requerido pela CAE justamente pelo senador Pimentel, com o intuito evidente de impedir o seu andamento.
O projeto altera entre outros, o artigo 15 da Resolução 26 que inclui o Banco como beneficiário da Reserva Especial. Esta Reserva, como se vê adiante, pela LC 109, deve ser destinada à revisão dos benefícios. Ora, a Resolução transforma o Banco em beneficiário, assistido privilegiado que leva metade da Reserva Especial. Extrapola seus limites alterando uma lei, cuja competência é exclusiva do Poder Legislativo.


23 abril, 2014

Para onde estamos indo ?

 Colegas

Até pouco tempo atrás, éramos coesos, quase unânimes nos ideais, pensamentos e nas ações. A dissidência tinha pouquíssimo peso e não representava perigo de desagregação. Como estamos hoje? A quem essa energia detonadora da unidade beneficia senão aos que estão do outro lado da trincheira?

 Há, entre outros, um componente muito desagregador que é a pretensão messiânica de integrantes de grupos dispersos pela rede.  Alimentam um radicalismo nas suas posições e atitudes e uma intolerância que só se explicam por raízes na vaidade  e no desejo de projetar seus nomes neste cenário que, infelizmente, para nós, está sendo cada vez mais decadente.

 Novos grupos independentes surgiram, longas e estéreis discussões e proposições de ideias e sugestões que se dizem brilhantes e inovadoras são lançadas a esmo e dispersas pelos canais invisíveis da net.

 Na presunção de portadores da verdade e sabedores absolutos da coisa certa por fazer, como se as Associações tivessem feito tudo errado até hoje, grupos independentes quebram a unidade indispensável em torno de uma representação legal que é  a Federação, sob críticas radicais e destrutivas contra as Associações e contra a própria Federação.

É válida a máxima popular:  “cachorro de muitos donos, morre de fome”.

Esses grupos devem se lembrar que nós estamos envelhecendo e morrendo, não está havendo e não haverá reposição de peças por absoluta falta de matéria prima. Não haverá plateia para alimentar reverências, egos e vaidades. Ainda há muitos colegas para aposentar, é fato, mas   este fogo cruzado de franco atiradores, apenas cria dificuldades para eles compreenderem que existe uma unidade, um corpo ao qual pertencem e devem se agregar para defender seus interesses e de suas famílias.

 Com o devido respeito aos que discordarem deste comentário

 Abraço
 
Roberto Abdian

03 abril, 2014

Onisciência e Obicuidade


Prezado Jesus Guimarães.

 Dia 23 de março deste ano de 2014. Ano de eleições importantes, com indicação de que será um deprimente vale-tudo  entre interesses políticos ocultos nos bastidores das cúpulas do Congresso, nos gabinetes a portas fechadas, nos escritórios reservados dos grandes conglomerados nacionais e multinacionais. Ano de Copa do Mundo desafiando, não a seleção brasileira de futebol, mas as autoridades governamentais contra os cronogramas sabotados pelas chantagens das construtoras, escudadas pela libertinagem da imunidade propiciada pelos princípios do exercício de um capitalismo canibal imune a qualquer tipo de controle.

Estou no aeroporto de Brasília, aguardando a chamada de embarque, o que deverá acontecer com atraso devido ao mal tempo, mas isto não me incomoda. Estou com os olhos e a mente tomados por uma profunda curiosidade quase hipnótica que domina minha mente e me fascina. Tal como a infinita variedade e beleza das flores, árvores, frutos e pássaros que desfilam diante dos nossos olhos diariamente, assim vejo essa multidão de pessoas, transitando como correntes calmas em vários sentidos, algumas sérias, mas pacientes, sabem que não adianta ter pressa, outras alegres, sorrindo, arrastando suas malas sobre rodinhas e as crianças com seus passinhos curtos e apressados, atadas pelas mãos aos seus pais e mães, algumas dessas, com crianças pequenas nos seus braços protetores. Múltiplas faces, múltiplas expressões.

