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20 março, 2015

Guia alimentar desenvolvido pelo Ministério da Saúde é lúcido e corajoso

Foram quatro anos de elaboração, inúmeros grupos de trabalho, 27 oficinas estaduais envolvendo todo tipo de organização e cidadão, 3.125 contribuições à versão preliminar colocada em consulta pública que resultaram em 150 páginas do "Guia Alimentar para a População Brasileira", editado pelo Ministério da Saúde no final de 2014. 


Tudo isso para chegar a conclusões de simplicidade vital, de quase obviedades que, porém, são constantemente ofuscadas pela voracidade da indústria alimentar, das cadeias dos fast foods, da lógica do latifúndio. 


O universo da alimentação tem sido recoberto por falácias do tipo: para alimentar bilhões são necessários o consumo e a produção de comida industrial ultraprocessada, artificial e envenenada, mas farta, além de gigantescas monoculturas e sementes modificadas geneticamente. 


O "Guia Alimentar", porém, não compra o engodo. Baseando-se em estudos que vão de organismos das Nações Unidas a teses de Harvard (e também no clássico Brillat-Savarin ou no contemporâneo Michael Pollan), seu texto simples, mas embasado, aposta na vertente oposta: a valorização de alimentos frescos ou minimamente processados. E na vitalidade das tradições culturais locais. 


A opção pelo natural baseia-se no fato de que os alimentos ultraprocessados (como refrigerantes, salgadinhos etc.) são danosos não só à saúde, mas também à cultura, à vida social e ao ambiente. 


O livro também refuta a ideia de que nutrientes abastecem o corpo de qualquer forma que sejam ingeridos. Na verdade, eles são eficazes quando vêm incorporados no alimento original. Portanto, produtos industriais aos quais se acrescenta isso ou aquilo, da mesma forma que pílulas de suplementos que enriquecem a indústria farmacêutica, são inócuos.

A alimentação saudável, diz o "Guia" em sua imensa simplicidade e bom senso, deve basear-se em alimentos in natura ou minimamente processados, ser comedida no uso de gorduras, sal e açúcar e evitar ultraprocessados. 


Deve ser feita exercitando habilidades culinárias, consumida com regularidade e atenção, com tempo adequado e em ambientes apropriados. Se possível, com companhia e, fora de casa, em locais com pratos feitos na hora. 


É uma opção lúcida e corajosa, já que bate de frente com a grande indústria e todo o seu arsenal publicitário. 


Num país onde, em que pese a choradeira dos empresários, grandes empresas vivem sendo privilegiadas pelo governo com isenções fiscais e "desonerações", não deixa de ser auspicioso que um ministério se pronuncie pelo bem comum, numa questão tão vital como a alimentação. 


Como o próprio "Guia" menciona, porém, "a superação dos obstáculos (...) em muitos casos requer políticas públicas". Sem elas, por mais que os leitores tentem aplicar seus postulados, o impacto do "Guia" será quase nulo. 


Mas exemplos como o da Prefeitura de São Paulo, que orienta merendas escolares a se abastecerem com pequenos produtores e serem confeccionadas localmente e com produtos frescos, mostra que essa visão pode trazer frutos. 

GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA
AVALIAÇÃO ótimo
AUTOR Ministério da Saúde
QUANTO grátis (150 págs.)
ONDE portalsaude.saude.gov.br



09 novembro, 2014

Alimentos in natura devem ser maioria na dieta, diz governo

Deixe de lado a semente de chia, o whey protein e o óleo de coco. No novo guia nutricional do governo, o que vai para o prato, e é sinônimo de alimentação saudável e nutritiva, é o arroz, feijão, legumes e verduras. 

O documento prioriza o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, e atualiza recomendações do Ministério da Saúde sobre o que deve ser levado à mesa. O último guia havia sido elaborado em 2006. 


