11 março, 2015

Justiça repatria R$ 139 milhões de Barusco em contas na Suíça

O MPF (Ministério Público Federal) repatriou R$ 139 milhões das contas mantidas pelo ex-gerente- executivo de engenharia da Petrobras Pedro Barusco na Suíça. O valor foi depositado nesta quarta-feira (11) na conta da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba.

Avaliado em US$ 45 milhões, o repatriamento de parte do dinheiro desviado por Pedro Barusco é o maior da história do país. Até então, o maior acordo de repatriamento havia sido no valor de US$ 26 milhões (R$ 80 milhões) referente a dinheiro do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O repatriamento dos recursos é resultado do acordo de delação premiada feito entre Barusco e o MPF. Barusco é um dos principais delatores do esquema de desvios de recursos públicos da Petrobras investigado pela operação Lava Jato.

Pedro Barusco fez acordo de delação premiada com procuradores federais que investigam o caso. Pelo acordo, o ex-gerente-executivo se comprometeu a devolver US$ 97 milhões, o equivalente a R$ 298,7 milhões. De acordo com seus depoimentos, o PT teria recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas oriundas do esquema que funcionava na Petrobras.

Procuradores federais viajaram à Suíça em novembro de 2014 para tentar identificar recursos oriundos do esquema em contas bancários mantidas naquele país. A Suíça é conhecida por sua legislação que privilegia o sigilo bancário.

Em depoimento prestado à CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados na última terça-feira (10), Barusco afirmou que começou a receber propinas de empresas que mantinham contratos com a Petrobras a partir de 1997, mas que o esquema ficou "institucionalizado" entre 2003 e 2004.

De acordo com procuradores do MPF que atuam na operação Lava Jato, os acordos de delação premiada feitos entre investigados e o órgão totalizam aproximadamente R$ 500 milhões. Segundo as investigações preliminares da Polícia Federal, o esquema de desvio de recursos da Petrobras está avaliado em pelo menos R$ 10 bilhões.

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6.mar.2015 - Vista do prédio do Congresso Nacional, em Brasília, horas antes da divulgação dos nomes dos políticos que serão investigados por possível envolvimento em corrupção. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki autorizou a abertura de inquérito contra 47 políticos para apurar a participação deles no esquema investigado pela operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras. Ao todo, são 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora de seis partidos (PMDB, PT, PP, SD, PSDB e PTB). Há mais pessoas que serão investigadas, mas não têm ou tiveram cargos eletivos. São elas o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o lobista Fernando Baiano. Quatro políticos tiveram pedido de abertura de inquérito arquivado. A investigação do ex-ministro Antônio Palocci foi remetido à Justiça Federal do Paraná André Dusek/Estadão Conteúdo


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