 De onde vêm, para onde vão, que esperanças impulsionam suas vidas, quais suas frustrações, medos e angústias. O que de tão importante aquele executivo de terno escuro e gravata, dialoga ao celular ou movimenta no seu “tablet”. Reparando melhor, não só o executivo, muitos, embora isolados, com os olhos e os dedos  ocupados com seus aparelhinhos em diálogo mudo e surdo, vez por outra desprendem um sorriso ou uma expressão de indignação, o que faz viajar a minha mente nas inúmeras hipóteses do que aquelas telinhas estão refletindo.

 Um detalhe que me chamou a atenção, e que não se via em hipótese alguma nos aeroportos em tempos passados.  Notei que estão presentes dentro dessa multidão, várias pessoas e casais de aparência humilde, despreocupados, camiseta e short de quem combate, chinelo tipo havaiana, com seus filhinhos bem cuidados e sorridentes, mochilas novas e pesadas às costas. É..., pensei comigo mesmo, viagem aérea agora está ao alcance dessas pessoas. Parece que as coisas estão melhorando.

Voltou-me a carga a indagação: de onde estão vindo e para onde estarão indo todas essas pessoas, o que fazem, em que lugar estarão amanhã, quais os motivos de suas expressões alegres ou taciturnas, quais são as esperanças que  as impulsionam ou as contrariedades que as aborrecem e entristecem.

Lembrei-me então da sua magnífica crônica “Onisciência e Obicuidade”, publicada no seu blog e reproduzida no último Informativo da Afabb de Tupã.

Abraço

Roberto Abdian

14 fevereiro, 2014

PREVI: INVESTIMENTOS NO EXTERIOR - BlackRock

Caros colegas, recebi da A F A B B - Tupã (SP) esta coletânea de matérias referente ao nosso Fundo de Pensão - PREVI. Fiquem atentos para mais este vilipêndio  que está se engendrando contra nós.


Após a notícia abaixo, há um comentário nosso sobre o tema, datado de outubo/2013. Na seqüência, outra notícia tratando do mesmo assunto.

Pedimos ler, e, em concordando, retransmitir para conhecimento dos nossos colegas de sua rede. Estamos preparando uma manifestação a ser encaminhada à PREVI, sobre o assunto. Os grifos em negrito e destaques em cores vermelho e amarelo, são nossos.

Entendemos ser muito forte a presença dos interesses internacionais instrumentados pela BBDTVM. É contraditório esse desvio de recursos bilionários dos Fundos de Pensão brasileiros para fundos de investimento no exterior, no momento em que o país reclama a necessidade vital de atrair capitais externos para fomento da nossa economia. No ano passado, divulgamos um comentário com o título "Fundos de Pensão, a bola da vez", no qual já denunciava esse interesse internacional estimulado pela vulnerabilidade dos marcos de proteção dos seus recursos.

 Fundos de pensão fazem primeiros aportes no exterior

 12/02/2014
VALOR ECONÔMICO -SP
Luciana Seabra | De São Paulo

Um ano depois de começar a debater formas de investir no exterior e quatro meses após a criação pela BB DTVM das primeiras carteiras com esse objetivo, três fundações fizeram seus primeiros aportes, ainda tímidos. PREVI e Fundação Itaipu (Fibra) investiram juntas R$ 41 milhões em um fundo da BB DTVM que aloca os recursos em uma carteira da BlackRock. 

 Para viabilizar o investimento, a BlackRock fez um aporte de US$ 50 milhões. A regulamentação brasileira determina que as fundações acessem os mercados externos por meio de um fundo local do qual não tenham mais de 25% do patrimônio.


Na falta de outros fundos de pensão dispostos a alocar, a BlackRock entrou com seed money  (figuradamente, dinheiro espiga, que serve de sementeira)

(Quanto a BlackRock encontramos em nossa pesquisa: BlackRock é a designação comercial da BlackRock Investment Management (UK) Limited , Administra mais de 3 trilhões de dólares em ativos. Conta com mais de 9.700 profissionais e 74 escritórios em 26 países do mundo. Deve se tratar um conglomerado inglês, pois UK pode significar United Kingdom)
 De menor porte, a Pouprev, patrocinada pela Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex), aportou R$ 1 milhão em outro fundo da BB DTVM, que aplica em uma carteira do J.P. Morgan. Para não ultrapassar os 25%, contou também com R$ 3 milhões de aporte da própria gestora do BB.

