06 março, 2015

Renan cobra blindagem do Planalto para ficar no cargo

Alvo da Procuradoria-Geral da República nas investigações sobre corrupção na Petrobras, Renan Calheiros (PMDB-AL) busca uma ''blindagem'' do Planalto para ter a garantia de que, se a crise se agravar, terá apoio para seguir presidindo o Senado. 

Segundo integrantes da cúpula peemedebista, o senador tem reagido ''acima do tom'' nas últimas semanas porque quer a sinalização de que será protegido pelo Planalto e que o PT não defenderá sua saída. 

Em 2007, Renan foi alvo do "fogo amigo" petista quando sofreu processo de cassação acusado de usar um lobista para pagar a pensão de uma filha. À época, conseguiu ser absolvido com os votos de PSDB e DEM, mas foi fritado publicamente por aliados, caso do então senador Aloizio Mercadante, hoje chefe da Casa Civil. Se, desta vez, for preservado, voltará a ser um fiador da governabilidade no Legislativo. 

Na terça, Renan deu demonstrações do quanto pode atrapalhar a vida da presidente Dilma Rousseff. Ele devolveu ao Executivo a medida provisória editada na semana passada que revisa as regras de desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia. 

Nesta quarta, a presidente enviou Pepe Vargas (Relações Institucionais) para uma conversa com ele para tratar do ajuste fiscal. 

O governo teme novas derrotas. Na próxima semana, Renan deve submeter à apreciação do Congresso um veto presidencial contra a correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda. A equipe econômica defende 4,5%.

FOLHA


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