Editoria de Arte/Folhapress

"Não estamos propondo um regime ou tratamento. A gente está pensando numa alimentação para prevenir problemas", afirma Carlos Monteiro, professor da USP e coordenador de equipe técnica que elaborou o guia. 

O texto é ilustrado com combinações saudáveis para as refeições do dia a dia e serve de referência para escolas e profissionais de saúde, por exemplo. 

A intenção é reforçar a importância do consumo de alimentos em detrimento de produtos. "A barra de cereal é uma reengenharia de alimentos, não há garantia de que funcione da mesma maneira que os alimentos originais", exemplifica Monteiro. 

O ministro Arthur Chioro (Saúde) destaca que, se antes o que prevalecia era o tamanho das porções, agora a abordagem é "mais qualitativa". "Não estamos proibindo nada. Ninguém está dizendo 'não use sal, tire o açúcar'", disse à Folha

Para o nutrólogo Celso Cukier, o importante é tirar os alimentos ultraprocessados do cotidiano, limitando-os a momentos eventuais. "Na medida do possível, temos que buscar essa substituição", diz ele, médico do Hospital São Luiz e presidente do Instituto de Metabolismo e Nutrição. 

As sugestões do guia não se limitam ao tipo de alimento a ser consumido, mas também à forma como o consumo acontece. Esse viés ganhou destaque diante do perfil atual da população: um em cada dois adultos têm excesso de peso no país. 

Mudar essa realidade requer também hábitos saudáveis, como comer em companhia de familiares ou colegas de trabalho e evitar ambientes onde "haja estímulos para o consumo de quantidades ilimitadas de alimentos". 

"Refeições feitas em companhia evitam que se coma rapidamente", afirma trecho do guia. "Compartilhar com outra pessoa o prazer que sentimos quando apreciamos uma receita favorita redobra este prazer." 

O modelo de recomendações e alimentos sugeridos pelo texto é elogiado pelo americano Nicholas Freudenberg, professor de saúde pública da Universidade da Cidade de Nova York e autor de livro sobre o assunto. 

Para ele, guias, que, ao contrário do modelo brasileiro, são baseados em quantidades de consumo adequado de açúcar, sal ou gordura, por exemplo, favorecem a indústria de alimentos.

"Isso permite [à indústria] manipular alguns ingredientes para fazer os produtos parecerem mais saudáveis, como por exemplo adicionando vitaminas a cereais com alto índice de açúcar", diz. 

08 novembro, 2014

Lista Completa de Alimentos Sem Glúten

Feira
Todos os itens dessa página são alimentos sem glúten. Qualquer produto que passe por um processamento pode conter glúten. Aprenda a ler rótulos e imprima essa lista de alimentos sem glúten e outra de alimentos com glúten. Leve-as com você a todos os lugares e em breve você as terá memorizado.

A melhor forma de comer uma dieta livre de glúten é comer alimentos que não sejam processados.Tente evitar alimentos enlatados, a menos que eles sejam livres de glúten. Tenha cuidado com alimentos congelados, já que muitos deles contêm conservantes e glúten escondidos nos ingredientes. Geralmente, se é embalado, é bom evitar.

A melhor forma de ter 100% de certeza de que seus alimentos são livres de glúten é comprá-los frescos e prepará-los você mesmo.

Lista Completa de Alimentos Sem Glúten

Frutas

Frutas são livres de glúten em seu estado natural. Certifique-se de lavar todos antes de usar.
  • Açaí
  • Maçã
  • Damasco
  • Banana
  • Amora
  • Mirtilo
  • Meloa
  • Alfarroba
  • Cereja
  • Cranberry
  • Groselha
  • Tâmara
  • Figo
  • Uva
  • Goiaba
  • Melão
  • Kiwi
  • Kinkan
  • Limão
  • Lima
  • Mexerica
  • Manga
  • Laranja
  • Mamão Papaia
  • Maracujá
  • Pêssego
  • Pêra
  • Abacaxi
  • Ameixa
  • Caqui
  • Marmelo
  • Framboesa
  • Morango
  • Tamarindo
  • Tangerina
  • Melancia