 A BB DTVM também criou em outubro de 2013 portfólios destinados à Franklin Templeton e à Schroders, como resultado de um debate com oito fundações interessadas em investir fora. Cada um deles roda até agora com R$ 3 milhões da BB DTVM. No caso da Schroders, há ainda R$ 10 milhões alocados pela própria gestora.

A PREVI fez o maior aporte na carteira da BlackRock, de R$ 30 milhões. O fundo de pensão de funcionários do BANCO DO BRASIL aprovou em dezembro a alocação fora de até 0,2% do patrimônio, hoje R$ 336 milhões. Temos apetite para mais investimentos, mas precisamos que outras fundações façam aportes , diz Renê Sanda, diretor de investimentos da PREVI.    (Para fazer um aporte de R$30 milhões, é porque havia recursos disponíveis e não revelados, e que poderiam ter um destino direto em benefício de seus participantes, ou então foi preciso desinvestir. Neste caso, retirou-se recursos de onde? Venda de ações na Bolsa ou quotas de participação da Litel, ou outros artifícios. Ou, provavelmente, o mais fácil, liquidou-se em termos desvantajosos, algum investimento em renda fixa) 

 A Fibra, que aportou R$ 11 milhões, pode alocar até 1% do patrimônio fora, cerca de R$ 25 milhões. O restante será investido em outro dos quatro fundos da BB DTVM, segundo Silvio Rangel, diretor-superintendente da fundação. Mais restritiva do que a legislação, a política de investimentos da Fibra limita a fatia do fundo de pensão na carteira local a 15%, para prevenir desenquadramentos.


 Adicionar mais recursos ao fundo brasileiro ainda não está nos planos, segundo Armando Senra, à frente da divisão latina e ibérica da BlackRock. Ele espera que o retorno da carteira e um trabalho educacional atraiam as fundações.


 Uma consulta informal feita pela PREVI indicou que, juntos, os fundos de pensão têm a alocação de R$ 1,2 bilhão no exterior aprovada por suas políticas de investimento.


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 Em outubro de 2013, divulgamos a notícia abaixo, que já tratava desses investimentos no exterior, com nosso comentário no final da mensagem.


INVESTIMENTO NO EXTERIOR: O RISCO JURÍDICO
 fonte: abrapp
26/09/2013

Pelas contas que é possível fazer, os dois grupos de entidades, um no Rio de Janeiro e São Paulo e o outro em Belo Horizonte, que estudam juntos o investimento no exterior, é possível estimar que somando tudo sejam alocados lá fora entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão ainda este ano. As instituições gestoras, sejam as já escolhidas e mesmo as que ainda buscam sê-lo, mostram ter pressa em criar fundos de investimentos no Brasil para esse fim. E tudo anda no ritmo esperado até porque ninguém coloca em dúvida que esse parece ser o caminho. No entanto, há advogados que recomendam uma especial cautela.
 Ninguém coloca em dúvida ser esse o caminho por muitos motivos, mas um é especial, a diversificação que é não colocar todos os ovos numa mesma cesta, no caso a economia brasileira, e ter multiplicadas várias vezes as opções de alocação em um mercado global com muito mais possibilidades de escolha, desde produtos até classes de ativos. Mas isso não dispensa a prudência quanto aos aspectos legais envolvidos.

Mais informes em www.abrapp.org.br
     
                                                       -o-o-o-o-o-o-o-  
     

  O Brasil agora virou uma cesta na qual "não devemos colocar todos os nossos ovos", como se o seu mercado brasileiro fosse samba de nota só. Se aqui, onde as leis são conhecidas e existe uma gama infindável de opções de aplicação, já se corre sérios riscos nas escolhas das aplicações, a afirmação de que em relação ao investimento no exterior "ninguém coloca em dúvida que esse parece ser o caminho", precisa ser melhor explicada, se é que pode ter alguma credibilidade para convencimento.


