11 março, 2015

Dilma quer tirar Mercadante da articulação política



Novo governo

 O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante
A presidente Dilma Rousseff disse a pelo menos dois interlocutores que está decidida a retirar o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de missões na área da articulação política de seu governo. Seria uma iniciativa para melhorar sua relação com sua base aliada, principalmente o PMDB, cujas principais lideranças não têm bom entendimento com o petista. 


Segundo a Folha apurou, Dilma avalia que Mercadante falhou nas principais negociações políticas e estratégias que liderou neste início de governo. A presidente, contudo, não manifestou intenção de retirá-lo do posto de comando da Casa Civil. Nesta área, a avaliação da presidente sobre o desempenho de Mercadante é positiva. 


À Folha, interlocutores presidenciais fizeram a ressalva de que ela já fez promessas de reformulação de áreas do governo, durante período de críticas e avaliações negativas de determinados setores, mas ficou postergando suas decisões. 


Dilma vem sendo pressionada por aliados e pelo ex-presidente Lula a promover uma pequena reforma ministerial imediatamente, mesmo tendo decorrido pouco mais de dois meses de seu segundo mandato. O principal alvo da mexida teria de ser fortalecer a articulação política e dar mais poder ao PMDB. O ex-presidente tem sugerido a mexer em quem não estiver dando voto no Congresso. 


NOMES
 

Dois nomes são citados para liderar a articulação política do governo. No PT, o mais cotado é o ministro da Defesa, Jaques Wagner, que já vem desempenhando missões na área. Por exemplo, no último domingo, ele esteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em busca de negociar uma trégua com o peemedebista. 


O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi quem convenceu Renan a recolher as armas. 


As conversas deram resultado. Renan topou negociar com o ministro Joaquim Levy (Fazenda) um acordo para manter o veto da presidente Dilma à correção integral da tabela do Imposto de Renda na Fonte em 6,5%, fechado na terça-feira (10). 


Porém, após sinalizar uma trégua com o governo ao costurar acordo para a correção da tabela do IR, o presidente do Senado voltou nesta quarta (11) sua artilharia para o Palácio do Planalto ao afirmar que o governo "envelheceu". Ele disse que os problemas entre o Executivo e o PMDB, seu principal aliado no Congresso, não foram solucionados com o acordo em torno da medida provisória do IR. 


"Eu acho que do ponto de vista da aliança, não se resolveu nada. Evidente que eu não falo pelo partido, eu falo pelo Congresso Nacional. A coisa da aliança, ela precisa ter um fundamento. Esse governo parece que envelheceu. Mas esse aí é outro assunto que está sendo tratado por outra instância do partido", atacou. 


Nesta terça, ele já havia dito que um Congresso "fraco" faz mal à democracia. 


Outra opção, defendida por uma ala do governo, é entregar a função a um peemedebista. O ministro Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil), ligado ao vice-presidente Michel Temer, é visto como um bom nome para substituir, inclusive, o responsável formal pela articulação política do governo, ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais). 


PRESIDÊNCIA
 

No final da manhã, a Secretaria de Imprensa da Presidência divulgou nota oficial em que nega rumores de que Dilma poderia tirar Mercadante da chefia da Casa Civil. 

"Não corresponde à verdade o rumor de que a presidenta Dilma Rousseff tenha recebido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sugestão de mudança na chefia da Casa Civil. O ministro Aloizio Mercadante tem total confiança da presidenta e seguirá cumprindo suas funções à frente da Casa Civil", diz a íntegra da nota.



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