08 março, 2015

Ministro da Justiça teve encontro secreto com procurador no exterior

Petrolão



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, encontrou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em Buenos Aires, na Argentina, fora da agenda e durante viagem oficial, em um sábado de novembro do ano passado. 


A reunião, um almoço na área turística de Puerto Madero, ocorreu no dia 22. Três dias depois, procuradores desembarcaram na Suíça atrás de contas que foram usadas, de acordo com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, para a Odebrecht pagar a ele suborno de US$ 23 milhões, o que a empreiteira nega. 

                                                                                                                Editoria de Arte/Folhapress
Na semana anterior ao encontro, no dia 14, a Polícia Federal, subordinada a Cardozo, havia deflagrado a fase da Operação Lava Jato que levou executivos das principais empreiteiras do país à cadeia. 


Perguntada sobre o encontro com Janot, a assessoria de Cardozo informou inicialmente à Folha que o ministro viajara à Argentina naquela data para encontro com o ministro da Justiça e da segurança pública da Argentina. 


Questionada novamente por telefone e email sobre a reunião, a assessoria, então, confirmou num segundo momento o ''encontro pessoal'' do ministro com o chefe do Ministério Público, que estava na cidade para encontro de procuradores do Mercosul. 


Segundo o Ministério da Justiça, Cardozo e o procurador-geral ''mantiveram contato'' e, juntamente com a mulher de Janot, se encontraram para um almoço no dia 22. ''Não houve registro em agenda por não se tratar de encontro oficial''. A assessoria nega qualquer discussão sobre a Lava Jato. 


A reportagem contatou a assessoria de Janot desde quinta (5), mas não obteve resposta. 


Este é o segundo encontro de Janot e Cardozo que não consta na agenda de ambos. No último dia 26, a Folha revelou que eles estiveram juntos às vésperas da apresentação, por Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal) dos pedidos de abertura e arquivamento de inquéritos contra políticos. 


A lista foi entregue na terça-feira (3) e liberada pelo ministro Teori Zavascki, relator do caso, na sexta-feira (6). 

Janot e Cardozo negaram ter tratado da lista. O ministro da Justiça já foi alvo de questionamentos por ter se encontrado com advogados de empreiteiras investigadas. 

Pedro Ladeira - 02.fev.2015/Folhapress
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot (à esq.), conversa com o ministro José Eduardo Cardozo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot (à esq.), conversa com o ministro José Eduardo Cardozo


FOLHA





O Papa Francisco, embora seja argentino vai ter que se mudar para o Brasil. Há muitos santos a serem beatificados e outros em estágio bem avançado de "santificação".


Um comentário:

  1. -E a coletiva do min.Cardozo (advogado da Dilma) foi de dar ânsia de vomi... E ainda vem dizer que o povo tem orgulho de suas instituições. Será seu ministro? Devemos nos orgulhar de um poder Executivo comandado por uma quadrilha (vide mensalão, processo petrolão), poder este que quebrou o país, que não respeita seu povo, onde o chefe(a) maior não vê nada, não viu nada, não faz nada, ou seja, se mostra uma INCOMPETENTE jamais vista. Com todo respeito, refaça o seu discurso sr.ministro...

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