      Não é à toa que dizem ter pressa em criar fundos de investimentos no Brasil, para esse fim. Divisas aqui recolhidas para serem remetidas para o exterior através de fundos de investimentos planejadamente criados e a toque de caixa, pode ser uma armadilha, um sorvedouro de recursos que não voltam mais. Pode ser uma jaula de micos, e o PB1 não precisa ter ambições que levam a assumir riscos desnecessários com aplicações de risco em renda variável cujo limite está exaurido. É um plano fechado desde 1997, está em fase de liquidação com o aumento gradual da necessidade de locação de recursos para pagamento de suas obrigações, o que poderá ser suficientemente garantido com investimentos em renda fixa e imóveis.


      O que nos dá esta suspeita, são as afirmações de que "há advogados que recomendam uma especial cautela.",  e  "Mas isso não dispensa a prudência quanto aos aspectos legais envolvidos."  Não precisamos correr o risco de  trilhar por caminhos que “exigem especial cautela e prudência” com investimentos no exterior. Já nos bastam os riscos domésticos. 


     É possível imaginar o qüiproquó gerado por um calote de um desses fundos de investimentos com o embaraço das leis entre os países de origem e o de destino desses recursos aplicados no exterior através desses fundos.


    Além do risco de ”trilhar por caminhos que exigem especial cautela e prudência"” há um importante detalhe revelado por outra reportagem que reproduzimos em seguida, segundo o qual os investidores – no nosso caso, os Fundos de Previdência – não precisam saber qual o destino último dos seus recursos, isto é, em quais empresas produtivas seus recursos entregues serão investidos. E em momento algum dessas reportagens, toca-se no assunto da remuneração desses capitais.


Vejam abaixo:
Dúvidas regulatórias atrasaram aportes

12/02/2014
 VALOR ECONÔMICO -SP
Editoria: FINANÇAS
Luciana Seabra | De São Paulo

A incerteza sobre as regras para investir no exterior é um dos principais fatores para que os fundos de pensão, há um ano em debates sobre alocações fora do país, ainda não tenham feito aportes expressivos. Uma consulta feita pela PREVI à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), em janeiro, esclareceu algumas dessas questões e foi determinante para a primeira alocação do fundo de pensão dos funcionários do BANCO DO BRASIL no exterior, de R$ 30 milhões. Autorizada pelo regulador, a PREVI repassou a resposta à consulta para as outras fundações na última semana. (Quer dizer que precisou de uma autorização para divulgar. Sugere ser assunto tratado sob sigilo! Afinal, o que se tem a esconder?)

Um dos falsos entendimentos era que seria necessário informar ao regulador brasileiro os ativos finais em que o fundo estrangeiro aplica, segundo Renê Sanda, diretor de investimentos da PREVI. Em resposta à consulta, a Previc informou que não é preciso abrir a cota até o último nível se o valor investido na carteira for inferior a 3% do patrimônio do fundo de pensão.  (Quer dizer que o investidor, no caso os fundos de pensão, a nossa Previ em particular, não precisam saber em qual atividade produtiva serão empregados seus recursos entregues a um grupo financeirono exterior? Como fica então a tão orgulhosa propaganda em seu site, em que a PREVI diz ser  “Signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) desde 2006, a PREVI incluiu em suas Políticas de Investimentos os critérios de responsabilidade socioambiental (RSA), de maneira a disseminar esse tipo de prática, além de solidificar seu posicionamento em prol de investimentos que levem em consideração aspectos ambientais, econômicos e sociais. No ano de 2011, a PREVI recebeu o prêmio Ecosofia do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), na categoria Gestão, pelo processo de construção e implementação de sua Política de RSA)"
                                                                -o-o-o-o-o-o-
Afinal, não precisamos correr riscos dessa natureza. Repetimos: o PB1 não precisa ter ambições que levam a assumir riscos desnecessários com aplicações de risco em renda variável, até porque o seu limite está exaurido. É um plano fechado desde 1997, está em fase de liquidação com o aumento gradual da necessidade de locação de recursos para pagamento de suas obrigações, o que poderá ser suficientemente garantido com investimentos bem planejados em renda fixa e imóveis.

ATENÇÃO COLEGAS. As eleições da PREVI, estão programadas para este ano.  É bem verdade que os nossos eleitos têm poder muito relativo dentro desse sistema de governança perverso e fascista que domina a PREVI, mas podem reagir de alguma forma, tendo coragem de revelar e tornar público e transparente tudo o que acontece às portas fechadas e que representem conspiração contra os aposentados e ativos do PB1, aceitando o risco de se enquadrarem em algum espúrio código de ética.