Vegetais

Vegetais também são alimentos sem glúten naturalmente.
  • Alfafa
  • Alga
  • Araruta
  • Alcachofra
  • Rúcula
  • Aspargo
  • Abacate
  • Feijão
  • Brócolis
  • Couve de Bruxelas
  • Couve-Flor
  • Repolho
  • Cenoura
  • Aipo
  • Milho
  • Pepino
  • Beringela
  • Alho
  • Feijão Verde
  • Couve
  • Alface
  • Cogumelos
  • Quiabo
  • Cebola
  • Salsa
  • Ervilha
  • Pimenta
  • Batata (inglesa e doce)
  • Abóbora
  • Rabanete
  • Espinafre
  • Nabo
  • Agrião

Carnes

Carnes sempre são livres de glúten, a menos que sejam processadas com pães ou empanadas com farinha de pão. Evite molhos de carne, já que a maioria contém glúten.
  • Jacaré
  • Vaca
  • Búfalo
  • Galinha
  • Pato
  • Cabra
  • Ganso
  • Cordeiro
  • Porco
  • Coelho
  • Cobra
  • Peru
  • Codorna
  • Vitela

Ovos e Laticínios

  • Manteiga (certifique-se de não conter aditivos)
  • Caseína
  • Queijo
  • Creme
  • Ovos
  • Leite
  • Creme Azedo
  • Iogurte – puro e sem sabor
  • Soro de Leite

Farinha, Grãos e Trigo

É aqui que você tem que tomar cuidado e prestar muita atenção!
  • Farinha de Amêndoas
  • Amaranto
  • Araruta
  • Farinha de Feijão
  • Besan
  • Arroz integral
  • Farinha de arroz integral
  • Trigo sarraceno
  • Mandioca
  • Farinha de milho
  • Fubá
  • Amido de milho
  • Semente de algodão
  • Dal
  • Semente de Linhaça
  • Milhete
  • Farinha de Ervilha
  • Polenta
  • Pipoca – sem cobertura
  • Farinha de batata
  • Quinoa
  • Arroz
  • Sagu
  • Farinha de Soja
  • Farinha de Tapioca
  • Farinha de Inhame
  • Teff
  • Levedo
  • Iúca

Outros alimentos sem glúten

  • Álcool (a maioria, menos a cerveja, a menos que seja sem glúten)
  • Bicarbonato de Sódio
  • Ervas
  • Mel
  • Geléia
  • Gelatina
  • Suco
  • Castanhas
  • Óleos
  • Sementes
  • Temperos (a maioria)
  • Calda
  • Baunilha
  • Vinagre
  • Vitaminas
  • Vinho
  • Goma Xantana
Essa lista te ajudará quando você não tiver certeza se pode comer um alimento. Pergunte muito quando vai comer fora ou fazer compras. Leia todos os rótulos e tenha cuidado com o glúten escondido nos seus alimentos. Evite molho shoyu, molhos de salada, molhos de carne, caçarolas, farinha de pão, frios e cerveja – a menos que seja cerveja sem glúten.
Agora pode parecer que não é possível comer uma dieta sem glúten, mas não é difícil, apenas dê uma olhada no exemplo de cardápio sem glúten. Você precisa tomar cuidado e ter certeza de que os alimentos que está comendo são livres de glúten. A melhor regra é evitar alimentos processados e comer mais alimentos integrais.
Muitas empresas fazem alimentos sem glúten e comprá-los nunca foi tão fácil. Há até sites que vendem alimentos sem glúten e entregam na sua casa. Leia os rótulos, cheque informações e pergunte!

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

Por que você precisou ou resolveu procurar por alimentos sem glúten? Quais alimentos são ou seriam mais difíceis ficar sem comer para você, em uma dieta sem glúten? Comente abaixo.


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