Prestemos atenção ao histórico dos candidatos. Não basta ser competente. Colega, acione o seu "feeling" e sinta a autenticidade das boas intenções declaradas pelos candidatos, além da indispenável competência.  Excluir, de início, candidatos ligados a interesses políticos, partidários e sindicatos. Estamos cansados de sofrer estelionatos eleitorais.

Saudações

07 abril, 2013

Adotando a doutrina da OCDE


Por: Roberto Abdian

As medidas governamentais quando chegam até nós, divulgadas pelos meios de comunicação, nos induzem a pensar que tais importantes decisões nas mais diversas áreas da administração pública, são conseqüências de estudos e deliberações geradas por Inteligências reunidas em gabinetes ministeriais e secretarias. Mas as coisas não se dão bem assim, de forma genuinamente tupiniquim. Entre vários exemplos a serem citados, a criação da PREVIC pode ser um deles. Não nasceu exclusivamente por deliberação nos gabinetes dos poderes Executivo e Legislativo.
     Poucos já ouviram falar da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que congrega 30 países membros. Seu orçamento anual ultrapassa 340 milhões de euros e tem um quadro de 2.500 funcionários (dados de 2009), mantidos pela contribuição anual dos países membros - os maiores contribuintes são Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França - com taxas variáveis de acordo com os índices de desenvolvimento de cada país. Ops... parece que já vimos coisa semelhante denominada Tafic – tabela com taxa variável e crescente incidente sobre o valor do patrimônio dos fundos de pensão, que alimenta a PREVIC. O encargo mensal da PREVI é monstruoso.
          Desde 1998 a OCDE começou a desenvolver programas específicos para o Brasil a pedido do governo, atuando nas áreas de mercado de ações, política, governança corporativa, seguros, previdência e outras Sem dúvida, a OCDE foi um bom “modelo de inspiração” para a criação da monstruosa estrutura da PREVIC, como também para indicar as fontes e a forma de cobrança dos recursos que são dos próprios fundos de pensão, isto é, eles pagam para serem fiscalizados.
“Todo o conceito de financiamento da Previc, inclusive da taxa a ser paga pelos fundos – a Tafic – foi baseado nas melhores práticas internacionais ditadas pela OCDE”. (Revista Abrapp-maio/09).  Abrapp, é a sigla da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Se as melhores práticas internacionais ditadas pela OCDE seguidas pelo Brasil, alcançam também a área da Previdência – naturalmente a Complementar – é perfeitamente crível que as inteligências dos nossos gabinetes governamentais estejam adotando a orientação da doutrina da OCDE.
         Chegando onde quero, estão aí as L.C. 108 e 109/ 2001, a Resolução 26, a redução da taxa da Reserva de Contingência, a Resolução que está sendo parida, aliás, gestada, que trata da retirada do patrocinador, o projeto de lei do Ricardo Berzoini. Será que esqueci de mencionar mais alguma coisa?
       Se não concordarem comigo, pelo menos desculpem-me por esta minha imaginação.
 

03 abril, 2013

Previ - participação no projeto do Trem Bala


Com relação à mensagem abaixo reproduzida, faço os comentários em cor.  Vamos ficar atentos e acionar todas as instâncias possíveis através de nossas representações mais poderosas, para evitar o insulto que esse investimento representa.

Roberto Abdian



ANABB questiona Previ sobre possível participação no projeto do Trem Bala

No dia 27 de março, o presidente da ANABB, Sergio Riede, participou da apresentação dos resultados da Previ de 2012, no Rio de Janeiro.

Na oportunidade, Riede pode apresentar publicamente aos dirigentes da Caixa de Previdência questões sobre a possível participação do fundo de pensão no projeto Trem Bala.

Vários associados e conselheiros da ANABB vinham demandando a Diretoria Executiva da Entidade para tomar providências sobre a participação da Previ no Trem Bala. Algumas pessoas pediam esclarecimentos, outras queriam uma manifestação contundente da ANABB contra o projeto, outras chegaram a sugerir ações na justiça contra a participação da Previ no Trem Bala.

A Diretoria Executiva tem procurado deixar claro que, antes de tomar qualquer atitude, precisa estar bem informada. Neste sentido, Riede indagou os dirigentes da Previ sobre eventuais pedidos do Governo para que a Previ aportasse recursos no projeto; perguntou sobr e a existência ou não de estudos sobre o Trem Bala no âmbito da Caixa de Previdência; em caso positivo, solicitou informações sobre o que tais estudos teriam apurado até o momento sobre a viabilidade do projeto, retorno previsto, valores envolvidos, riscos existentes, entre outros fatores. O presidente da ANABB indagou ainda sobre a pertinência de se investir num projeto desta magnitude e risco, considerando-se que o Plano 1 está fechado para novos ingressos e caminha para a extinção.

Inicialmente, o presidente da Previ, Dan Conrado, esclareceu que o principal negócio da Previ é pagar benefícios. E que as demais atividades da entidade são meios para cumprir este compromisso. Lembrou que em 2012 a Previ pagou R$ 8,4 bilhões em complementos de aposentadoria e pensões e que a previsão é que pague benefícios a participantes e pensionistas do Plano 1 até o ano de 2080. Portanto, são mais 67 anos pagando benefícios. Dan Conrado afirmou que o mai o r volume de pagamentos deve se dar entre os anos de 2020 e 2030. E que para cumprir esta obrigação, a Previ deve procurar, cada vez mais, investimentos que tenham boa rentabilidade, preservando padrões de excelência em segurança. Citou que a baixa nas taxas de juros representa um desafio crescente para todos os fundos de pensão. E que a Previ, portanto, tem o dever de procurar investimentos que possibilitem pagar os benefícios devidos aos participantes. (blá blá blá, comentário totalmente dispensável)

Segundo o presidente da Previ, a entidade realizou estudos sobre o Trem Bala entre 2010 e 2011, mas naquela oportunidade o projeto se mostrou inviável e foi descartado pela Caixa de Previdência. Neste momento, segundo Dan Conrado, não existe qualquer estudo a respeito do Trem Bala na entidade. Mas se alguma proposta chegar até a Previ, será analisada como todos os projetos estudados naquela casa: com seriedade, em bases técnicas e procurando sempre salvaguardar a capacidade de cumprir com a obrigação de pagar os benefícios devidos aos participantes.

(O projeto extrapola a capacidade de análise dos técnicos da PREVI. As grandes empreiteiras e grupos por elas constituidos, segundo notícias na mídia, estão demonstrando não aceitar o risco do projeto e há os que questionam sua viabilidade, o que faz com que o governo apele para os fundos de pensão. Não basta senhor presidente Dan Conrado, a obrigação de "salvaguardar a capacidade de cumprir com a obrigação de pagar os benefícios devidos". É preciso não jogar dinheiro dentro de dezenas de túneis, aterros que são verdadeiros poços sem fundos, e sobre trilhos assentados em centenas de propriedades a serem desapropriadas e com muitos litígios. Este empreendimento é um insulto aos participantes, aposentados e pensionistas da Previ).

O diretor de Planejamento da Previ, Vitor Paulo Camargo Gonçalves, acrescentou que a análise de riscos que o fundo de pensão faz é reconhecida como uma das melhores do mercado. Um fato que ilustra essa afirmação, segundo Vitor Paulo, é que vários bancos apresentaram graves problemas em 2012, entre eles o Cruzeiro do Sul e o Panamericano. E que nenhum deles contava com investimentos da Previ, graças à rigorosa análise de riscos efetuada. (que o diga a jaula de micos com Hopi Hari, Banco Econômico, Nacional,  Casa Anglo Brasileira, Gazeta Mercantil, etc)
Por sua vez, Marco Geovanne Tobias da Silva, diretor de Participações do fundo, informou que esteve reunido na manhã do dia 27 de março com o Conselho Consultivo do Plano 1 para debater este assunto, órgão que fazem parte os conselheiros deliberativos da ANABB Mércia Pimentel e José Branisso (coordenador do Conselho Consultivo do Plano 1).

O diretor de Participações esclareceu que recentemente a Previ estudou propostas de investimento em rodovias. E que declinou do convite para participar porque os estudos demonstraram inviabilidade técnica. Um projeto como o Trem Bala, segundo Geovanne, se viesse a ser estudado no âmbito da Previ, seria por intermédio da Invepar, empresa na qual a Previ tem participação. (do site da Invepar: A Invepar é um grupo brasileiro que atua no segmento de infraestrutura em transportes, no Brasil e no exterior, com foco em gestão e operação de rodovias, sistemas de mobilidade urbana e aeroportos. história da Invepar começa em 2000, quando o Grupo foi criado e assumiu duas importantes concessões, a LAMSA - Linha Amarela S.A., no Rio de Janeiro, e a CLN - Concessionária Litoral Norte, na Bahia. Portanto, tem apenas 12 anos de experiência no pedaço!)

Esclareceu que um projeto como esse normalmente é dividido em dois grandes blocos: construção e operação. E que, para a Previ, apenas a parte de operação poderia interessar, já que a parte de construção está mais ligada a construtoras. (A Invepar é constituída a partir da associação entre a OAS e a PREVI. A OAS é uma construtora com mais de 30 anos no mercado, portanto...).  Ele deixou claro que em todo projeto que a Previ examina diversos fatores são levados em conta. O retorno do investimento é um dos fatores preponderantes. E que as premissas que fundamentam o retorno previsto são checadas com absoluto rigor. De acordo com Marco Geovanne, num projeto como o Trem Bala, no bloco de operação do sistema existem fatores fundamentais para se medir o retorno do investimento. Entre eles estão o número de passageiros previsto, o preço da passagem a ser cobrada, a inflação projetada para o período, entre outros. Ainda segundo o dirigente, cada um desses fatores é checado pela Previ com todo o rigor em qualquer projeto que seja estudado.

Lembrado por outro participante da reunião, o conselheiro deliberativo da ANABB e presidente da AAFBB Gilberto Santiago, que o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) já entrou com duas ações contra o projeto do Trem Bala, Marco Geovanne esclareceu que fatores como este também são levados em conta pela Previ, porque podem retardar acentuadamente o início do retorno do investimento. (o que tem a ver  as atuais ações do MPF com o retardamento de um retorno de investimento que provavelmente se dará apenas no final dos anos 2050? Ora, faça-me o favor, Dr.Marco Geovanne!).  Citou como exemplos questões referentes ao impacto ambiental e ao impacto social que o Ministério Público tem levantado em diversos empreendimentos. Um dos casos de impacto social citado pelo dirigente foi o atingimento de terras indígenas. (Que comparação absurda  é essa Dr. Marco Geovanne?)

A ANABB continuará acompanhando o desenrolar dos fatos com atenção redobrada e estará informando os associados permanentemente. “Da mesma forma que a Associação não se deixa levar por conclusões precipitadas e sem fundamentação técnica, também não hesitará em se posicionar contra qualquer negócio que coloque em risco a preservação dos recursos necessários para honrar os compromissos com os participantes da Previ”, afirmou o presidente Sergio Riede. (Senhor presidente da ANABB, não se trata apenas de preservação dos recursos necessários para honrar os compromissos com os participantes da PREVI. Trata-se de não jogar dinheiro fora, trata-se de preservar a dignidade que ainda nos resta. E basta! - Em tempo: de onde virão os recursos para invetir no trem bala; desinvestimentos ou criando superávit?)



Cordiais e preocupadas
Saudações
Roberto Abdian

 

26 fevereiro, 2013

O BANCO DO BRASIL terá que reconhecer em breve uma perda atuarial de R$ 7,8 bilhões



BANCO DO BRASIL

Por Fernando Torres | De São Paulo

O BANCO DO BRASIL terá que reconhecer em breve uma perda atuarial de R$ 7,8 bilhões, que depois de impostos deve reduzir seu patrimônio líquido em R$ 4,57 bilhões. A simulação foi divulgada pelo próprio banco, considerando dados de dezembro.

O banco ainda não sabe se terá que registrar a perda no balanço de março ou junho, uma vez que o Banco Central ainda não recepcionou a norma contábil que provoca essa mudança.

Um impacto dessa magnitude deve reduzir o índice de Basileia do banco em 0,6 ponto percentual, de 14,8% para 14,2%, sendo que o mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%.

Assim como o BB, inúmeras empresas usavam uma metodologia chamada de "corredor" para reconhecer ganhos e perdas com assistência de saúde e planos de benefício definido de aposentadoria de empregados. Por esse sistema, as variações dessas obrigações de longo prazo eram registradas na conta de lucros e perdas, mas só quando superavam uma margem estabelecida. A diferença não registrada, normalmente de saldo maior, aparecia apenas em nota explicativa, sem entrar como ativo ou passivo.

Mas uma mudança nas regras contábeis, que passou a valer em 1º de janeiro, acabou com a possibilidade de se usar esse "colchão" para amortecer o impacto das variações. Como "contrapartida", ficou decidido que o saldo histórico não contabilizado e os futuras oscilações serão reconhecidas no balanço patrimonial (reduzindo ativos ou aumentando passivos), com efeito apenas no patrimônio líquido, e não na conta de resultados.

Por motivo semelhante a PETROBRAS verá seu patrimônio líquido diminuir em R$ 15 bilhões no balanço de março - nesse caso não há dúvida sobre a data porque a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já adotou oficialmente a nova norma. No Santander, o impacto líquido de impostos será de R$ R$ 2,6 bilhões.

Os valores a reconhecer são elevados principalmente pela forte redução dos juros de longo prazo do país em 2012. Para trazer a valor presente o compromisso futuro que a empresa tem com o pagamento de planos de saúde e aposentadorias de funcionários, usa-se uma taxa de desconto, que tem ligação com os juros dos títulos públicos de longo prazo. Quanto menor a taxa, maior o passivo.

No BB, a taxa em 2011 era de 6,10%, uma das maiores entre grandes empresas, e foi reduzida agora para 4,33%, em linha com o mercado. Se essa nova regra entrasse em vigor no ano passado, o BB teria um saldo positivo de R$ 2 bilhões para reconhecer. Um ano depois, com a queda do juro real, a conta inverteu de sinal e ficou negativa em R$ 7,8 bilhões.

Veículo: VALOR ECONÔMICO -SP


            Editoria: FINANÇAS

     Nota de Roberto Abdian: AFABB Tupã

As patrocinadoras usam de todos os artifícios para criar números positivos em seu resultado. Em relação à Previ, o Banco usou a tábua de longevidade AT-83, antiga, e uma taxa atuarial irreal, mais favoráveis à geração de superávit, que por suas contas, em junho, ficou R$6,7 bi acima do que a Previ apresentava. Essas contas servem para corrigir seus ativos perante a CVM. E agora persegue a redução da taxa de 25% para 10% ou 15% da R.M., parcela apartada dos superávites para compor a Reserva de Contingência do PB 1, o que representa redução do lastro que garante o futuro pagamento das aposentadorias, aumentando a Reserva Especial sobre a qual o Banco tem interesse, favorecido que é pelo ilegal artifício da “reversão de valores” criado pela Res.26, que já desviou recentemente, R$7,5 bi.da Previ para Banco.
De acordo com o excelente trabalho realizado pelo colega Genésio Vigini, de Uberlância (MG), o Governo usou a Previ, especificamente o PB1, para ajudar a fechar suas contas de 2012 com o alongamento da dívida pública, obrigando a Previ a vender por R$8,1 bi, correspondente a 2.878.143 de NTN a vencer em 2015/2017/2021 (temos esperanças de que ainda estejamos vivos neste período), e de imediato comprar do Tesouro pelos mesmos R$8,1 bi, 2.632.928 NTN, a vencer em 2040 e 2050 (daqui a 27 ou 37 anos, dentre nós restará algum teimoso em viver? Talvez alguns dos que estão hoje na ativa). Quem se beneficiará com o resgate dessas NTN?
E a Previ cantou glórias com a contabilização da diferença positiva de R$1,2 bi nessa troca, proporcionada por índice de remuneração melhor oferecido para prazos  de “a perder de vista”. Belo artifício para criar superávit, que o Banco persegue implacavelmente sob a égide da Res.26. Numa só tacada, a Previ beneficiou o Governo/Tesouro e o Banco. Alguém perdeu.